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Agnelo 2010/2014: de um extremo ao outro.

14 de setembro de 2015 Deixe um comentário

Deputado Distrital, Deputado Federal, candidato ao Senado, sempre pelo PCdoB, até migrar para o PT e por ele disputar duas eleições para Governador, Agnelo Queiroz ficará na história eleitoral do Partido dos Trabalhadores no DF por ocupar, no ranking das votações… as duas pontas !

 

Ano Candidato

Governador

Coligação % votos válidos

1º turno

2010 Agnelo Queiroz (**) 11 partidos 48,41 %
1998 Cristovam Buarque (*) 8 partidos 42,67 %
1994 Cristovam Buarque (**) 5 partidos 37,19 %
2002 Geraldo Magela (*) 4 partidos 40,87 %
2006 Arlete Sampaio 6 partidos 20,93 %
1990 Carlos Saraiva e Saraiva Sem 20,27 %
2014 Agnelo Queiroz 16 partidos 20,07 %

(*) qualificado para o segundo turno (**) eleito no segundo turno

 

A megacoligação que não colou.

 

O então Governador Agnelo Queiroz – PT conseguiu, para a eleição 2014 e visando sua reeleição (em companhia do Vice-Governador Tadeu Filippelli – PMDB), formar a maior coligação de partidos da história do DF: nada menos que 16 legendas ! No entanto, em 5 de outubro, Agnelo amargou nas urnas uma decepcionante terceira colocação, e ficando de fora do segundo turno, fato inédito no DF (na eleição 2006, Maria de Lourdes Abadia – PSDB, Governadora em exercício após a desincompatibilização de Joaquim Roriz, também foi derrotada no primeiro turno, quando José Roberto Arruda se elegeu. Mas obteve a segunda maior votação nas urnas).

 

Em 2010, no ano da grande convulsão política do DF, Agnelo tinha conseguido o que era então a maior coligação formal de apoio a um candidato ao Governo. O PT que, historicamente, tinha reservas à coligações amplas, conseguiu grande projeção para seu candidato. Se em 2006 Arlete tinha sido maior que sua coligação (medida em votos recolhidos pelos candidatos a Distrital), em 2010 Agnelo, trilhando um Novo Caminho, conseguia o melhor resultado percentual de um candidato do PT ao Buriti, e sua coligação reunia a maioria absoluta dos votos.

 

Em 2014, numa megacoligação de 16 partidos (uma das maiores do Brasil para uma eleição majoritária), o voto “Agnelo” descolou da soma dos candidatos a Distrital, termômetro mais justo da penetração partidária, e seu “time” alcançou quase o triplo da votação do candidato à reeleição:

Post Agnelo (apertar a seta para voltar)

Arlete/Agnelo/Agnelo: candidato ao Governo pelo PT (Arlete em 2006, Agnelo em 2010 e 2014)

Coligação: votação cumulada para Distrital (nominais e de legenda) da Coligação Arlete 2006 (PT-PV-PCdoB-PSB-PRTB-PRB); da Coligação Agnelo 2010 (PRB-PDT-PT-PTB-PMDB-PPS-PHS-PTC-PSB-PRP-PCdoB); da Coligação Agnelo 2014 (PT-PMDB-PRB-PCdoB-PRP-PPL-PV-PP-PTN-PTdoB-PSC-PROS-PTC-PSL-PHS-PEN)

PT: votação cumulada para Distrital (nominais e de legenda) dos candidatos do PT.

 

Agnelo e PT: casamento aberto.

Os resultados das eleições 2014 mostraram um deslocamento do eleitorado PTista, além de um recuo na votação dos candidatos a Distrital (nominais + legenda). Os tradicionais bastiões (Lagos, Cruzeiro, certas áreas do Plano Piloto) foram investidos por outras forças políticas, e os três “picos” de votação, por zona eleitoral, podem surpreender: Planaltina (13,65 %), Samambaia ZE 13 (12,98 %) e Taguatinga Norte/Vicente Pires (12,64 %). É a força de três lideranças locais, respetivamente Claudio Abrantes (2º mais votado na ZE 06), Risomar (mais votado na ZE 13) e Dirsomar (mais votado na ZE 19).

