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Hipóteses: Sem coligações 2014 Federal

Foto: Deputada Shéridan (PSDB/RR), relatora da Comissão Especial da PEC 282/16 na Câmara dos Deputados, by Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados.

 

Em paralelo à Comissão Especial que analisa mudanças nas regras eleitorais (PEC 77/03) e que propõe implantar, para as eleições 2018, o Distritão (objeto de matéria neste blog), uma outra Comissão Especial, sob a presidência da Deputada Renata Abreu (PODE/SP) foi criada para estudar a PEC 282/16, originária do Senado Federal onde já foi aprovada.

A relatora Deputada Shéridan (PSDB/RR) finalizou seu trabalho na quinta-feira 10/08/2017, e vários deputados pediram vista. A expectativa é de votação na Comissão Especial esta semana. O parecer é favorável à PEC, mas com texto substitutivo àquele adotado no Senado, o que o faria retornar à origem em caso de aprovação pela Câmara dos Deputados.

A PEC versa sobre vários pontos do processo eleitoral, em particular cláusula de barreira, acesso ao fundo partidário, fidelidade partidária e perda de mandato. Também suprime as coligações nas eleições proporcionais, criando as “federações” com regras diferentes.

 

Comentário do blog:

O “fim das coligações” é tema recorrente nas últimas tentativas de reforma do sistema eleitoral. O Brasil tem 35 partidos atualmente reconhecidos pelo TSE, há um número ainda maior em processo de reconhecimento, e 28 agremiações têm ao menos um representante na Câmara dos Deputados. Além da dificuldade de entender como podem existir 35 correntes ideológicas e/ou programáticas diferentes, a profusão de partidos, e brechas na legislação sobre trocas de partido, cria um processo de “negociação” de tempo de televisão e de apoio às chapas majoritárias.

A falta generalizada de identificação partidária por parte do eleitor culmina, nos casos das coligações, em votos cruzados que levam à eleição de candidato que, além de não ser o nome escolhido pelo eleitor, pode até ser de outro partido sem identificação programática com a escolha original.   

Muitas vezes atribuído às coligações, a figura do “puxador de votos” que elege candidatos de votação menos significativa não é ligado à coligação mas ao modo escolhido para a eleição proporcional, e ao modo de cálculo de atribuição das vagas. O exemplo de São Paulo, descrito abaixo, mostra que as votações de Celso Russomanno e Tiririca teriam levado o mesmo número de outros candidatos, ou até mesmo mais, já que tanto o PRB quanto o PR não coligaram com ninguém em 2014. A partir das eleições 2016, uma Resolução do TSE amenizou os casos mais “estranhos”, exigindo dos candidatos um mínimo de 10% do Quociente Eleitoral para serem aptos a ocupar uma vaga obtida pelo partido.

Essa “barreira”, que não existia em 2014, pode ser um freio à consequência principal da supressão das coligações: o significativo aumento do número de candidatos: o partido, para ter mais chances de alcançar o QE, lançara mão de máximo de nomes. No Estado de São Paulo, por exemplo, com 70 vagas em jogo, poderemos ter até 4.900 candidatos a Deputado Federal ! E, ainda por consequência, o conjunto da campanha será mais oneroso que atualmente, quando os partidos fazem composições numa mesma coligação.

Sem coligação, os partidos maiores têm a vantagem de sua tradição e de sua implantação, que seria ainda mais exacerba pela afluência de candidatos no período pré-eleitoral: ninguém quer correr o risco de ter boa votação num partido que não atinge o QE e, por isso, não tem eleito nem suplente. 

Antes de passar ao exemplo de 2014 que demostra as considerações acima, o blog indica que uma forma de amenizar a supremacia dos grandes partidos seria a reformulação da distribuição das vagas sobrando. Hoje, o modo é o seguinte: divide-se o número de votos válidos obtido pelo partido pelo Quociente Eleitoral, obtendo o Quociente Partidário. A distribuição de vagas se faz segundo o mesmo, e sempre restam vagas não preenchidas. O cálculo das maiores médias para atribuí-las só leva em consideração os partidos que atingiram ao menos 1,0 no QP. Se incluir no cálculo das médias o conjunto dos partidos (mesmo os que não atingiram o QE e estão com média 0,9 ou 0,8), haverá mais pluralidade nas vagas sobrando, sem modificar substancialmente o resultado final.

 

A seguir, a simulação do resultado de 2014 para a Câmara dos Deputados se as coligações não fossem permitidas. Este exercício é puramente matemático, já que a estratégia dos partidos teria sido completamente outra, como já comentamos.

 

Sem coligações 2014. 23 partidos no lugar de 28, PT e PMDB ganham 25 deputados cada, Rodrigo Maia sem mandato.

Se as coligações tivessem sido proibidas na eleição 2014 para eleger os 513 Deputados Federais, 7 partidos teriam ampliado suas representações, 1 a teria mantido, 15 a teriam visto diminuir e 5 (PEN, PMN, PRP, PSDC e PTC) teriam perdido todos seus parlamentares.

O PT teria a maior bancada Federal, com 95 Deputados.

Confira a composição geral da Câmara dos Deputados > Hipo SemCol BR 2014 compo CD

Confira o ranking dos ganhos e das perdas por partido > Hipo SemCol BR 2014 ranking

 

Sem coligações 2014. 106 mudanças de eleitos

(NB: os resultados não levam em consideração as modificações judiciais pós-eleição de 2014)

ACRE: Só o PT do Governador Tião Viana conseguiu atingir o QE (49.900 votos). Assim, os oito Deputados deveriam ter sido deste partido, confirmando a eleição de Angelim (39.844 votos), Léo do PT (20.876), Sibá Machado (18.395). Também teria sido eleito Idesio (9.896).

No entanto, os outros candidatos do PT <Rose Costa (1.913 votos), Major Araújo (1.025), Lenilda de Souza (139) e Aurinete (135) > não satisfazem à cláusula de barreira implementada pela Lei 13.165 de 2015, que exige o mínimo de 10% do QE (no caso, 4.990 votos) para eleger-se. À luz do artigo 149 da Resolução 23.456/2015 do TSE, e sendo o PT único partido a ter atingido o QE e não dispondo mais de candidato acima dos 10% do QE, as 4 vagas remanescentes teriam sido distribuídas aos partidos de maior média.

No caso, teriam sido eleitos, na ordem das médias, Jéssica Sales (PMDB/20.339), Major Rocha (PSDB/23.466), Vanda Milani (PP/13.610) e César Messias (PSB/26.448 votos). Não teriam sido eleitos Flaviano Melo (PMDB/18.372) e Alan Rick (PRB/17.903).

 

ALAGOAS: PMDB, PSDB e PRTB atingiram o QE (153.843 votos). Assim, confirmariam a eleição Marx Beltrão (PMDB/123.317 votos), Pedro Vilela (PSDB/119.582) e Cícero Almeida (PRTB/64.435). Também teriam sido eleitos Val Amélio (PRTB/58.095), Rogério Teofilo (PSDB/47.097) e Aderval Tenório (PRTB/19.392).

Sobram três vagas, mas os candidatos Hemerson Casado (PMDB/15.102 votos), Fernando Hollanda (PMDB/14.553) e Pastor Barbozinha (PRTB/12.194 votos) não atingiram 10% do QE (no caso, 15.384 votos), sendo barrados pela cláusula de barreira. Pelo cálculo das médias previsto no art. 149 da Resolução 23.456/2015 do TSE, teria sido confirmada a eleição de JHC (SD/135.929 votos), Arthur Lira (PP/98.231), Ronaldo Lessa (PDT/88.125), apesar dos partidos não ter atingido o QE. Não teriam sido eleitos Givaldo Carimbão (PROS/82.582), Maurício Quintella (PR/76.706) e Paulão (PT/53.284).

 

AMAZONAS: PSD, PSDB e PMDB atingiram o QE (207.301 votos). Confirmaria a eleição de Artur Bisneto (PSDB/250.916 votos), Silas Camara (PSD/166.281), Marcos Rotta (PMDB/117.955) e Átila Lins (PSD/89.453). Também estariam eleitos Gedeão Amorim (PMDB/62.999) e Carlos Souza (PSD/53.020). Os outros candidatos dos três partidos não atingiram 10% do QE, então o cálculo das médias de todos seria realizado, confirmando a eleição de Alfredo Nascimento (PR/120.060) e Hissa Abrahão (113.646). Não estariam eleitos Pauderney (DEM/103.904) Conceição Sampaio (PP/71.878).

 

AMAPÁ: Nenhum partido atingiu o QE (48.260 votos). O partido mais votado foi o PT, totalizando 41.218 votos. Neste caso, o artigo 111 do Código Eleitoral indica que deve ser adotado o princípio majoritário: são eleitos os mais votados (como seria no Distritão atualmente em discussão). Assim estariam confirmadas a eleição de Roberto Góes (PDT/22.134 votos), Janete (PSB/21.108), Cabuçu (PMDB/18.709), Vinícius Gurgel (PR/18.661), Professora Marcivânia (PT/16.162), André Abdon (PRB/13.798) e Marcos Reategui (PSC/12.485). Também teria sido eleita Fátima Pelaes (PMDB) no lugar de Jozi Rocha (PTB/10.007)

 

BAHIA: 14 partidos ultrapassaram o QE (170.424 votos). Confirmaria a eleição de Lucio Vieira Lima (PMDB/222.164 votos), Mário Negromonte Jr (PP/169.215), Irmão Lázaro (PSC/161.438), Antônio Brito (PTB/159.840), Ronaldo Carletto (PP/148.628), Daniel Almeida (PCdoB/135.382), Felix Jr (PDT/130.583), Caetano (PT/125.862), Cacá Leão (PP/125.605), Jorge Solla (PT/125.159), Valmir Assunção (PT/123.284), Imbassahy (PSDB/120.479), João Gualberto (PSDB/117.671), Márcio Marinho (PRB/117.470), Tia Eron (PRB/116.912), Waldenor Pereira (PT/114.965), João Bacelar (PR/111.643), Pelegrino (PT/111.252), Roberto Britto (PP/110.822), Paulo Azi (DEM/110.662), Jutahy Magalhães (PSDB/108.476), José Nunes (PSD/105.776), Aleluia (DEM/101.924), Josias Gomes (PT/98.871), Bebeto (PSB/96.134), Arthur Maia (SD/95.698), Claudio Cajado (DEM/89.118), Elmar (DEM/88.334), Sérgio Britto (PSD/83.658), Afonso Florence (PT/82.661), Moema Gramacho (PT/81.414), Paulo Magalhães (PSD/77.045), Alice Portugal (PCdoB/72.682) e José Carlos Araujo (PSD/72.013)

Também estariam eleitos Fernando Torres (PSD/66.215 votos), Robinson Almeida (PT/64.265), Emiliano José (PT/63.624), Colbert Martins (PMDB/57.362) e Capitão Tadeu (PSB/54.172)

Já não teriam ido a Brasília José Rocha (PR/101.663 votos), João Carlos Bacelar (PTN/95.158), Erivelton Santana (PSC/74.836), Benito Gama (PTB/71.372) e Uldurico Junior (PTC/39.904 votos).

 

CEARÁ: 6 partidos (PT, PMDB, PROS, DEM, PR e SD) ultrapassaram os 198.501 votos do QE. Estariam confirmadas a eleição de Moroni (DEM/277.774 votos), Genecias Noronha (SD/221.567), José Guimarães (PT/209.032), Domingos Neto (PROS/185.226), Danilo Forte (PMDB/180.157), Anibal (PMDB/173.736), Gorete Pereira (PR/130.983), Luizianne Lins (PT/130.717), Odorico (PT/121.640), Cabo Sabino (PR/120.485), Raimundo Matos * (PSDB/95.145), José Airton (PT/94.056), Vitor Valim (PMDB/92.499), Leonidas Cristino (PROS/91.085) e Balman (PROS/87.666).

