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Pernambuco 2010 sem coligações

A CPMI que investiga as relações de agentes públicos e privados com esquema de jogos ilegais centraliza todas as atenções da mídia e do Congresso Nacional. A Comissão da Reforma Política na Câmara dos Deputados continua no impasse quanto ao relatório do Deputado Henrique Fontana (PT-RS).

No Senado Federal, todavia, continua avançando uma PEC que, após voltar à CCJ para ser reaprovada em 13 de junho, aguarda votação no Plenário. Ela trata do fim das coligações para as eleições proporcionais.

Os resultados práticos do fim das coligações variam de estado a outro, mas sempre têm por efeito de diminuir o número de partidos representados, tanto nas Assembléias quanto na bancada Federal. No caso das eleições 2010 em Pernambuco, o efeito teria sido sobretudo visível na representação em Brasília. Na bancada estadual, no entanto, teria havido o “efeito Enéas”, ou seja a possibilidade de um candidato com pouquíssimos votos ser eleito graças à grande votação do melhor candidato do partido, no caso, o PSC.

Bancada Federal: PSB maior, quatro partidos fora.

Se não houvesse coligações em 2010 em Pernambuco, o PSB quase dobrado sua representação em Brasília, passando de 5 para 9 Deputados Federais. A grande coligação que apoiou a reeleição do Governador Eduardo Campos favoreceu, em particular, o PDT, que perderia seus dois representantes em Brasília.

A bancada Federal do Estado de Pernambuco 2010 com e sem coligações > PE 2010 Federal com-sem  (apertar a seta “voltar” após leitura)

O PSB, que teria direito a 9 vagas na representação na Câmara dos Deputados, só apresentou aos eleitores 7 nomes, que seriam então todos eleitos, incluídos Ninho (37.968 votos) e Osinaldo (12.774 votos). É claro que, se o fim das coligações estivesse de fato em vigor em 2010, o partido teria apresentado mais candidatos.

O PT, além dos 4 eleitos, poderia também contar com Josenildo (34.316 votos). O PP também teria direito a uma terceira vaga, mas somente dois candidatos (eleitos) foram apresentados aos eleitores pela agremiação.

Por outro lado, o PTB teria perdido Jorge Corte Real (60.643 votos), e quatro partidos não teriam representantes pernambucanos na Capital Federal: PDT, Wolney Queiroz, 113.885 votos (décimo-terceiro mais votado) e Paulo Rubem, 41.728 votos; PCdoB, Luciana Santos, 105.253 votos (décima-quarta mais votada); PMDB, Raul Henry, 90.106 votos; e PSC, Cadoca, 72.163 votos.

ALEPE: sem muita mudança, 2 partidos saem, 1 entra.

15 partidos elegeram representantes na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco em 2010. É notável o exemplo da coligação PPS/PMDB/PMN que, juntos, conseguiram duas vagas. Sem coligação, nenhum teria sido eleito.

Por outro lado, o PP, inserido na coligação principal de apoio ao Governador Eduardo Campos (junto com 8 outros partidos) conseguiu sozinho o Quociente Eleitoral, mas seus votos foram aproveitados por outros candidatos da coligação.

Bancada estadual pernambucana 2010 com e sem coligações > PE 2010 Estadual com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

5 das 49 cadeiras teriam mudado de dono: o PSDB teria ganho seu 6o deputado com Eduardo Porto (30.435 votos); o PR seu quarto com Esmeraldo Santos (33.152 votos); Cassia do Muinho seria a terceira integrante da bancada do PHS; no PSC, a votação do Pastor Cleiton Collins (mais votado, 137.157 votos) teria levado à Alepe a Bete dos Correios (175 votos) enquanto o PP teria eleito Zé Maurício (33.644 votos).

Não teriam sido eleitos: Diogo Moraes – PSB (36.246 votos), Francismar Pontes – PTB (34.787 votos), Ricardo Costa – PTC (21.189 votos), Gustavo Negromonte – PMDB (27.088 votos) e Ramos – PMN (20.182 votos)