Já os picos de Agnelo foram no Gama ZE 17 (25,16 %), Sobradinho (24,20 %) e Ceilândia ZE 20 (24,14 %), apesar de sua votação máxima ter sido no Núcleo Rural Pipiripau, na zona rural de Planaltina, com 41,17 % dos votos.

Influenciaram provavelmente o bom resultado de Agnelo, na ZE 17, os também bons resultados de Dilma Presidente (2ª atrás de Marina) e do Federal Policarpo (3º mais votado). O Pastor Egmar, mais votado para Distrital, fazia parte da coligação Agnelo.

Em Sobradinho, Agnelo consegue uma vitória na Vila Basevi (Dilma também), Magela Senador bate Reguffe no Córrego do Arrozal, Érika Kokay Federal realiza bom resultado, com as lideranças de Dr Michel (PP) e de Ricardo Vale (PT).

Na ZE 20 de Ceilândia, destaques para Ronaldo Fonseca Federal (2º mais votado), e os Distritais Chico Vigilante (4º) e Julio Cesar (5º).

post Agneloo (apertar a seta voltar após leitura)

 

Agnelo 2010 x 2014. Queda generalizada

O último gráfico, com as votações de Agnelo Governador por zona eleitoral em 2010 e 2014, mostra a completa mudança de eleitorado do então Governador. Os picos são diferentes (com exceção da ZE 17 do Gama e da ZE 20 de Ceilândia), alguns “buracos” foram preenchidos mas outros se formaram. As mudanças de orientação, particularmente no Plano Piloto (Cruzeiro incluso) são claras:

post Agnell (apertar a seta voltar após leitura)

 

 

 

 

 

 

 

DF 2014 coligações Distrital: quem ganhou, quem perdeu.

A eleição 2014 para Distrital atraiu 980 candidatas e candidatos, dos quais 20 ainda tinham registro de candidaturas indeferidos no dia do pleito. 1.895.697 eleitores foram chamados à urna, 221.189 (11,67 %) não se apresentaram. Esta taxa de abstenção é a menor desde a primeira eleição no DF, reflexo do recadastramento biométrico organizado pelo TRE-DF a partir de 2013. Dos 1.674.508 votos registrados, 79.680 foram em branco (4,76 %) e 69.653 (4,16 %) nulos. Dos 1.525.175 votos válidos, 1.439.865 (94,41 %) foram nominais e 85.310 (5,59 %) foram numa das 32 legendas (partidos).   Distritais eleitos:

. Candidato Partido Coligação Situação Votação
1 JULIO CESAR PRB PRB / PTC Eleito por QP 29.384
2 ROBÉRIO NEGREIROS PMDB PMDB Eleito por QP 25.646
3 PROFESSOR ISRAEL BATISTA PV PRP / PV Eleito por QP 22.500
4 DR MICHEL PP PT / PP Eleito por QP 22.422
5 RODRIGO DELMASSO PTN PC do B / PPL / PTN Eleito por QP 20.894
6 JOE VALLE PDT PSB / PDT / SD Eleito por QP 20.352
7 SANDRA FARAJ SD PSB / PDT / SD Eleito por QP 20.269
8 WASNY PT PT / PP Eleito por QP 19.318
9 RAFAEL PRUDENTE PMDB PMDB Eleito por QP 17.581
10 CHICO VIGILANTE PT PT / PP Eleito por QP 17.040
11 LILIANE RORIZ PRTB PRTB / PMN Eleito por QP 16.745
12 CRISTIANO ARAUJO PTB PR / PTB Eleito por QP 14.657
13 CELINA LEÃO PDT PSB / PDT / SD Eleito por QP 12.670
14 LIRA PHS PT do B / PHS Eleito por QP 11.463
15 TELMA RUFINO PPL PC do B / PPL / PTN Eleito por QP 11.364
16 RAIMUNDO RIBEIRO PSDB PSDB / PSDC Eleito por QP 10.026
17 LUZIA DE PAULA PEN PEN / PSL Eleito por QP 7.428
18 JUAREZÃO PRTB PRTB / PMN Eleito por média 15.923
19 CHICO LEITE PT PT / PP Eleito por média 15.636
20 PROFESSOR REGINALDO VERAS PDT PSB / PDT / SD Eleito por média 12.506
21 AGACIEL MAIA PTC PRB / PTC Eleito por média 14.876
22 WELLINGTON LUIZ PMDB PMDB Eleito por média 10.330
23 BISPO RENATO ANDRADE PR PR / PTB Eleito por média 14.216
24 RICARDO VALE PT PT / PP Eleito por média 14.223
. . . . . 397.469