Na distribuição das sobras, teriam entrado Vicente Arruda (PROS/70.768), Ariosto Holanda (PROS/60.669), Mauro Benevides (PMDB/60.201) e Eudes Xavier (PT/35.952).

PT, DEM e SD teriam direito a outro eleito cada, mas não tendo candidato acima dos 10% do QE, as vagas seriam redistribuídas recalculando médias entre PMDB, PROS e PR, elegendo Dr Jaziel (PMDB/53.561) e Nenem do Cazuza (PROS/46.649). Ainda sobra uma vaga para o PMDB, mas não resto nenhum candidato acima dos 10% nos 6 partidos que obtiveram o QE.

A vaga ficaria com o partido com maior média sem atingir o QE, elegendo então * Raimundo Matos (PSDB) já citado na lista acima.

Não teriam sido eleitos Moses Rodrigues (PPS/147.044), André Figueiredo (PDT/125.360), Ronaldo Martins (PRB/117.930), Adail Carneiro (PHS/113.885), Macedo (PSL/107.734), Arnon Bezerra (PTB/84.474) e Chico Lopes (PCdoB/80.578).

 

DF: Só o PT conseguiu votos necessários para atingir o QE (181.758 votos). Estaria confirmada a eleição de Érika Kokay (92.558 votos) e teriam sido eleitos Policarpo (48.037) e Rafael Barbosa (26.399).

O PT não tendo outros candidatos acima de 10% do QE, as cincos vagas sobrando seria distribuídas após cálculo das médias do conjunto dos partidos, confirmando a eleição de, na ordem, Izalci (PSDB/71.937 votos), Fraga (DEM/155.056), Rôney Némer (PMDB/82.594), e Rogério Rosso (PSD/83.653).

Teria sido eleito o Professor Pacco (PSB/27.966 votos).

Não teriam sido eleitos Ronaldo Fonseca (PROS/84.583 votos), Augusto Carvalho (SD/39.461 votos), Laerte Bessa (PR/32.843 votos)

 

ESPÍRITO SANTO: 5 partidos (PSB, PT, PDT, PSDB e PMDB) atingiram o QE (179.447 votos). Confirmaria a eleição de Sérgio Vidigal (PDT/161.744), Lelo Coimbra (PMDB/94.759), Max Filho (PSDB/91.210), Foletto (PSB/88.110), Helder Salomão (PT/83.967) e Givaldo (PT/50.928).

Estariam eleitos Vandinho Leite (PSB/86.506 votos), Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB/49.729) e Camilo Cola (PMDB/42.668).

O PDT teria direito a outro eleito, mas o segundo melhor candidato não obteve 10% do QE. Assim a vaga ficaria com Edival Petri (PSB/31.113 votos).

Não se elegeriam Dr Jorge Silva (PROS/69.880 votos), Manato (SD/67.631), Evair de Melo (PV/48.829) e Marcus Vicente (PP/45.525).

 

GOIÁS: 4 partidos ultrapassaram os 178.398 votos que representam o QE: PSDB, PMDB, PT e PSD. Confirmariam a eleição de Delegado Waldir (PSDB/274.625 votos), Daniel Vilela (PMDB/179.214), Giuseppe Vecci (PSDB/120.283), Rubens Otoni (PT/115.874), Célio Silveira (PSDB/110.992), Alexandre Baldy (PSDB/107.544), João Campos (PSDB/107.344), Heuler Cruvinel (PSD/90.877), Fábio Sousa (PSDB/82.204), Thiago Peixoto (PSD/79.666) e Pedro Chaves (PMDB).

Teriam obtido a cadeira Iris de Araujo (PMDB/66.234), Professor Edward Madureira (PT/58.865), Faleiros (PSDB/44.655), Paulo do Vale (PMDB/41.845) e Valdivino de Oliveira (PSDB/20.033).

Com direito a mais um eleito, mas sem candidato acima dos 10% do QE, o PSDB cederia a vaga ao PT, elegendo Olavo Noleto (PT/35.923)

Não teriam ido à Brasília Flavia Morais (PDT/159.122), Magda Mofatto (PR/118.458), Jovair Arantes (PTB/92.945), Marcos Abrão (PPS/92.347), Roberto Balestra (PP/85.534) e Lucas Vergílio (SD/78.387).

 

MARANHÃO: 6 partidos conseguem o QE (PMDB, PDT, PCdoB, PSB, PV e PT). Estariam confirmadas as eleições de Eliziane Gama * (PPS/133.575 votos), Hildo Rocha (PMDB/125.521), Rubens Pereira Júnior (PCdoB/118.115), Sarney Filho (PV/91.669), Zé Carlos (PT/90.531), Zé Reinaldo (PSB/86.728), Victor Mendes (PV/85.034), João Marcelo (PMDB/83.847), Weverton Rocha (PDT/81.161) e Alberto Filho (PMDB/67.885).

Também teriam ido a Brasília Julião Amin (PDT/64.896 votos), Chiquinho Escórcio (PMDB/56.983), Luana Alves (PSB/51.418), Paulo Marinho Jr (PMDB/51.011), Rosângela Curado (PDT/37.726), Professor Sétimo (PMDB/35.282) e Rose Sales (PCdoB/33.929)

Sobraram duas vagas (uma para o PCdoB e uma para o PT), e nenhum candidatos dos 6 partidos acima dos 10 % do QE. Calculam-se então as médias dos partidos que não atingiram o QE, elegendo * Eliziane Gama (PPS), candidata mais votada no geral, já citada na lista acima, e Ricardo Archer (PSL/49.797).

Não teriam sido eleitos Cleber Verde (PRB/105.243 votos), Pedro Fernandes (PTB/85.507), Juscelino Filho (PRP/83.955), Waldir Maranhão (PP/66.274), André Fufuca (PEN/56.879), João Castelo (PSDB/52.783), Junior Marreca (PEN/50.962) e Aluisio Mendes (PSDC/50.658).

 

MINAS GERAIS: Nada menos que 15 partidos conseguem o QE (191.227 votos), confirmando a eleição de Reginaldo Lopes (PT/310.226 votos), Rodrigo de Castro (PSDB/292.848), Misael Varella (DEM/258.363), Odair Cunha (PT/201.782), Gabriel Guimarães (PT/200.014), Weliton Prado (PT/186.098), Odelmo Leão (PP/179.652), Eros Biondini (PTB/179.073), Jaiminho Martins (PSD/158.907), Toninho Pinheiro (PP/148.239), Patrus Ananias (PT/147.175), George Hilton (PRB/146.792), Stefano Aguiar (PSB/144.153), Domingos Sávio (PSDB/143.901), Marcus Pestana (PSDB/131.687), Eduardo Barbosa (PSDB/130.453), Mauro Lopes (PMDB/129.795), Dimas Fabiano (PP/129.096), Newton Cardoso Jr (PMDB/128.489), Bilac Pinto (PR/123.377), Leonardo Quintão (PMDB/118.470), Luiz Fernando (PP/117.542), Marcos Montes (PSD/116.175), Leonardo Monteiro (PT/115.336), Luis Tibe (PTdoB/114.948), Diego Andrade (PSD/114.240), Padre João (PT/112.722), Saraiva Felipe (PMDB/111.317), Zé Silva (SD/109.925), Renzo Braz (PP/109.510), Carlos Melles (DEM/107.906), Paulo Abi-Ackel (PSDB/104.849), Caio Narcio (PSDB/101.040), Lincoln Portela (PR/98.834), Raquel Muniz (PSC/96.073), Sub-Tenente Gonzaga (PDT/93.997), Miguel Correa (PT/93.450), Rodrigo Pacheco (PMDB/92.743), Marcelo Aro (PHS/87.113), Julio Delgado (PSB/86.245), Bonifácio Andrada (PSDB/83.628), Margarida Salomão (PT/78.973), Laudívio Carvalho (PMDB/78.762), Tenente Lúcio (PSB/67.459) e Adelmo Leão (PT/57.921).

Também teriam sido eleitos Walter Tosta (PSD/77.535 votos), Carlos Mosconi (PSDB/66.550), Pastor Franklin Lima (PTdoB/58.085), Nilmario Miranda (PT/51.948), Vitor Penido (DEM/51.561), Maria do Carmo Lara (PT/44.527), Euclydes Pettersen (PTB/42.525) e Giovane Gavio do Vôlei (PSDB/36.008).

Não teriam sido eleitos Aelton Freitas (PR/91.103 votos), Mario Heringer (PDT/90.738), Fabinho Ramalho (PV/83.567), Jô Moraes (PCdoB/67.650), Marcelo Alvaro Antônio (PRP/60.384), Dâmina Pereira (PMN/52.679), Delegado Edson Moreira (PTN/49.391) e Brunny (PTC/45.381).

 

MATO GROSSO DO SUL: Somente PMDB e PT ultrapassaram o QE (159.612 votos). Teriam confirmados a eleição Zeca do PT (PT/160.556 votos), Marun (PMDB/91.816), Geraldo Resende (PMDB/87.546), Vander Loubet (PT/69.504) e Marcio Monteiro * (PSDB/56.441).

Também teriam conseguido ir à Brasília Fábio Trad (PMDB/67.508 votos), Biffi (PT/53.406) e Marçal Filho (PMDB/39.852).

Sobrando uma vaga (para o PT), e os dois partidos acima do QE não tendo mais candidato com votação superior a 10% do QE, o partido com maior média (PSDB) confirmaria a eleição de *Marcio Monteiro já citado na lista acima.

Não teriam sido eleitos Tereza Cristina (PSB/75.149 votos), Mandetta (DEM/57.374) e Dagoberto Nogueira (PDT/54.813).

 

MATO GROSSO: Somente o PSB ultrapassou o QE (181.286 votos), confirmando a eleição de Adilton Sachetti (PSB/112.722 votos) e Fabio Garcia (PSB/104.976), acrescentando Tulio Fontes (PSB/24.102).

Sem mais candidatos socialistas com votação acima de 10% do QE, haveria de calcular as médias dos outros partidos, distribuindo vagas, na ordem, ao PSDB (Nilson Leitão, 127.749 votos), PSD (Chico Daltro, 47.340), PT (Ságuas Moraes, 97.858), PMDB (Carlos Bezerra, 95.739) e PROS (Valtenir Pereira, 62.923).

Não teriam sido eleitos Ezequiel Fonseca (PP/90.888 votos) e o Professor Victório Galli (PSC/64.691)

 

PARÁ: 7 partidos atingiram o QE de 220.944 votos (PT, PSDB, PMDB, PSD, SDD, DEM e PSOL), confirmando a eleição de Delegado Eder Mauro (PSD/265.983 votos), Nilson Pinto (PSDB/193.573), Edmilson Rodrigues (PSOL/170.604), Beto Faro (PT/142.970), Wlad (SD/141.213), Priante (PMDB/122.348), Zé Geraldo (PT/105.151), Elcione (PMDB/87.632), Hélio Leite (DEM/85.194), Simone Morgado (PMDB/76.510), Joaquim Passarinho (PSD/76.148) e Chapadinha (PSD/63.671)

Também teriam sido eleitos Miriquinho Batista (PT/74.722 votos), Ana Julia Carepa (PT/58.938), Mario Moreira (PSDB/40.293), Wandenkolk Gonçalves (PSDB/36.834) e Nicias Ribeiro (PSDB/34.155)

Não teriam sido eleitos Lucio Vale (PR/148.163 votos), Josué Bengtson (PTB/122.995), Beto Salame (PROS/93.524),  Julia Marinho (PSC/86.949) e Jordy (PPS/70.950)

 

PARAÍBA: PMDB, PSDB e PP ultrapassaram o QE (161.402 votos), mas nenhum dos três conseguiu preencher suas, respectivamente, 7, 3 e 2 vagas, com candidatos tendo no mínimo 10% do QE, sobrando 6 vagas distribuídas para, na ordem, PT, PTB, DEM, PR, PSB e PSD.

Teriam eleição confirmada Pedro Cunha Lima (PSDB/179.886 votos), Veneziano (PMDB/177.680), Aguinaldo Ribeiro (PP/161.999), Hugo (PMDB/123.686), Manoel Junior (PMDB/105.693), Wellington Roberto (PR/104.799), Efraim Filho (DEM/103.477), Wilson Filho (PTB/95.746), Rômulo Gouveia (PSD/84.820) e Luiz Couto (PT/69.922).

Também estariam eleitos Edvaldo Rosas (PSB/50.171 votos) e Dr. Emerson Panta (PSDB/25.149).

Não teriam sido eleitos Dr. Damião (PDT/67.558 votos) e Benjamin Maranhão (SD/63.433 votos).

 

PERNAMBUCO: 7 partidos conseguiram o QE (179.329 votos), confirmando a eleição de Eduardo da Fonte (PP/283.567 votos), Pastor Eurico (PSB/233.762), Jarbas (PMDB/227.470), Felipe Carreras (PSB/187.348), Anderson Ferreira (PR/150.565), Daniel Coelho (PSDB/138.825), Bruno Araújo (PSDB/131.768), João Fernando Coutinho (PSB/120.059), Sebastião Oliveira (PR/115.926), Danilo Cabral (PSB/113.588), Fernando Filho (PSB/112.684), Tadeu Alencar (PSB/102.669), Gonzaga Patriota (PSB/101.452), Adalberto Cavalcanti (PTB/99.912), Marinaldo Rosendo (PSB/97.380), Betinho (PSDB/97.269), Zeca Cavalcanti (PTB/97.057), Ricardo Teobaldo (PTB/92.262)

O PP ainda teria direito a uma vaga, mas sem mais candidato com mais de 10% do QE, a vaga teria ficado com Jorge Côrte Real (PTB/86.023 votos).

Também se elegeriam Mozart Sales (PT/73.967 votos), João da Costa (PT/63.060), Pedro Eugênio (PT/61.025), Fernando Monteiro (PP/50.128), Creuza Pereira (PSB/24.775) e Ninho (PSB/21.043).

Não teriam ido a Brasília Silvio Costa (PSC/103.461 votos), André de Paula (PSD/100.875), Mendonça Filho (DEM/88.250), Wolney Queiroz (PDT/86.739), Luciana Santos (PCdoB/85.053) e Kaio Maniçoba (PHS/28.585).

 

PIAUÍ: O QE de 173.343 votos foi atingido por 4 partidos (PSB, PT, PTB e PMDB), confirmando a eleição de Rejane Dias (PT/134.157 votos), Átila Lira (PSB/129.276), Marcelo Castro (PMDB/111.132), Assis Carvalho (PT/94.093), Rodrigo (PSB/92.349), Heraclito (PSB/90.898), Paes Landim (PTB/82.549) e Capitão Fabio Abreu (PTB/80.839).

Também teriam ido a Brasília Marlios Sampaio (PMDB/77.230 votos) e Merlong Solano (PT/45.824).

Não teriam sido eleitos Iracema Portella (PP/121.121 votos, 3a mais votada) e Júlio César (PSD/99.750).

 

PARANÁ: 12 partidos obtiveram ao menos 188.841, o Quociente Eleitoral. Estariam então confirmadas as eleições de Christiane Yared (PTN/200.144 votos) Alex Canziani (PTB/187.475), Valdir Rossoni (PSDB/177.324), João Arruda (PMDB/176.370), Takayama (PSC/162.952), Luciano Ducci (PSB/156.263), Zeca Dirceu (PT/155.583), Dilceu Sperafico (PP/151.930), Hermes Frangão Parcianello (PMDB/150.213), Giacobo (PR/144.305), Marcelo Belinatti (PP/137.817), Osmar Serraglio (PMDB/117.048), Sandro Alex (PPS/116.909), Ricardo Barros (PP/114.396), Enio Verri (PT/107.508), Luiz Nishimori (PR/106.852), Evandro Roman (PSD/92.042), Luiz Carlos Hauly (PSDB/86.439), Edmar Arruda (PSC/85.155), Alfredo Kaefer (PSDB/82.554), Leandre (PV/81.181), Sergio Souza (PMDB/77.699), Assis do Couto (PT/76.116), Toninho Wandscheer (PT/71.822 votos) e Leopoldo Meyer (PSB/59.974 votos).

Também teriam feito parte da bancada Nelson Padovani (PSC/75.519 votos), Ângelo Vanhoni (PT/65.705), Rodrigo Rocha Loures (PMDB/58.493), Cristiano Santos (PV/35.293) e Pelé (PTB/28.395).

Não teriam sido eleitos Delegado Francischini (SD/159.569 votos), Nelson Meurer (PP/106.478), Rubens Bueno (PPS/95.841), Aliel Machado (PCdoB/82.886) e Diego Garcia (PHS/61.063).

 

RIO DE JANEIRO: 13 partidos atingiram o QE (166.814 votos), mas mesmo assim o resultado da votação 2014 no Rio de Janeiro se tivesse sido realizado sem coligação com os mesmos candidatos teria privado Brasília de receber, entre outros, Rodrigo Maia, Jandira Feghali ou Miro Teixeira.

Estariam confirmados em sua eleição Jair Bolsonaro (PP/464.572 votos), Clarissa Garotinho (PR/335.061), Eduardo Cunha (PMDB/232.708), Chico Alencar (PSOL/195.964), Leonardo Picciani (PMDB/180.741), Pedro Paulo (PMDB/162.403), Jean Wyllys (PSOL/144.770), Roberto Sales (PRB/124.087), Marco Antônio Cabral (PMDB/119.584), Otávio Leite (PSDB/106.398), Felipe Bornier (PSDB/105.517), Sóstenes Cavalcante (PSD/104.697), Washington Reis (PMDB/103.190), Rosângela Gomes (PRB/101.686), Júlio Lopes (PP/96.796), Índio da Costa (PSD/91.523), Alessandro Molon (PT/87.003), Hugo Leal (PROS/85.449), Glauber (PSB/82.236), Cristiane Brasil (PTB/81.817), Dr João (PR/65.624), Simão Sessim (PP/58.825), Celso Pansera (PMDB/58.534), Aureo (SD/58.117), Sérgio Zveiter (PSD/57.587), Chico d´Angelo (PT/52.809), Cabo Daciolo (PSOL/49.831), Luiz Sérgio (PT/48.903), Deley * (PTB/48.874), Soraya Santos (PMDB/48.204), Benedita da Silva (PT/48.163), Paulo Feijó (PR/48.058), Marcelo Matos (PDT/47.370), Fernando Jordão (PMDB/47.188), Francisco Floriano (PR/47.157), Marcos Soares (PR/44.440), Altineu Cortes (PR/40.593), e Fabiano Horta * (PT/37.989).

Também estariam eleitos Marquinho Mendes (PMDB/45.581 votos), Celso Jacob (PMDB/36.614), Dilson Drumond (PSB/35.463), Andreia Zito (PSDB/34.288), Marcelo Delaroli (PR/33.743), Baltazar (PRB/31.185), Dejorge Patrício (PR/30.533) e Renato Cinco (PSOL/27.965).

Grâcas à votação de Jair Bolsonaro, o PP teria direito a duas outras vagas, mas não tem candidatos tendo ultrapassado os 10% do QE. Estas vagas seriam redistribuídas pelo cálculo da média ao PT (confirmando a eleição de Fabiano Horta) e ao PTB (confirmando a eleição de Deley), ambos citados na lista acima.

Não teriam sido eleito Jandira Feghali (PCdoB/68.531 votos), Miro Teixeira (PROS/58.409), Arolde de Oliveira (PSD/55.380), Rodrigo Maia (DEM/53.167), Alexandre Serfiotis (PSD/48.879), Ezequiel Teixeira (SD/35.701) Luiz Carlos Ramos do Chapeu (PSDC/33.221) e Alexandre Valle (PRP/26.526).

 

RIO GRANDE DO NORTE: Definição de bancada hipotética difícil no Rio Grande do Norte: só o PMDB conseguiu o QE (197.609 votos). Teria direito às oito vagas, mas só dois candidatos ultrapassaram os 10% do QE: Walter Alves (PMDB/191.064 votos) e Fafa Rosado (PMDB/33.130).

As seis vagas restantes seriam distribuídas calculando a média dos partidos que não atingiram o QE, deixando duas vagas ao PSD, e uma ao PROS, PR, PT e DEM nesta ordem. Teriam sido confirmados Rafael Motta (PROS/176.239 votos), Fabio Faria (PSD/166.427), Dra Zenaide Maia (PR/134.588) e Felipe Maia (DEM/113.722) . Também estaria eleito Adriano Gadelha (PT/34.727).

A última vaga do PSD não podendo ser preenchida por falta de candidato acima de 10% do QE seria atribuída a maior média seguinte, a do PSDB, confirmando Rogério Marinho (PSDB/81.534 votos).

Não teriam sido eleitos Jácome (PMN/71.555 votos) nem Betinho Rosado Segundo (PP/64.445).

 

RONDÔNIA: só o PMDB ultrapassou o QE (99.809 votos), podendo dispor das 8 vagas. No entanto, só seis candidatos deste partido realizaram resultado superior a 10% do QE. As duas vagas restantes teriam sido atribuídas, na ordem, ao PDT e ao PT.

Estariam confirmados Marinha Raupp (PMDB/61.419 votos), Marcos Rogério (PDT/60.780), Lucio Mosquini (PMDB/40.595) e Lindomar Garçon (PMDB/24.146).

Estariam eleitos também Anselmo de Jesus (PT/24.696 votos), Amir Lando (PMDB/19.673), Delegado Thiago Flores (PMDB/17.861) e Marcelo Bessa (PMDB/14.271).

Não estariam eleitos Mariana Carvalho (PSDB/60.324 votos, terceira mais votada), Nilton Capixaba (PTB/42.353), Luiz Claudio (PR/33.737) e Expedito Neto (SD/25.691).

 

RORAIMA: Só o PSDB da Deputada Federal eleita com a maior votação proporcional do Brasil, Shéridan, atingiu o QE de 29.762 votos. Assim, as oito vagas lhe seriam reservadas, mas não houve outros candidatos tucano acima dos 10% do QE. As sete vagas restantes teriam sido distribuídas calculando as médias dos outros partidos.

Teriam a eleição confirmada Shéridan (PSDB/35.555 votos), Johnathan de Jesus (PRB/20.677), Remidio da Amatur (PR/15.492), Edio Lopes (PMDB/15.290) e Abel Galinha (PDT/8.834).

Teriam também sido eleitos Eduardo Campos (PP/16.942 votos), Pastor Frankembergen (PSC/6.400) e Quequel dos Prazeres (PRB/6.064).

Não teriam ido a Brasília Dr Hiran Gonçalves (PMN/9.048 votos), Maria Helena (PSB/7.481) nem Carlos Andrade (PHS/6.733).