O total de votos recolhidos pelo conjunto dos 24 Distritais eleitos, 397.469, corresponde a 26,06 % dos votos válidos.

A ordem dos Deputados eleitos foi estabelecida seguindo 1. votação nominal para os candidatos eleitos pelo Quociente Partidário – QP (resultado da divisão do número de votos do partido/coligação pelo quociente eleitoral), 2. ordem da sobra (média) para os eleitos por média. 17 Distritais foram eleitos pelo QP, deixando sete vagas a serem distribuídas pelo cálculo das médias. Estas vagas (da 18a. à 24a. na tabela) foram conseguidas na ordem indicada. O “25o. Distrital”, ou seja, a próxima sobra/média seria o Valdelino Barcelos (PRP), a quem faltou 1.056 votos para para se eleger na vaga de Ricardo Vale (PT).   Partidos: PT, PMDB e PRTB foram os três partidos mais votados, somando votos nominais e de legenda:

Seq. Sigla Total Votos
1 PT 177.298
2 PMDB 145.663
3 PRTB 106.381
4 PDT 98.968
5 PPL 92.857
6 PSB 85.177
7 PRB 61.889
8 PSDB 61.287
9 PEN 61.222
10 PHS 61.212
11 PPS 58.857
12 PRP 48.227
13 PTB 47.733
14 PR 47.422
15 PP 44.582
16 PV 39.471
17 PTC 37.074
18 PSD 36.739
19 DEM 33.302
20 PSOL 25.836
21 PSC 24.664
22 PTN 22.889
23 PT do B 22.147
24 SD 21.619
25 PROS 20.549
26 PC do B 13.432
27 PMN 11.543
28 PSL 8.876
29 PSDC 6.559
30 PSTU 893
31 PCB 456
32 PCO 351
. . 1.525.175

Só 6 partidos atingem sozinhos o quociente eleitoral (vide a seguir)   Coligações: 24 dos 32 partidos formaram 11 coligações (9 com 2 partidos, 2 com 3 partidos), enquanto 8 ficaram sós. 11 coligações conseguiram o Quociente Eleitoral (total de votos válidos – 1.525.175 – dividido pelo número de vagas – 24 igual 63.549). A coligação PSC/PROS é a única composta de dois partidos que não consegue eleger um Distrital, enquanto o PMDB é o único partido só que manda representante na CLDF (mas não o único partido a atingir o QE)

Seq. Coligação Votos
1 PT/PP 221.880
2 PDT/PSB/SD 205.764
3 PMDB 145.663
4 PPL/PTN/PC do B 129.178
5 PRTB/PMN 117.924
6 PRB/PTC 98.963
7 PTB/PR 95.155
8 PRP/PV 87.698
9 PHS/PT do B 83.359
10 PEN/PSL 70.098
11 PSDB/PSDC 67.846
12 PPS 58.857
13 PSC/PROS 45.213
14 PSD 36.739
15 DEM 33.302
16 PSOL 25.836
17 PSTU 893
18 PCB 456
19 PCO 351
. . 1.525.175

Claramente necessárias no sistema eleitoral atual, as coligações podem trazer surpresas, nem sempre boas para seus integrantes. A seguir, uma tabela que tente verificar quem ganhou e quem perdeu em cada coligação para Distrital em 2014 > DF 2014 DEPUTADO DISTRITAL coligações win-loose (apertar a seta voltar após leitura)   Sem coligações: Só 6 dos 32 partidos ultrapassaram sozinhos o quociente eleitoral para Deputado Distrital (63.549 votos): PT (177.298 votos); PMDB (145.663 votos); PRTB (106.381 votos); PDT (98.968 votos); PPL (92.857 votos) e PSB (85.177 votos). Se não tivesse tido nenhuma coligação (em consonância com vários projetos de reforma político-eleitoral), teriam sido eleitos pelo PT sete Distritais (Wasny, Chico Leite, Chico Vigilante, Ricardo Vale, Claudio Abrantes, Risomar Carvalho e Rejane Pitanga), pelo PMDB cinco (Robério Negreiros, Rafael Prudente, Wellington Luiz, Hermeto e Daniel de Castro), pelo PRTB quatro (Liliane Roriz, Juarezão, Guarda Jânio e Delegado Fernando Fernandes), pelo PDT quatro (Joe Valle, Celina Leão, Prof. Reginaldo Veras e Nery do Brasil), pelo PPL três (Telma Rufino, Jaqueline Silva e Iolando Almeida) e pelo PSB três (Roosevelt Vilela, Dr Gutemberg e Ziller).   NB: O blog informa a todos os candidatos a qualquer cargo no DF em 2014 que já dispõe das votações individuais, zona por zona, cidade por cidade, escola por escola. Interessados deixam mensagem (que não será publicado) neste post ou entram em contato no marcarnoldi@globo.com 

Categorias:Coligações, DF, partidos

Piauí 2010 sem coligações

Desde sua última reunião programada (e cancelada) em 9 de maio, a Comissão da Reforma Política na Câmara dos Deputados continua no impasse quanto ao relatório do Deputado Henrique Fontana (PT-RS).

No Senado Federal, todavia, continua avançando uma PEC que, após voltar à CCJ para ser reaprovada em 13 de junho, aguarda votação no Plenário. Ela trata do fim das coligações para as eleições proporcionais. Este ponto parece ser consensual, a Cerefpol da Câmara também preconisa o fim da coligações nas propocionais.

O principal resultado prático desta medido seria a diminuição do número de partidos representados nas assembléias legislativas municipais, estuaduais e federais. Esta redução teria se verificado nas eleições de outubro de 2010 no Estado do Piauí.

Bancada Federal: PT, PMDB e DEM continuam no empate, três partidos fora.

Se não houvesse coligações em 2010 em Piauí, o Governador Wilson Martins teria perdido o único representante de seu partido (PSB) na Câmara dos Deputados, apesar deste ter sido o terceiro mais votado no Estado. Ele, no entanto, teria conservado sua base de apoio de 6 deputados nos 10 que conta o Piauí.

A bancada Federal do Estado do Piauí 2010 com e sem coligações > PI 2010 Federal com-sem  (apertar a seta “voltar” após leitura)

Além dos dois deputados já eleitos por cada um destes partidos, o DEM poderia contar com Mainha (89.940 votos), o PMDB com Joãozinho Unimagem da Parnaíba (23.546 votos) e o PT com Nazareno (44.985 votos)

Por outro lado, Átila Lira (PSB) não teria sido eleito apesar de sua terceira maior votação (120.528 votos). Também não teriam ido a Brasília Osmar Júnior (PCdoB), sétimo mais votado (95.985 votos) nem Iracema Portela (PP), oitavo mais votado (91.532 votos).

Assembléia Legislativa: PT maior bancada, três partidos saem.

Sem coligações em 2010, 3 dos 11 partidos que elegeram representantes na Assembléia Legislativa do Estado do Piauí não estariam presentes. Seriam adequações intra-coligações (o PDT recuperaria a vaga do PP e o PSDB a do PPS) ou insuficiência de votos para atingir o Quociente Eleitoral (PTC).

O PT, que já particava do pleito sem coligação, recuperaria uma cadeira, tornando-se a maior bancada tendo em vista a perda de um eleito do PMDB.