 

RIO GRANDE DO SUL: 9 partidos acima de 191.679 votos, o Quociente Eleitoral, e a confirmação da eleição de Luiz Carlos Heinze (PP/162.462 votos), Danrlei de Deus Goleiro (PSD/158.973), Alceu Moreira (PMDB/152.421), Giovani Feltes (PMDB/151.406), Paulo Pimenta (PT/140.868), Marco Maia (PT/133.639), Afonso Hamm (PP/132.202), Busato (PP/130.807), Henrique Fontana (PT/128.981), Maria do Rosário (PT/127.919), Osmar Terra (PMDB/120.755), Nelson Marchezan Jr (PSDB/119.375), Márcio Biolchi (PMDB/119.190), Marcon (PT/116.178), Giovani Cherini (PDT/115.294), Jerônimo Goergen (PP/115.173), Sérgio Moraes (PTB/115.155), Covatti Filho (PP/115.131), Perondi (PMDB/109.864), Pepe Vargas (PT/109.469), João Derly (PCdoB/106.991), Renato Molling (PP/102.770), Heitor Schuch (PSB/101.243), Bohn Gass (PT/100.841), Fernando Marroni (PT/94.275), Pompeo de Mattos (PDT/91.849), Afonso Motta (PDT/90.917) e José Stedile (PSB/60.523).

Também estariam eleitos José Fogaça (PMDB/103.006 votos), Ronaldo Zulke (PT/93.926) e José Otávio Germano (PP/81.503).

Não teriam feito a viagem à capital Federal Onyx Lorenzoni (DEM/148.302 votos), Carlos Gomes (PRB/92.323) e Ronaldo Nogueira (PTB/77.017).

 

SANTA CATARINA: QE elevado (211.033 votos) e cinco partidos o atingiram: PMDB, PSD, PT, PP e PSDB. Estariam confirmados em Brasília Esperidião Amin (PP/229.668 votos), João Rodrigues (PSD/221.409), Mauro Mariani (PMDB/195.942), Peninha (PMDB/137.784), Pedro Uczai (PT/135.439), Marco Tebaldi (PSDB/135.042), João Paulo Kleinubing (PSD/132.349), Jorge Boeira (PP/123.770), Valdir Colatto (PMDB/115.431), Décio Lima (PT/112.366), Cesar Souza (PSD/110.777), Celso Maldaner (PMDB/110.436), Ronaldo Benedet (PMDB/105.303) e Geovânia de Sá (PSDB/52.757).

Também estariam eleitos Dr. Xuxo (PSD/63.964 votos) e Carlito Merss (PT/37.167).

Não teriam ganho a cadeira Jorginho Mello (PR/140.839 votos, 4o mais votado) e Carmen Zanotto (PPS/78.607).

 

SERGIPE: Somente PT e PTB ultrapassaram os 131.603 votos representando o Quociente Eleitoral. Teriam direito a 4 vagas cada, mas um só PTB e 3 PT conseguiram ao menos 10% do QE, deixando as 4 vagas sobrando para, na ordem, PSD, PMDB, SD e PSB.

Estariam confirmados Adelson Barreto (PTB/131.236 votos), Laércio Oliveira (SD/84.198), Fábio Mitidieri (PSD/83.401), Fábio Reis (PMDB/80.895), Valadares Filho (PSB/68.199) e João Daniel (PT/52.959).

Também teriam entrado Márcio Macedo (PT/40.814 votos) e Iran Barbosa (PT/36.966).

Não teriam sido eleitos Pastor Jony (PRB/53.455 votos) e Mendonça Prado (DEM/44.263).

 

SÃO PAULO: O Estado de São Paulo é sempre destaque com seus 70 Deputados e um Quociente Eleitoral muito elevado: 303.803 votos. 16 partidos o alcançaram, e as mudanças em relação à eleição efetiva são relativamente pequenas porque PRB e PRB já participaram do pleito em 2014 sem coligação, apostando no resultado de seus dois “campeões” respetivos: Celso Russomanno e Tiririca.

Teriam sido confirmados Celso Russomanno (PRB/1.524.361 votos), Tiririca (PR/1.016.796), Pastor Marcos Feliciano (PSC/398.087), Bruno Covas (PSDB/352.708), Rodrigo Garcia (DEM/336.151), Carlos Sampaio (PSDB/295.623), Duarte Nogueira (PSDB/254.051), Ricardo Tripoli (PSDB/233.806), Samuel Moreira (PSDB/227.210), Paulinho da Força (SD/227.186), Baleia Rossi (PMDB/208.352), Eduardo Cury (PSDB/185.638), Marcio Alvino (PR/179.950), Major Olimpio Gomes (PDT/179.196), Jorge Tadeu (DEM/178.771), Bruna Furlan (PSDB/178.606), Luiz Erundina (PSB/177.279), Vitor Lippi (PSDB/176.153), Silvio Torres (PSDB/175.310), Andres Sanchez (PT/169.834), Ivan Valente (PSOL/168.928), Miguel Haddad (PSDB/168.278), Alex Manente (PPS/164.760), Jefferson Campos (PSD/161.790), Guilherme Mussi (PP/156.297), Arnaldo Jardim (PPS/155.278), Mara Gabrilli (PSDB/155.143), Missionário José Olímpio (PP/154.597), Vanderlei Macris (PSDB/148.449), Zarattini (PT/138.286), Antônio Bulhões (PRB/137.939), Arlindo Chinaglia (PT/135.772), Eli Corrêa Filho (DEM/134.138), Roberto Alves (PRB/130.516), Ana Perugini (PT/121.681), Gilberto Nascimento (PSC/120.044), Vicente Cândido (PT/117.652), Papa (PSDB/117.590), Milton Monti (PR/115.942), Floriano Pesaro (PSDB/113.949), Ricardo Izar (PSD/113.547), Arnaldo Faria de Sá (PTB/112.940), Edinho Araujo (PMDB/112.780), Nelson Marquezelli (PTB/112.711), Paulo Teixeira (PT/111.301), Paulo Freire (PR/111.300), Evandro Gussi (PV/109.591), Luiz Lauro Filho (PSB/105.247), Ota (PSB/102.963), Nilto Tatto (PT/101.196), Herculano Passos (PSD/92.583), Flavinho (PSB/90.437), Vicentinho (PT/89.091), Valmir Prascidelli (PT/84.419), José Mentor (PT/82.368), Eduardo Bolsonaro (PSC/82.224), Vinicius Carvalho (PRB/80.643), Roberto de Lucena (PV/67.191), Dr Sinval Malheiros (PV/59.362), Capitão Augusto (PR/46.905), Sérgio Reis (PRB/45.330), Miguel Lombardi (PR/32.080) e Beto Mansur (PRB/31.301).

Também estariam eleitos: Thame (PSDB/106.676 votos), Luiz Claudio Marcolino (PT/78.626), Amélia Naomi * (PT/77.831), Lobbe Neto (PSDB/77.793), João Dado (SD/70.370), Walter Vicioni (PMDB/54.134) e Izaque Silva * (PSDB/33.724).

O PRB ainda teria direito a duas vagas, mas pelas regras atuais Marcelo Squasoni e Fausto Pinato não se elegeriam por não ter atingido 10% do QE. Seriam redistribuídas ao PT (elegendo Amélia Naomi citada acima) e ao PR. Que também não tem mais candidatos além de 10% do QE. A vaga seria redistribuída ao PSDB, elegendo Izaque Silva, citado acima.

Não teriam sido eleitos: Alexandre Leite (DEM/109.708 votos), Goulart (PSD/92.546), Orlando Silva (PCdoB/90.641), Walter Ihoshi (PSD/88.070), Renata Abreu (PTN/86.647), Marcelo Squasoni (PRB/30.315) e Fausto Pinato (PRB/22.097)

 

TOCANTINS: Só o PMDB conseguiu mais de 91.653 votos, o Quociente Eleitoral, tendo direito às oito vagas. Como só tinha quatro, as restantes são distribuídas, na ordem, a PP, DEM, PSD e PSB.

Estariam confirmados Dulce Miranda (PMDB/75.934 votos), Irajá Abreu (PSD/62.859), Josi Nunes (PMDB/53.452), Vicentinho Junior (PSB/51.069), Carlos Gaguim (PMDB/44.739), Lázaro Botelho (PP/42.935) e Professora Dorinha (DEM/41.802).

Junior Coimbra (PMDB/43.270 votos) teria entrado no lugar de Cesar Halum (PRB/46.119).

 

Confira a lista dos Deputados efetivamente eleitos que não teriam ido a Brasília sem coligações em 2014 (por Estado) > Hipo SemCol BR 2014 não eleitos

Confira a lista dos Deputados não eleitos que teriam ganho cadeira sem coligações em 2014 (por Estado) > Hipo SemCol BR 2014 eleitos

 

 

Agnelo 2010/2014: de um extremo ao outro.

14 de setembro de 2015 Deixe um comentário

Deputado Distrital, Deputado Federal, candidato ao Senado, sempre pelo PCdoB, até migrar para o PT e por ele disputar duas eleições para Governador, Agnelo Queiroz ficará na história eleitoral do Partido dos Trabalhadores no DF por ocupar, no ranking das votações… as duas pontas !

 

Ano Candidato

Governador

Coligação % votos válidos

1º turno

2010 Agnelo Queiroz (**) 11 partidos 48,41 %
1998 Cristovam Buarque (*) 8 partidos 42,67 %
1994 Cristovam Buarque (**) 5 partidos 37,19 %
2002 Geraldo Magela (*) 4 partidos 40,87 %
2006 Arlete Sampaio 6 partidos 20,93 %
1990 Carlos Saraiva e Saraiva Sem 20,27 %
2014 Agnelo Queiroz 16 partidos 20,07 %

(*) qualificado para o segundo turno (**) eleito no segundo turno

 

A megacoligação que não colou.

 

O então Governador Agnelo Queiroz – PT conseguiu, para a eleição 2014 e visando sua reeleição (em companhia do Vice-Governador Tadeu Filippelli – PMDB), formar a maior coligação de partidos da história do DF: nada menos que 16 legendas ! No entanto, em 5 de outubro, Agnelo amargou nas urnas uma decepcionante terceira colocação, e ficando de fora do segundo turno, fato inédito no DF (na eleição 2006, Maria de Lourdes Abadia – PSDB, Governadora em exercício após a desincompatibilização de Joaquim Roriz, também foi derrotada no primeiro turno, quando José Roberto Arruda se elegeu. Mas obteve a segunda maior votação nas urnas).

 

Em 2010, no ano da grande convulsão política do DF, Agnelo tinha conseguido o que era então a maior coligação formal de apoio a um candidato ao Governo. O PT que, historicamente, tinha reservas à coligações amplas, conseguiu grande projeção para seu candidato. Se em 2006 Arlete tinha sido maior que sua coligação (medida em votos recolhidos pelos candidatos a Distrital), em 2010 Agnelo, trilhando um Novo Caminho, conseguia o melhor resultado percentual de um candidato do PT ao Buriti, e sua coligação reunia a maioria absoluta dos votos.

 

Em 2014, numa megacoligação de 16 partidos (uma das maiores do Brasil para uma eleição majoritária), o voto “Agnelo” descolou da soma dos candidatos a Distrital, termômetro mais justo da penetração partidária, e seu “time” alcançou quase o triplo da votação do candidato à reeleição:

Post Agnelo (apertar a seta para voltar)

Arlete/Agnelo/Agnelo: candidato ao Governo pelo PT (Arlete em 2006, Agnelo em 2010 e 2014)

Coligação: votação cumulada para Distrital (nominais e de legenda) da Coligação Arlete 2006 (PT-PV-PCdoB-PSB-PRTB-PRB); da Coligação Agnelo 2010 (PRB-PDT-PT-PTB-PMDB-PPS-PHS-PTC-PSB-PRP-PCdoB); da Coligação Agnelo 2014 (PT-PMDB-PRB-PCdoB-PRP-PPL-PV-PP-PTN-PTdoB-PSC-PROS-PTC-PSL-PHS-PEN)

PT: votação cumulada para Distrital (nominais e de legenda) dos candidatos do PT.

 

Agnelo e PT: casamento aberto.

Os resultados das eleições 2014 mostraram um deslocamento do eleitorado PTista, além de um recuo na votação dos candidatos a Distrital (nominais + legenda). Os tradicionais bastiões (Lagos, Cruzeiro, certas áreas do Plano Piloto) foram investidos por outras forças políticas, e os três “picos” de votação, por zona eleitoral, podem surpreender: Planaltina (13,65 %), Samambaia ZE 13 (12,98 %) e Taguatinga Norte/Vicente Pires (12,64 %). É a força de três lideranças locais, respetivamente Claudio Abrantes (2º mais votado na ZE 06), Risomar (mais votado na ZE 13) e Dirsomar (mais votado na ZE 19).

Já os picos de Agnelo foram no Gama ZE 17 (25,16 %), Sobradinho (24,20 %) e Ceilândia ZE 20 (24,14 %), apesar de sua votação máxima ter sido no Núcleo Rural Pipiripau, na zona rural de Planaltina, com 41,17 % dos votos.

Influenciaram provavelmente o bom resultado de Agnelo, na ZE 17, os também bons resultados de Dilma Presidente (2ª atrás de Marina) e do Federal Policarpo (3º mais votado). O Pastor Egmar, mais votado para Distrital, fazia parte da coligação Agnelo.

Em Sobradinho, Agnelo consegue uma vitória na Vila Basevi (Dilma também), Magela Senador bate Reguffe no Córrego do Arrozal, Érika Kokay Federal realiza bom resultado, com as lideranças de Dr Michel (PP) e de Ricardo Vale (PT).

Na ZE 20 de Ceilândia, destaques para Ronaldo Fonseca Federal (2º mais votado), e os Distritais Chico Vigilante (4º) e Julio Cesar (5º).

post Agneloo (apertar a seta voltar após leitura)

 

Agnelo 2010 x 2014. Queda generalizada

O último gráfico, com as votações de Agnelo Governador por zona eleitoral em 2010 e 2014, mostra a completa mudança de eleitorado do então Governador. Os picos são diferentes (com exceção da ZE 17 do Gama e da ZE 20 de Ceilândia), alguns “buracos” foram preenchidos mas outros se formaram. As mudanças de orientação, particularmente no Plano Piloto (Cruzeiro incluso) são claras:

post Agnell (apertar a seta voltar após leitura)

 

 

 

 

 

 

 

DF 2014 coligações Distrital: quem ganhou, quem perdeu.

A eleição 2014 para Distrital atraiu 980 candidatas e candidatos, dos quais 20 ainda tinham registro de candidaturas indeferidos no dia do pleito. 1.895.697 eleitores foram chamados à urna, 221.189 (11,67 %) não se apresentaram. Esta taxa de abstenção é a menor desde a primeira eleição no DF, reflexo do recadastramento biométrico organizado pelo TRE-DF a partir de 2013. Dos 1.674.508 votos registrados, 79.680 foram em branco (4,76 %) e 69.653 (4,16 %) nulos. Dos 1.525.175 votos válidos, 1.439.865 (94,41 %) foram nominais e 85.310 (5,59 %) foram numa das 32 legendas (partidos).   Distritais eleitos:

. Candidato Partido Coligação Situação Votação
1 JULIO CESAR PRB PRB / PTC Eleito por QP 29.384
2 ROBÉRIO NEGREIROS PMDB PMDB Eleito por QP 25.646
3 PROFESSOR ISRAEL BATISTA PV PRP / PV Eleito por QP 22.500
4 DR MICHEL PP PT / PP Eleito por QP 22.422
5 RODRIGO DELMASSO PTN PC do B / PPL / PTN Eleito por QP 20.894
6 JOE VALLE PDT PSB / PDT / SD Eleito por QP 20.352
7 SANDRA FARAJ SD PSB / PDT / SD Eleito por QP 20.269
8 WASNY PT PT / PP Eleito por QP 19.318
9 RAFAEL PRUDENTE PMDB PMDB Eleito por QP 17.581
10 CHICO VIGILANTE PT PT / PP Eleito por QP 17.040
11 LILIANE RORIZ PRTB PRTB / PMN Eleito por QP 16.745
12 CRISTIANO ARAUJO PTB PR / PTB Eleito por QP 14.657
13 CELINA LEÃO PDT PSB / PDT / SD Eleito por QP 12.670
14 LIRA PHS PT do B / PHS Eleito por QP 11.463
15 TELMA RUFINO PPL PC do B / PPL / PTN Eleito por QP 11.364
16 RAIMUNDO RIBEIRO PSDB PSDB / PSDC Eleito por QP 10.026
17 LUZIA DE PAULA PEN PEN / PSL Eleito por QP 7.428
18 JUAREZÃO PRTB PRTB / PMN Eleito por média 15.923
19 CHICO LEITE PT PT / PP Eleito por média 15.636
20 PROFESSOR REGINALDO VERAS PDT PSB / PDT / SD Eleito por média 12.506
21 AGACIEL MAIA PTC PRB / PTC Eleito por média 14.876
22 WELLINGTON LUIZ PMDB PMDB Eleito por média 10.330
23 BISPO RENATO ANDRADE PR PR / PTB Eleito por média 14.216
24 RICARDO VALE PT PT / PP Eleito por média 14.223
. . . . . 397.469

O total de votos recolhidos pelo conjunto dos 24 Distritais eleitos, 397.469, corresponde a 26,06 % dos votos válidos.

A ordem dos Deputados eleitos foi estabelecida seguindo 1. votação nominal para os candidatos eleitos pelo Quociente Partidário – QP (resultado da divisão do número de votos do partido/coligação pelo quociente eleitoral), 2. ordem da sobra (média) para os eleitos por média. 17 Distritais foram eleitos pelo QP, deixando sete vagas a serem distribuídas pelo cálculo das médias. Estas vagas (da 18a. à 24a. na tabela) foram conseguidas na ordem indicada. O “25o. Distrital”, ou seja, a próxima sobra/média seria o Valdelino Barcelos (PRP), a quem faltou 1.056 votos para para se eleger na vaga de Ricardo Vale (PT).   Partidos: PT, PMDB e PRTB foram os três partidos mais votados, somando votos nominais e de legenda:

Seq. Sigla Total Votos
1 PT 177.298
2 PMDB 145.663
3 PRTB 106.381
4 PDT 98.968
5 PPL 92.857
6 PSB 85.177
7 PRB 61.889
8 PSDB 61.287
9 PEN 61.222
10 PHS 61.212
11 PPS 58.857
12 PRP 48.227
13 PTB 47.733
14 PR 47.422
15 PP 44.582
16 PV 39.471
17 PTC 37.074
18 PSD 36.739
19 DEM 33.302
20 PSOL 25.836
21 PSC 24.664
22 PTN 22.889
23 PT do B 22.147
24 SD 21.619
25 PROS 20.549
26 PC do B 13.432
27 PMN 11.543
28 PSL 8.876
29 PSDC 6.559
30 PSTU 893
31 PCB 456
32 PCO 351
. . 1.525.175

Só 6 partidos atingem sozinhos o quociente eleitoral (vide a seguir)   Coligações: 24 dos 32 partidos formaram 11 coligações (9 com 2 partidos, 2 com 3 partidos), enquanto 8 ficaram sós. 11 coligações conseguiram o Quociente Eleitoral (total de votos válidos – 1.525.175 – dividido pelo número de vagas – 24 igual 63.549). A coligação PSC/PROS é a única composta de dois partidos que não consegue eleger um Distrital, enquanto o PMDB é o único partido só que manda representante na CLDF (mas não o único partido a atingir o QE)

Seq. Coligação Votos
1 PT/PP 221.880
2 PDT/PSB/SD 205.764
3 PMDB 145.663
4 PPL/PTN/PC do B 129.178
5 PRTB/PMN 117.924
6 PRB/PTC 98.963
7 PTB/PR 95.155
8 PRP/PV 87.698
9 PHS/PT do B 83.359
10 PEN/PSL 70.098
11 PSDB/PSDC 67.846
12 PPS 58.857
13 PSC/PROS 45.213
14 PSD 36.739
15 DEM 33.302
16 PSOL 25.836
17 PSTU 893
18 PCB 456
19 PCO 351
. . 1.525.175

Claramente necessárias no sistema eleitoral atual, as coligações podem trazer surpresas, nem sempre boas para seus integrantes. A seguir, uma tabela que tente verificar quem ganhou e quem perdeu em cada coligação para Distrital em 2014 > DF 2014 DEPUTADO DISTRITAL coligações win-loose (apertar a seta voltar após leitura)   Sem coligações: Só 6 dos 32 partidos ultrapassaram sozinhos o quociente eleitoral para Deputado Distrital (63.549 votos): PT (177.298 votos); PMDB (145.663 votos); PRTB (106.381 votos); PDT (98.968 votos); PPL (92.857 votos) e PSB (85.177 votos). Se não tivesse tido nenhuma coligação (em consonância com vários projetos de reforma político-eleitoral), teriam sido eleitos pelo PT sete Distritais (Wasny, Chico Leite, Chico Vigilante, Ricardo Vale, Claudio Abrantes, Risomar Carvalho e Rejane Pitanga), pelo PMDB cinco (Robério Negreiros, Rafael Prudente, Wellington Luiz, Hermeto e Daniel de Castro), pelo PRTB quatro (Liliane Roriz, Juarezão, Guarda Jânio e Delegado Fernando Fernandes), pelo PDT quatro (Joe Valle, Celina Leão, Prof. Reginaldo Veras e Nery do Brasil), pelo PPL três (Telma Rufino, Jaqueline Silva e Iolando Almeida) e pelo PSB três (Roosevelt Vilela, Dr Gutemberg e Ziller).   NB: O blog informa a todos os candidatos a qualquer cargo no DF em 2014 que já dispõe das votações individuais, zona por zona, cidade por cidade, escola por escola. Interessados deixam mensagem (que não será publicado) neste post ou entram em contato no marcarnoldi@globo.com 

Categorias:Coligações, DF, partidos

Piauí 2010 sem coligações

Desde sua última reunião programada (e cancelada) em 9 de maio, a Comissão da Reforma Política na Câmara dos Deputados continua no impasse quanto ao relatório do Deputado Henrique Fontana (PT-RS).

No Senado Federal, todavia, continua avançando uma PEC que, após voltar à CCJ para ser reaprovada em 13 de junho, aguarda votação no Plenário. Ela trata do fim das coligações para as eleições proporcionais. Este ponto parece ser consensual, a Cerefpol da Câmara também preconisa o fim da coligações nas propocionais.

O principal resultado prático desta medido seria a diminuição do número de partidos representados nas assembléias legislativas municipais, estuaduais e federais. Esta redução teria se verificado nas eleições de outubro de 2010 no Estado do Piauí.

Bancada Federal: PT, PMDB e DEM continuam no empate, três partidos fora.