Bancada estadual piauiense 2010 com e sem coligações > PI 2010 Estadual com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

4 das 30 cadeiras teriam mudado de dono: Magalhães (21.429 votos) teria aumentado a bancada do PT, bem como Nerinho (22.491 votos) a do PTB, Joninha (16.670 votos) a do PSDB e Uchoa (20.213 votos) a do PDT.

Não teriam sido eleitos: João Mádison – PMDB (22.820 votos), Margarete Coelho – PP (22.749 votos), Antônio Fpelix – PPS (23.750 votos) e Evaldo Gomes – PTC (10.900 votos).

Pernambuco 2010 sem coligações

A CPMI que investiga as relações de agentes públicos e privados com esquema de jogos ilegais centraliza todas as atenções da mídia e do Congresso Nacional. A Comissão da Reforma Política na Câmara dos Deputados continua no impasse quanto ao relatório do Deputado Henrique Fontana (PT-RS).

No Senado Federal, todavia, continua avançando uma PEC que, após voltar à CCJ para ser reaprovada em 13 de junho, aguarda votação no Plenário. Ela trata do fim das coligações para as eleições proporcionais.

Os resultados práticos do fim das coligações variam de estado a outro, mas sempre têm por efeito de diminuir o número de partidos representados, tanto nas Assembléias quanto na bancada Federal. No caso das eleições 2010 em Pernambuco, o efeito teria sido sobretudo visível na representação em Brasília. Na bancada estadual, no entanto, teria havido o “efeito Enéas”, ou seja a possibilidade de um candidato com pouquíssimos votos ser eleito graças à grande votação do melhor candidato do partido, no caso, o PSC.

Bancada Federal: PSB maior, quatro partidos fora.

Se não houvesse coligações em 2010 em Pernambuco, o PSB quase dobrado sua representação em Brasília, passando de 5 para 9 Deputados Federais. A grande coligação que apoiou a reeleição do Governador Eduardo Campos favoreceu, em particular, o PDT, que perderia seus dois representantes em Brasília.

A bancada Federal do Estado de Pernambuco 2010 com e sem coligações > PE 2010 Federal com-sem  (apertar a seta “voltar” após leitura)

O PSB, que teria direito a 9 vagas na representação na Câmara dos Deputados, só apresentou aos eleitores 7 nomes, que seriam então todos eleitos, incluídos Ninho (37.968 votos) e Osinaldo (12.774 votos). É claro que, se o fim das coligações estivesse de fato em vigor em 2010, o partido teria apresentado mais candidatos.

O PT, além dos 4 eleitos, poderia também contar com Josenildo (34.316 votos). O PP também teria direito a uma terceira vaga, mas somente dois candidatos (eleitos) foram apresentados aos eleitores pela agremiação.

Por outro lado, o PTB teria perdido Jorge Corte Real (60.643 votos), e quatro partidos não teriam representantes pernambucanos na Capital Federal: PDT, Wolney Queiroz, 113.885 votos (décimo-terceiro mais votado) e Paulo Rubem, 41.728 votos; PCdoB, Luciana Santos, 105.253 votos (décima-quarta mais votada); PMDB, Raul Henry, 90.106 votos; e PSC, Cadoca, 72.163 votos.

ALEPE: sem muita mudança, 2 partidos saem, 1 entra.

15 partidos elegeram representantes na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco em 2010. É notável o exemplo da coligação PPS/PMDB/PMN que, juntos, conseguiram duas vagas. Sem coligação, nenhum teria sido eleito.

Por outro lado, o PP, inserido na coligação principal de apoio ao Governador Eduardo Campos (junto com 8 outros partidos) conseguiu sozinho o Quociente Eleitoral, mas seus votos foram aproveitados por outros candidatos da coligação.

Bancada estadual pernambucana 2010 com e sem coligações > PE 2010 Estadual com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

5 das 49 cadeiras teriam mudado de dono: o PSDB teria ganho seu 6o deputado com Eduardo Porto (30.435 votos); o PR seu quarto com Esmeraldo Santos (33.152 votos); Cassia do Muinho seria a terceira integrante da bancada do PHS; no PSC, a votação do Pastor Cleiton Collins (mais votado, 137.157 votos) teria levado à Alepe a Bete dos Correios (175 votos) enquanto o PP teria eleito Zé Maurício (33.644 votos).