Se não houvesse coligações em 2010 em Piauí, o Governador Wilson Martins teria perdido o único representante de seu partido (PSB) na Câmara dos Deputados, apesar deste ter sido o terceiro mais votado no Estado. Ele, no entanto, teria conservado sua base de apoio de 6 deputados nos 10 que conta o Piauí.

A bancada Federal do Estado do Piauí 2010 com e sem coligações > PI 2010 Federal com-sem  (apertar a seta “voltar” após leitura)

Além dos dois deputados já eleitos por cada um destes partidos, o DEM poderia contar com Mainha (89.940 votos), o PMDB com Joãozinho Unimagem da Parnaíba (23.546 votos) e o PT com Nazareno (44.985 votos)

Por outro lado, Átila Lira (PSB) não teria sido eleito apesar de sua terceira maior votação (120.528 votos). Também não teriam ido a Brasília Osmar Júnior (PCdoB), sétimo mais votado (95.985 votos) nem Iracema Portela (PP), oitavo mais votado (91.532 votos).

Assembléia Legislativa: PT maior bancada, três partidos saem.

Sem coligações em 2010, 3 dos 11 partidos que elegeram representantes na Assembléia Legislativa do Estado do Piauí não estariam presentes. Seriam adequações intra-coligações (o PDT recuperaria a vaga do PP e o PSDB a do PPS) ou insuficiência de votos para atingir o Quociente Eleitoral (PTC).

O PT, que já particava do pleito sem coligação, recuperaria uma cadeira, tornando-se a maior bancada tendo em vista a perda de um eleito do PMDB.

Bancada estadual piauiense 2010 com e sem coligações > PI 2010 Estadual com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

4 das 30 cadeiras teriam mudado de dono: Magalhães (21.429 votos) teria aumentado a bancada do PT, bem como Nerinho (22.491 votos) a do PTB, Joninha (16.670 votos) a do PSDB e Uchoa (20.213 votos) a do PDT.

Não teriam sido eleitos: João Mádison – PMDB (22.820 votos), Margarete Coelho – PP (22.749 votos), Antônio Fpelix – PPS (23.750 votos) e Evaldo Gomes – PTC (10.900 votos).

Pernambuco 2010 sem coligações

A CPMI que investiga as relações de agentes públicos e privados com esquema de jogos ilegais centraliza todas as atenções da mídia e do Congresso Nacional. A Comissão da Reforma Política na Câmara dos Deputados continua no impasse quanto ao relatório do Deputado Henrique Fontana (PT-RS).

No Senado Federal, todavia, continua avançando uma PEC que, após voltar à CCJ para ser reaprovada em 13 de junho, aguarda votação no Plenário. Ela trata do fim das coligações para as eleições proporcionais.

Os resultados práticos do fim das coligações variam de estado a outro, mas sempre têm por efeito de diminuir o número de partidos representados, tanto nas Assembléias quanto na bancada Federal. No caso das eleições 2010 em Pernambuco, o efeito teria sido sobretudo visível na representação em Brasília. Na bancada estadual, no entanto, teria havido o “efeito Enéas”, ou seja a possibilidade de um candidato com pouquíssimos votos ser eleito graças à grande votação do melhor candidato do partido, no caso, o PSC.

Bancada Federal: PSB maior, quatro partidos fora.

Se não houvesse coligações em 2010 em Pernambuco, o PSB quase dobrado sua representação em Brasília, passando de 5 para 9 Deputados Federais. A grande coligação que apoiou a reeleição do Governador Eduardo Campos favoreceu, em particular, o PDT, que perderia seus dois representantes em Brasília.

A bancada Federal do Estado de Pernambuco 2010 com e sem coligações > PE 2010 Federal com-sem  (apertar a seta “voltar” após leitura)

O PSB, que teria direito a 9 vagas na representação na Câmara dos Deputados, só apresentou aos eleitores 7 nomes, que seriam então todos eleitos, incluídos Ninho (37.968 votos) e Osinaldo (12.774 votos). É claro que, se o fim das coligações estivesse de fato em vigor em 2010, o partido teria apresentado mais candidatos.

O PT, além dos 4 eleitos, poderia também contar com Josenildo (34.316 votos). O PP também teria direito a uma terceira vaga, mas somente dois candidatos (eleitos) foram apresentados aos eleitores pela agremiação.

Por outro lado, o PTB teria perdido Jorge Corte Real (60.643 votos), e quatro partidos não teriam representantes pernambucanos na Capital Federal: PDT, Wolney Queiroz, 113.885 votos (décimo-terceiro mais votado) e Paulo Rubem, 41.728 votos; PCdoB, Luciana Santos, 105.253 votos (décima-quarta mais votada); PMDB, Raul Henry, 90.106 votos; e PSC, Cadoca, 72.163 votos.

ALEPE: sem muita mudança, 2 partidos saem, 1 entra.

15 partidos elegeram representantes na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco em 2010. É notável o exemplo da coligação PPS/PMDB/PMN que, juntos, conseguiram duas vagas. Sem coligação, nenhum teria sido eleito.

Por outro lado, o PP, inserido na coligação principal de apoio ao Governador Eduardo Campos (junto com 8 outros partidos) conseguiu sozinho o Quociente Eleitoral, mas seus votos foram aproveitados por outros candidatos da coligação.

Bancada estadual pernambucana 2010 com e sem coligações > PE 2010 Estadual com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

5 das 49 cadeiras teriam mudado de dono: o PSDB teria ganho seu 6o deputado com Eduardo Porto (30.435 votos); o PR seu quarto com Esmeraldo Santos (33.152 votos); Cassia do Muinho seria a terceira integrante da bancada do PHS; no PSC, a votação do Pastor Cleiton Collins (mais votado, 137.157 votos) teria levado à Alepe a Bete dos Correios (175 votos) enquanto o PP teria eleito Zé Maurício (33.644 votos).

Não teriam sido eleitos: Diogo Moraes – PSB (36.246 votos), Francismar Pontes – PTB (34.787 votos), Ricardo Costa – PTC (21.189 votos), Gustavo Negromonte – PMDB (27.088 votos) e Ramos – PMN (20.182 votos)

Paraíba 2010 sem coligações

A atuação do Congresso Nacional neste mês de maio parece estar restrita à CPMI que investiga as relações de agentes públicos e privados com esquema de jogos ilegais. Não é o caso, as discussões, votações e o trabalho nos gabinetes continuam ocorrendo, mas alguns assuntos ficaram prejudicados. Como a Comissão Especial para a Reforma Política na Câmara dos Deputados, que ainda sofre de convergência para, no mínimo, marcar a votação do relatório Henrique Fontana (PT-RS). Nem a decisão de votar em separado os numerosos destaques conseguiu mobilizar os deputados, que continuam no impasse.

Uma medida, no entanto, parece unir a maioria, tanto na Câmara quanto no Senado. É o fim das coligações para as eleições proporcionais, já em curso na câmara alta, onde uma PEC, aprovada na CCJ, aguarda sua inscrição na pauta.

Os resultados práticos do fim das coligações variam de estado a outro, mas sempre têm por efeito de diminuir o número de partidos representados, tanto nas Assembléias quanto na bancada Federal. No caso dos Estados onde um dos partidos tem domínio, esse fica ainda maior, como na Paraíba em 2010.

Bancada Federal: PMDB majoritário, Wellington Roberto fora.

Se não houvesse coligações em 2010 na Paraíba, o PMDB teria sido o grande beneficiário, aumentando sua bancada Federal para 7 eleitos, e obtendo assim a maioria da representação do estado em Brasília.

Por outro lado, um dos importantes argumentos dos defensores das coligações nas eleições proporcionais evidencia-se com o caso de Wellington Roberto. Apesar de ser o candidato mais votado no estado (113.167 votos), seu partido (PR) não alcançou o quociente eleitoral. Ele não teria sido eleito, nem mesmo como suplente. No seu último relatório, o Deputado Henrique Fontana (PT-RS), para evitar este tipo de situação, tem previsto a supressão da verdadeira cláusula de barreira que constitui a necessidade, para o partido, de obter pelo menos um eleito para ter o direito de participar da distribuição das sobras. Seria a fórmula D´Hondt “pura”, onde se consideram as maiores médias sem outro requisito.

A bancada Federal do Estado da Paraíba 2010 com e sem coligações > PB 2010 Federal com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

Além de seus cinco eleitos, o PMDB poderiam também contar em Brasília com os Deputados Quinto e Roberto Paulino. A bancada do PT seria acrescida de Júlio Rafael (6.549 votos).

Três partidos perdem seus únicos eleitos: PR, Wellington Roberto, 113.167 votos, mais votado no Estado; PP, Aguinaldo Ribeiro, 87.572 votos, oitavo mais votado; e PDT, Dr Damião, 87.134 votos, nono mais votado.

ALPB: PMDB maior ainda, 3 partidos saem.

Passando de 8 para 12, a bancada do PMDB na Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba teria representado mais de 1/4 da casa se não tivesse coligações em 2010, favorecido, além da soma dos votos nominais, pela bela votação da legenda (45.181 votos, terceira preferência do eleitor).

Numa eleição estadual, onde as coligações são fracionadas, o efeito apurador de representatividade dos partidos do fim das coligações não é tão ressentido, mas mesmo assim a ALPB teria passado de 13 para 10 agremiações em suas cadeiras.

Bancada estadual paraibana 2010 com e sem coligações > PB 2010 Estadual com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

Seis cadeiras teriam mudado de dono: o PMDB, além de seus oito eleitos, teriam também recebido Ivaldo Morais, Irae Lucena, Mayenne-Van e Nivaldo Manoel Nini. Hervázio Bezzera teria sido o quinto eleito do PSDB, e Biu (15.755 votos) o terceiro do PSB.

O PSC, favorecido por sua coligação com o PMDB, teria sido o maior prejudicado sem coligações. Vituriano (24.482 votos) e Batinga seriam suplentes. Janduhy Carneiro (PPS) também passaria à condição de suplente, enquanto o PR (Caio, 32.307 votos, décimo-sexto mais votado), PP (Daniella Ribeiro) e PTdoB (Genival Matias) perderiam seus representantes.

Pará 2010 sem coligações

Após as águas de março, a cachoeira de abril foi um empecilho a mais na difícil negociação no seio da Comissão Especial para a Reforma Política na Câmara dos Deputados. Mas a principal pedra no caminho continua a falta de maioria dos integrantes da CEREFPOL para a votação do relatório preparado por Henrique Fontana (PT-RS). Nem a decisão de votar em separado os numerosos destaques conseguiu mobilizar os deputados, que continuam no impasse.

Uma medida, no entanto, parece unir a maioria, tanto na Câmara quanto no Senado. É o fim das coligações para as eleições proporcionais, já em curso na câmara alta, onde uma PEC, aprovada na CCJ, aguarda sua inscrição na pauta.

Os resultados práticos do fim das coligações variam de estado a outro, mas sempre tem por efeito de diminuir o número de partidos representados, tanto nas Assembléias quanto na bancada Federal. No caso do Estado do Pará, se as coligações não tivessem existido em 2010, a representação em Brasília seria a mais afetada.

Bancada Federal: só 4 partidos paraenses na Câmara.

O objetivo de redução de partidos teria sido plenamente comprido sem as coligações. Das 9 agremiações paraenses que mandaram representantes em Brasília pelo resultado de 3 de outubro de 2010, somente 4 teriam atingido o quociente eleitoral se não tivessem a possibilidade de coligar-se com os três partidos-polos: PT, PMDB e PSDB.