Não teriam sido eleitos: Diogo Moraes – PSB (36.246 votos), Francismar Pontes – PTB (34.787 votos), Ricardo Costa – PTC (21.189 votos), Gustavo Negromonte – PMDB (27.088 votos) e Ramos – PMN (20.182 votos)

Paraíba 2010 sem coligações

A atuação do Congresso Nacional neste mês de maio parece estar restrita à CPMI que investiga as relações de agentes públicos e privados com esquema de jogos ilegais. Não é o caso, as discussões, votações e o trabalho nos gabinetes continuam ocorrendo, mas alguns assuntos ficaram prejudicados. Como a Comissão Especial para a Reforma Política na Câmara dos Deputados, que ainda sofre de convergência para, no mínimo, marcar a votação do relatório Henrique Fontana (PT-RS). Nem a decisão de votar em separado os numerosos destaques conseguiu mobilizar os deputados, que continuam no impasse.

Uma medida, no entanto, parece unir a maioria, tanto na Câmara quanto no Senado. É o fim das coligações para as eleições proporcionais, já em curso na câmara alta, onde uma PEC, aprovada na CCJ, aguarda sua inscrição na pauta.

Os resultados práticos do fim das coligações variam de estado a outro, mas sempre têm por efeito de diminuir o número de partidos representados, tanto nas Assembléias quanto na bancada Federal. No caso dos Estados onde um dos partidos tem domínio, esse fica ainda maior, como na Paraíba em 2010.

Bancada Federal: PMDB majoritário, Wellington Roberto fora.

Se não houvesse coligações em 2010 na Paraíba, o PMDB teria sido o grande beneficiário, aumentando sua bancada Federal para 7 eleitos, e obtendo assim a maioria da representação do estado em Brasília.

Por outro lado, um dos importantes argumentos dos defensores das coligações nas eleições proporcionais evidencia-se com o caso de Wellington Roberto. Apesar de ser o candidato mais votado no estado (113.167 votos), seu partido (PR) não alcançou o quociente eleitoral. Ele não teria sido eleito, nem mesmo como suplente. No seu último relatório, o Deputado Henrique Fontana (PT-RS), para evitar este tipo de situação, tem previsto a supressão da verdadeira cláusula de barreira que constitui a necessidade, para o partido, de obter pelo menos um eleito para ter o direito de participar da distribuição das sobras. Seria a fórmula D´Hondt “pura”, onde se consideram as maiores médias sem outro requisito.

A bancada Federal do Estado da Paraíba 2010 com e sem coligações > PB 2010 Federal com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

Além de seus cinco eleitos, o PMDB poderiam também contar em Brasília com os Deputados Quinto e Roberto Paulino. A bancada do PT seria acrescida de Júlio Rafael (6.549 votos).

Três partidos perdem seus únicos eleitos: PR, Wellington Roberto, 113.167 votos, mais votado no Estado; PP, Aguinaldo Ribeiro, 87.572 votos, oitavo mais votado; e PDT, Dr Damião, 87.134 votos, nono mais votado.

ALPB: PMDB maior ainda, 3 partidos saem.

Passando de 8 para 12, a bancada do PMDB na Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba teria representado mais de 1/4 da casa se não tivesse coligações em 2010, favorecido, além da soma dos votos nominais, pela bela votação da legenda (45.181 votos, terceira preferência do eleitor).

Numa eleição estadual, onde as coligações são fracionadas, o efeito apurador de representatividade dos partidos do fim das coligações não é tão ressentido, mas mesmo assim a ALPB teria passado de 13 para 10 agremiações em suas cadeiras.

Bancada estadual paraibana 2010 com e sem coligações > PB 2010 Estadual com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

Seis cadeiras teriam mudado de dono: o PMDB, além de seus oito eleitos, teriam também recebido Ivaldo Morais, Irae Lucena, Mayenne-Van e Nivaldo Manoel Nini. Hervázio Bezzera teria sido o quinto eleito do PSDB, e Biu (15.755 votos) o terceiro do PSB.