A bancada Federal paraense 2010 com e sem coligações > PA 2010 Federal com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

Sem coligações, além dos 4 atuais, o PMDB também teria eleito Luiz Otávio e Catarino. A bancada do PT também teria aumentado de 2 representantes, com Carlos Martins e Raimundo Marques (4.792 votos, quinquagésimo-primeiro mais votado). O PSDB poderia contar em Brasília, além dos 3 eleitos, com André Dias. Arnaldo Jordy (PPS) teria obtido seu mandato mesmo sem coligações.

5 candidatos não teriam ganho a passagem para Brasília: Zequinha Marinho (PSC) (147.615 votos, sétimo mais votado), Lúcio Vale (PR) (142.116 votos, oitavo), Lira Maia (DEM), Josué Bengtson (PTB) e Giovanni Queiroz (PDT).

Alepa: pouquíssimas mudanças. PMDB maior bancada.

Nada menos que 12 coligações ou partidos isolados disputaram a eleição estadual em 2010. Muitos tiveram que alcançar o quociente eleitoral sozinhos, o que explica as pouquíssimas mudanças que a ausência de coligações teria provocado:

Bancada estadual 2010 com e sem coligações > PA 2010 Estadual com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

Teria havido uma “troca” PMDB/PT, com a eleição de Ozório Juvenil (28.035 votos) no lugar do Prof. Alfredo Costa (22.762 votos), deixando o PMDB com a maior bancada na Assembléia Legislativa.

A outra mudança teria sido a saída de Alessandro Novelino (23.389 votos), deixando o PMN sem representante, e a entrada do Dr. Haroldo Martins (33.921 votos), dobrando a bancada do DEM.

Mato Grosso do Sul 2010 sem coligações

3 de fevereiro de 2012 Deixe um comentário

Apesar de ser ano de eleições municipais, 2012 começa com expectativas na Reforma Política. Pronto para ir à votação, o relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS) não conseguiu obter consenso entre as várias propostas dos integrantes da Comissão Especial na Câmara dos Deputados, apesar do texto ter sido emendado e as idéias iniciais “adoçadas”. Do ponto de vista estritamente eleitoral, a lista pré-ordenada, ou fechada, virou “flexível”, levando em consideração na designação dos eleitos suas respetivas votações nominais antes de verificar suas posições na lista. Outra mudança importante, a verdadeira barreira constituída pela necessidade de um partido conseguir pelo menos um eleito para entrar na disputa das sobras está abolida. O método D´Hondt de cálculo dos eleitos e das sobras é aplicado no seu sistema original, ou seja, na maior média, mesmo que esta seja inferior a 1.

Se ainda não há consenso nos rumos da reforma eleitoral, muito menos da política, um ponto particular parece ter recebido a adesão de uma grande maioria: a supressão das coligações nas eleições porporcionais (vereadores e deputados). Uma PEC, já aprovada na CCJ do Senado Federal, aguarda sua inclusão na pauta do plenário e grandes partidos como PT, PMDB e PSDB já se declararam a favor da medida, que poderá ter importantes consequências práticas na designação dos eleitos por estado.

A principal consequência do fim das coligações nas eleições proporcionais seria uma redução do número de partidos políticos representados nas Câmaras e Assembléias.

Tomando como hipótese os resultados da eleição de 2010 no Mato Grosso do Sul, o fim das coligações teria atingido seu objetivo principal. Mas teria criado outro problema.

Bancada Federal: Só sobram PT e PMDB, os dois deputados mais votados não se elegem.

O Mato Grosso do Sul tinha, em 2010, uma configuração de coligações destoantes do cenário nacional na disputa pelo Governo. André Puccinelli (que se elegeu com 56 % dos votos) liderava uma coligação PRB/PMDB/PR/DEM/PMN/PSB/PSDB que conseguiu obter 6 das 8 cadeiras da representação Federal. A coligação de Zeca do PT (42 %), que incluia outros oito partidos, dos quais o PDT e o PV, completou a bancada com dois Federais do PT.

Sem coligação em 2010, no entanto, a representação sulmatogrossense em Brasília teria sido outra. Só dois partidos atingiram o quociente eleitoral > MS 2010 Federal com-sem

Com este resultado, Giroto (PR), candidato mais votado com 147.343 votos, e Reinaldo Azambuja (PSDB), segundo mais votado com 122.213 votos, e Mandetta (DEM) sexto mais votado com 78.733 votos não teriam sido eleitos.

Ao contrário, teriam ganho mandato Akira (PMDB), João Grandão (PT) e Machado (PT) (19.334 votos).

No caso de supressçao da necessidade de atingir o quociente eleitoral para participar da distruição das vagas remanescentes, como proposto na última versão do relatório do deputado Henrique Fontana na Câmara dos Deputados, a situação volta à real de outubro de 2010, PSDB, PR e DEM “recuperando” seus eleitos nas cinco vagas sobrendo, mesmo sem coligação. No entanto, com a instituição da lista fechada, precisaria observar a posição na lista dos candidatos para determinar quem seriam os eleitos de cada partido.

ALMS: Três partidos saem e PMDB, PT e PSDB ficam maiores 

Na Assembléia Legislativa do Mato Grosso do Sul, as mudanças sem coligações teriam sido mais “suaves”. 3 dos atuais 11 partidos representados não teriam assentos, reforçando a bancada dos “grandes” > MS 2010 Estadual com-sem

Além dos atuais representantes, teriam sido eleitos: Youssif (PMDB), Amarildo Cruz (PT), Prof. Rinaldo (PSDB) e Angelo Guerreiro (PDT) (16.449 votos).

Por outro lado, não teriam assento na AL: Arroyo (PR) (décimo-primeiro mais votado, 28.489 votos), Tita (PPS), George Takimoto (PSL) e Lauro Davi (PSB).

No caso de supressão da barreira do “eleito-mínimo” na distribuição das sobras, o resultado teria representado um “meio-termo”. PPS e PSL ganhariam seu deputado na sobra, o terceiro do PR e o do PSB não.

Minas Gerais 2010 sem coligações

Apesar de ser ano de eleições municipais, 2012 começa com expectativas na Reforma Política. Pronto para ir à votação, o relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS) não conseguiu obter consenso entre as várias propostas dos integrantes da Comissão Especial na Câmara dos Deputados, apesar do texto ter sido emendado e as idéias iniciais “adoçadas”. Do ponto de vista estritamente eleitoral, a lista pré-ordenada, ou fechada, virou “flexível”, levando em consideração na designação dos eleitos suas respetivas votações nominais antes de verificar suas posições na lista. Outra mudança importante, a verdadeira barreira constituída pela necessidade de um partido conseguir pelo menos um eleito para entrar na disputa das sobras está abolida. O método D´Hondt de cálculo dos eleitos e das sobras é aplicado no seu sistema original, ou seja, na maior média, mesmo que esta seja inferior a 1.

Se ainda não há consenso nos rumos da reforma eleitoral, muito menos da política, um ponto particular parece ter recebido a adesão de uma grande maioria: a supressão das coligações nas eleições porporcionais (vereadores e deputados). Uma PEC, já aprovada na CCJ do Senado Federal, aguarda sua inclusão na pauta do plenário e grandes partidos como PT, PMDB e PSDB já se declararam a favor da medida, que poderá ter importantes consequências práticas na designação dos eleitos por estado.

A principal consequência do fim das coligações nas eleições proporcionais seria uma redução do número de partidos políticos representados nas Câmaras e Assembléias.

Tomando como hipótese os resultados da eleição de 2010 em Minas Gerais, o fim das coligações teria aumentado o poder dos grandes partidos, em particular do PT, e tirado das bancadas federal e estadual o PRB.

Bancada Federal: PT maior partido, 5 agremiações sem representante.

O PT teria tido um resultado bem melhor sem coligação. Passando de 8 a 12 eleitos, seria o maior partido na bancada dos 53 representantes mineiros em Brasília. Por outro lado, a proibição dos partidos pequenos coligar-se para obter pelo menos um eleito teria sido fatal às coligações PHS/PTC e PSL/PSDC/PMN. Sem a soma dessas forças, os três eleitos em 2010 não teriam ido a Brasília. Gráfico da bancada com e sem coligações > MG 2010 Federal com-sem

A votação para Deputado Federal em Minas Gerais foi marcada por um resultado pouco usual: o voto de legenda do PSDB foi o mais votado, com 326.888 votos, cm confortável vantagem até para o maior voto nominal, de Rodrigo de Castro (PSDB), que obteve 271.306 sufrágios. No PT, Weliton Prado realizou 234.397 votos, e a legenda PT 207.137, a sexta maior votação. Estas significativas votações de legenda explicam o ganho de peso nas bancadas.

Sem coligações, teriam sido eleitos também: Margarida Salomão, Nilmário Miranda, Paulo Delgado e Marilda (26.784 votos) para o PT; Bonifácio Andrada e Dr. Ivar para o PSDB; Vitor Penido (DEM) e o Subtenente Gonzaga (PV).

Teriam ficado em Minas: Saraiva Felipe (PMDB), Diego Andrade e Aracely de Paula (PR), George Hilton (PRB) (92.282 votos), Dr Grilo (PSL), José Humberto (PHS), Walter Tosta (PMN) e Júlio Delgado (PSB).

A última versão do relatório do deputado Henrique Fontana na Câmara dos Deputados, que traz a supressão da cláusula de barreira para a distribuição das sobras, teria criado uma situação intermediária. 43 vagas seriam preenchidas diretamente, deixando 10 “sobras”. O PTC, que não elegeu deputado federal em 2010 com ou sem coligações, se beneficiaria da segunda sobra, o PMN da terceira e o PSL da quinta, voltando assim à bancada. No entanto o PHS (157.119 votos) e o PRB (101.113 votos) estariam ainda longe da última sobra (167.190).

Com Sem D´Hondt puro
PT 8 12 10
PSDB 8 10 9
PMDB 7 6 6
PR 7 5 5
PP 5 5 5
DEM 3 4 4
PV 2 3 2
PDT 2 2 2
PPS 2 2 2
PTB 1 1 1
PSC 1 1 1
PCdoB 1 1 1
PTdoB 1 1 1
PRB 1
PSL 1 1
PHS 1
PMN 1 1
PSB 1 1
PTC 1
53 53 53

ALMG: Pouca mudança, PRB e PRP saem, PT empata com PSDB

Na Assembléia de Minas, as mudanças sem coligações teriam sido mais suaves. A diminuição dos partidos representados não teria muito impacto, passando de 21 a 19. O PSDB, conservando seus 13 deputados, dividiria o “título” de maior bancada com o PT, maior beneficiado, que teria passado de 11 a 13 eleitos. Gráfico da composição da ALMG de 2010 > MG 2010 Estadual com-sem

Nota-se que se repete, e até mesmo ampliado, o fenômeno dos votos de legenda já observado para o pleito Federal. A legenda PT (258.401 votos) e a PSDB (228.507 votos) são, de longe, as opções mais votadas na eleição para deputado Estadual. Dinis Pinheiro (PSDB), maior voto nominal, recolheu 159.422 sufrágios.

Mesmo sem modificações radicais, a lista dos 77 deputados estaduais teria várias mudanças.

Além dos atuais representantes, teriam sido eleitos: Geisa Teixeira e Carlos Gomes (PT), Cabo Júlio (PMDB) (no PMDB também, a legenda foi mais votada que qualquer candidato nominal), Delvito Alves (PTB), Juberson/Jubão (PSL), Romel Anísio (PP) e Osman Miranda (PTC) (20.767 votos, 154a votação).