O PSC, favorecido por sua coligação com o PMDB, teria sido o maior prejudicado sem coligações. Vituriano (24.482 votos) e Batinga seriam suplentes. Janduhy Carneiro (PPS) também passaria à condição de suplente, enquanto o PR (Caio, 32.307 votos, décimo-sexto mais votado), PP (Daniella Ribeiro) e PTdoB (Genival Matias) perderiam seus representantes.

Pará 2010 sem coligações

Após as águas de março, a cachoeira de abril foi um empecilho a mais na difícil negociação no seio da Comissão Especial para a Reforma Política na Câmara dos Deputados. Mas a principal pedra no caminho continua a falta de maioria dos integrantes da CEREFPOL para a votação do relatório preparado por Henrique Fontana (PT-RS). Nem a decisão de votar em separado os numerosos destaques conseguiu mobilizar os deputados, que continuam no impasse.

Uma medida, no entanto, parece unir a maioria, tanto na Câmara quanto no Senado. É o fim das coligações para as eleições proporcionais, já em curso na câmara alta, onde uma PEC, aprovada na CCJ, aguarda sua inscrição na pauta.

Os resultados práticos do fim das coligações variam de estado a outro, mas sempre tem por efeito de diminuir o número de partidos representados, tanto nas Assembléias quanto na bancada Federal. No caso do Estado do Pará, se as coligações não tivessem existido em 2010, a representação em Brasília seria a mais afetada.

Bancada Federal: só 4 partidos paraenses na Câmara.

O objetivo de redução de partidos teria sido plenamente comprido sem as coligações. Das 9 agremiações paraenses que mandaram representantes em Brasília pelo resultado de 3 de outubro de 2010, somente 4 teriam atingido o quociente eleitoral se não tivessem a possibilidade de coligar-se com os três partidos-polos: PT, PMDB e PSDB.

A bancada Federal paraense 2010 com e sem coligações > PA 2010 Federal com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

Sem coligações, além dos 4 atuais, o PMDB também teria eleito Luiz Otávio e Catarino. A bancada do PT também teria aumentado de 2 representantes, com Carlos Martins e Raimundo Marques (4.792 votos, quinquagésimo-primeiro mais votado). O PSDB poderia contar em Brasília, além dos 3 eleitos, com André Dias. Arnaldo Jordy (PPS) teria obtido seu mandato mesmo sem coligações.

5 candidatos não teriam ganho a passagem para Brasília: Zequinha Marinho (PSC) (147.615 votos, sétimo mais votado), Lúcio Vale (PR) (142.116 votos, oitavo), Lira Maia (DEM), Josué Bengtson (PTB) e Giovanni Queiroz (PDT).

Alepa: pouquíssimas mudanças. PMDB maior bancada.

Nada menos que 12 coligações ou partidos isolados disputaram a eleição estadual em 2010. Muitos tiveram que alcançar o quociente eleitoral sozinhos, o que explica as pouquíssimas mudanças que a ausência de coligações teria provocado:

Bancada estadual 2010 com e sem coligações > PA 2010 Estadual com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

Teria havido uma “troca” PMDB/PT, com a eleição de Ozório Juvenil (28.035 votos) no lugar do Prof. Alfredo Costa (22.762 votos), deixando o PMDB com a maior bancada na Assembléia Legislativa.

A outra mudança teria sido a saída de Alessandro Novelino (23.389 votos), deixando o PMN sem representante, e a entrada do Dr. Haroldo Martins (33.921 votos), dobrando a bancada do DEM.

Mato Grosso do Sul 2010 sem coligações

3 de fevereiro de 2012 Deixe um comentário

Apesar de ser ano de eleições municipais, 2012 começa com expectativas na Reforma Política. Pronto para ir à votação, o relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS) não conseguiu obter consenso entre as várias propostas dos integrantes da Comissão Especial na Câmara dos Deputados, apesar do texto ter sido emendado e as idéias iniciais “adoçadas”. Do ponto de vista estritamente eleitoral, a lista pré-ordenada, ou fechada, virou “flexível”, levando em consideração na designação dos eleitos suas respetivas votações nominais antes de verificar suas posições na lista. Outra mudança importante, a verdadeira barreira constituída pela necessidade de um partido conseguir pelo menos um eleito para entrar na disputa das sobras está abolida. O método D´Hondt de cálculo dos eleitos e das sobras é aplicado no seu sistema original, ou seja, na maior média, mesmo que esta seja inferior a 1.

Se ainda não há consenso nos rumos da reforma eleitoral, muito menos da política, um ponto particular parece ter recebido a adesão de uma grande maioria: a supressão das coligações nas eleições porporcionais (vereadores e deputados). Uma PEC, já aprovada na CCJ do Senado Federal, aguarda sua inclusão na pauta do plenário e grandes partidos como PT, PMDB e PSDB já se declararam a favor da medida, que poderá ter importantes consequências práticas na designação dos eleitos por estado.

A principal consequência do fim das coligações nas eleições proporcionais seria uma redução do número de partidos políticos representados nas Câmaras e Assembléias.

Tomando como hipótese os resultados da eleição de 2010 no Mato Grosso do Sul, o fim das coligações teria atingido seu objetivo principal. Mas teria criado outro problema.

Bancada Federal: Só sobram PT e PMDB, os dois deputados mais votados não se elegem.

O Mato Grosso do Sul tinha, em 2010, uma configuração de coligações destoantes do cenário nacional na disputa pelo Governo. André Puccinelli (que se elegeu com 56 % dos votos) liderava uma coligação PRB/PMDB/PR/DEM/PMN/PSB/PSDB que conseguiu obter 6 das 8 cadeiras da representação Federal. A coligação de Zeca do PT (42 %), que incluia outros oito partidos, dos quais o PDT e o PV, completou a bancada com dois Federais do PT.

Sem coligação em 2010, no entanto, a representação sulmatogrossense em Brasília teria sido outra. Só dois partidos atingiram o quociente eleitoral > MS 2010 Federal com-sem

Com este resultado, Giroto (PR), candidato mais votado com 147.343 votos, e Reinaldo Azambuja (PSDB), segundo mais votado com 122.213 votos, e Mandetta (DEM) sexto mais votado com 78.733 votos não teriam sido eleitos.

Ao contrário, teriam ganho mandato Akira (PMDB), João Grandão (PT) e Machado (PT) (19.334 votos).

No caso de supressçao da necessidade de atingir o quociente eleitoral para participar da distruição das vagas remanescentes, como proposto na última versão do relatório do deputado Henrique Fontana na Câmara dos Deputados, a situação volta à real de outubro de 2010, PSDB, PR e DEM “recuperando” seus eleitos nas cinco vagas sobrendo, mesmo sem coligação. No entanto, com a instituição da lista fechada, precisaria observar a posição na lista dos candidatos para determinar quem seriam os eleitos de cada partido.

ALMS: Três partidos saem e PMDB, PT e PSDB ficam maiores 

Na Assembléia Legislativa do Mato Grosso do Sul, as mudanças sem coligações teriam sido mais “suaves”. 3 dos atuais 11 partidos representados não teriam assentos, reforçando a bancada dos “grandes” > MS 2010 Estadual com-sem

Além dos atuais representantes, teriam sido eleitos: Youssif (PMDB), Amarildo Cruz (PT), Prof. Rinaldo (PSDB) e Angelo Guerreiro (PDT) (16.449 votos).

Por outro lado, não teriam assento na AL: Arroyo (PR) (décimo-primeiro mais votado, 28.489 votos), Tita (PPS), George Takimoto (PSL) e Lauro Davi (PSB).

No caso de supressão da barreira do “eleito-mínimo” na distribuição das sobras, o resultado teria representado um “meio-termo”. PPS e PSL ganhariam seu deputado na sobra, o terceiro do PR e o do PSB não.