Por outro lado, não teriam assento na AL: Jayro Lessa (DEM), Lerin (PSB), Fabio Tolentino (PRTB), Fred Costa (PHS, os dois eleitos do PRB Bispo Gilberto Abramo e Pastor Carlos Henrique, e o do PRP João Vitor Xavier da Itatiaia (56.956 votos, 47a votação).

No caso de supressão da barreira do “eleito-mínimo” na distribuição das sobras, como proposto na última versão do Relatório Fontana da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, os resultados teriam sido muito semelhantes aos sem coligações. Só PMDB e PSL teriam deixado uma vaga cada para o PRB e o PRP.

Espírito Santo 2010 sem coligações

26 de dezembro de 2011 Deixe um comentário

O ano de 2011 vai terminar sem grandes avanços na Reforma Política. Pronto para ir à votação, o relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS) não conseguiu obter consenso entre as várias propostas dos integrantes da Comissão Especial na Câmara dos Deputados, apesar do texto ter sido emendado e as idéias iniciais “adoçadas”. Do ponto de vista estritamente eleitoral, a lista pré-ordenada, ou fechada, virou “flexível”, levando em consideração na designação dos eleitos suas respetivas votações nominais antes de verificar suas posições na lista. Outra mudança importante, a verdadeira barreira constituída pela necessidade de um partido conseguir pelo menos um eleito para entrar na disputa das sobras está abolida. O método D´Hondt de cálculo dos eleitos e das sobras é aplicado no seu sistema original, ou seja, na maior média, mesmo que esta seja inferior a 1.

Se ainda não há consenso nos rumos da reforma eleitoral, muito menos da política, um ponto particular parece ter recebido a adesão de uma grande maioria: a supressão das coligações nas eleições porporcionais (vereadores e deputados). Uma PEC, já aprovada na CCJ do Senado Federal, aguarda sua inclusão na pauta do plenário e grandes partidos como PT, PMDB e PSDB já se declararam a favor da medida, que poderá ter importantes consequências práticas na designação dos eleitos por estado.

As consequências práticas da eventual supressão das coligações nas eleições proporcionais são bastante diferentes segundo os estados. No caso do Espírito Santo, as modificações tomadas por exemplo os resultados da eleição de 2010 atingiriam todos os partidos.

Bancada Federal: só metade dos partidos fica, o PSB maior bancada

Um dos argumentos dos defensores do fim das coligações nas eleições proporcionais é a diminuição do número de partidos representados a nível nacional. Objetivo que teria sido atingido em 2010. Três dos seis partidos hoje compondo a bancada Federal capixaba não teriam ido à Brasília: PT, PSC e PSDB. Por outro lado, o PSB passaria a ser o maior partido da representação, com 4 deputados Federais > ES 2010 Federal com-sem

Esta hipótese teria provocado mudanças nos nomes dos representantes capixabas em Brasília. Teriam sido eleitos, além dos atuais deputados, o Capitão Assunção e Tarcísio Silva (25.374 votos) (PSB) e Camilo Cola (PMDB). Estariam nos lugares de Cesar Colnago (PSDB) (80.728 votos, sexto mais votado), Iriny Lopes (PT) e Lauriete (PSC).

O relator da Comissão Especial da Reforma Política na Câmara dos Deputados, deputado Henrique Fontana (PT-RS), favorável ao fim das coligações, propõe, por outro lado, a supressão da cláusula de barreira do “eleito-mínimo”. Esta proposta constitui um tipo de meio-termo. No caso de 2010, a bancada Federal do Espírito Santo seria composta de: 3 PSB, 2 PDT, 2 PMDB, 1 PT, 1 PR, 1 PTB. É interessante notar que o PR, que não atingiu o Quociente Eleitoral e não ficou bem colocado na coligação, se beneficiaria deste dispositivo com os 136.724 votos recebidos, contra 106.865 ao PSDB.

ALES: Ainda 13 partidos mas com mudanças. PT maior bancada.

Para a Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo, a ausência de coligação em 2010 teria provocado pequenos ajustes em quase todos os partidos. PMDB e DEM perdendo um representante e PT ganhando um, esse último teria a maior representação na Ales. Quanto aos partidos, as saídas de PPS e PTdoB seriam “compensadas” pelas entradas de PP e PSDB > ES 2010 Estadual com-sem

NB: os números levados em consideração são os da retotalização divulgada pelo TRE-ES em 09/11/2010.

A composição da ALES contaria com as moficações seguintes: teriam também entrado Rodrigo Coelho (PT), Aparecida de Nadai (PDT), Sargento Valter e Bruno Lamas (12.620 votos) (PSB), Dr Nilton Baiano (PP) e o Pr Marcos Mansur (PSDB).

Não estariam eleitos Solange Lube (PMDB), Élcio Alvares (DEM), José Esmeraldo (PR), Dary Pagung (PRP), Luciano Rezende (21.146 votos) (PPS) e Vanildo (PTdoB).

Para a eleição na ALES, o dispositivo previsto no relatório da Comissão Especial, o método D´Hondt “puro”, não teria alterado em nada o resultado sem coligações.

Ceará 2010 sem coligações

18 de dezembro de 2011 Deixe um comentário

O ano de 2011 vai terminar sem grandes avanços na Reforma Política. Pronto para ir à votação, o relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS) não conseguiu obter consenso entre as várias propostas dos integrantes da Comissão Especial na Câmara dos Deputados, apesar do texto ter sido emendado e as idéias iniciais “adoçadas”. Do ponto de vista estritamente eleitoral, a lista pré-ordenada, ou fechada, virou “flexível”, levando em consideração na designação dos eleitos suas respetivas votações nominais antes de verificar suas posições na lista. Outra mudança importante, a verdadeira barreira constituída pela necessidade de um partido conseguir pelo menos um eleito para entrar na disputa das sobras está abolida. O método D´Hondt de cálculo dos eleitos e das sobras é aplicado no seu sistema original, ou seja, na maior média, mesmo que esta seja inferior a 1.

Se ainda não há consenso nos rumos da reforma eleitoral, muito menos da política, um ponto particular parece ter recebido a adesão de uma grande maioria: a supressão das coligações nas eleições porporcionais (vereadores e deputados). Uma PEC, já aprovada na CCJ do Senado Federal, aguarda sua inclusão na pauta do plenário e grandes partidos como PT, PMDB e PSDB já se declararam a favor da medida, que poderá ter importantes consequências práticas na designação dos eleitos por estado.

O objetivo principal da revogação das coligações proporcionais, o de reduzir o números de partidos com representantes e, consequentemente, aumentar o poder e as bancadas dos principais partidos brasileiros, se teria verificado no Ceará em 2010 se não houvesse coligações.

Bancada Federal: PMDB elege um terço da bancada e 3 partidos saem.

A grande coligação de esquerda do candidato ao Governado Cid Gomes, que elegeu 16 dos 22 representantes cearenses em Brasília, teria ainda aumentado a vitória, passando a 17 integrantes. O PMDB, com sete deputados Federais, representaria quase um terço da bancada. Já a coligação PP/PTB e mais 6 partidos teria ficado em Fortaleza, bem como o PDT > CE 2010 Federal com-sem

Além dos atuais deputados, teriam sido eleitos: Mario Feitosa e Paulo Henrique Lustosa (PMDB), Enia Pinheiro (822 votos) (PT) e Marcelo Teixeira (PR).

Não teriam ido a Brasília Chico Lopes (PCdoB), Padre Zé (PP), André Figeiredo (115.647 votos, nono mais votado) (PDT) e Arnon Bezerra (PTB).

Renato Roseno (PSOL), décimo mais votado com 113.705 sufrágio nominais mas não eleito em razão de seu partido não ter atingido o quociente eleitoral, não seria beneficiado nem com  a supressão da cláusula de barreira do QE proposta pelo relatório de Henrique Fontana. O vigésimo-segundo deputado, ou seja, a última sobra de vaga, é do PR, com 134.610, enquanto o PSOL totaliza 125.610. Mas Renato Roseno seria o “vigésimo-terceiro”, já que a próxima sobra, do PMDB, é de 120.790.

Assembléia Legislativa : PT quase dobra, 7 partidos saem.

Sem coligações em 2010, a Assembléia Legislativa do Estado do Ceará teria 12 partidos representados, contra 19 na eleição efetiva. O PSB teria confirmado sua maior bancada, com os mesmos 11 eleitos, mas as representações do PSDB (+2) e sobretudo do PT (+3) teriam sido mais importantes. Por outro lado, teriam perdidos seus únicos assentos no Palácio Deputado Adauto Bezerra os PTB, PSL, PSDC, PHS, PRP, PCdoB, PTdoB > CE 2010 Estadual com-sem

Em relação aos 46 nomes eleitos (*) em para a Assembléia Legislativa, teriam sido também diplomados: Professor Teodoro e Cirilo Pimenta (PSDB), Antônio Carlos, Professora Luiza Lins e Betânia Andrade (9.305 votos) (PT), Adail Carneiro (PDT) e Capitão Wagner (PR). Por outro lado, não teriam assento na AL: Vanderley Pedrosa (PTB), Hermínio Resende (PSL), Ely Aguiar (PSDC), Tin Gomes (45.894 votos, trigésimo mais votado) (PHS), Bethrose (PRP), Lula Morais (PCdoB) e Paulo Faco (PTdoB).

(*) Os resultados considerados são os da retotalização divulgada pelo TRE-CE em 31/01/2011.

A última proposta de Deputado Federal Henrique Fontana (PT-RS), relator da Comissão Especial da Reforma Política na Câmara dos Deputados, de cálculo das sobras sem limitar-se aos partidos tendo eleito pelo menos um deputado teria amenizado consideravelmente a falta de coligações para os pequenos partidos. Só PHS e PTdoB teriam ficado do lado de fora da AL, e o PSB teria ficado com 10 deputados. Já o PSDB teria uma bancada de 8 deputados, e o PT teria ganho dois representantes, pulando para 6.

Bahia 2010 sem coligações

Enquanto estão em curso a discussão e votação do relatório da Comissão Especial da Reforma Política na Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Almeida Lima (PPS-SE) e tendo como relator o deputado Henrique Fontana (PT-RS), o plenário so Senado Federal aguardada para votação a PEC, já aprovada na CCJ da casa alta, que suprime as coligações partidárias nas eleições proporcionais. Grandes partidos como PT, PMDB e PSDB já se declararam a favor da medida, que poderá ter importantes consequências práticas na designação dos eleitos por estado.

Nos estados já estudados neste blog, as modificações que teriam ocorridas na representação se a medida tivesse sido implantada já em 2010 foram importantes. Verificou-se também que o tamanho do eleitorado é inversamente proporcional a estas hipotéticas mudanças. O caso do Estado da Bahia comprove a tendência.

Bancada Federal: PT amplia, PMDB recupera.

A reeleição em primeiro turno do Governador Jaques Wagner, com 63,83 % dos votos, repercutiu nas eleições proporcionais. O PT obteve a maior representação Federal, com 10 deputados, que teria sido ainda ampliada sem coligações, passando a 12. Nota-se que o legenda obteve, com 228.311 votos, a segunda maior votação do estado, depois de ACM Neto. O PDT e o PCdoB, então integrantes da coligação, perderiam um de seus representantes.

O PMDB se prejudicou em integrar uma coligação de cinco partidos. A terceira maior votação do Estado de Lúcio Vieira Lima e os mais de 30 mil votos da legenda serviram, na prática, a eleger os dois representantes do PSC e o do PTB. Sem aliança, o PMDB recupera duas destas vagas > BA 2010 Federal com-sem

Teriam sido eleitos: Emiliano e Sérgio Barrados Carneiro (PT), Luiz de Deus (DEM), Colbert Martins e Marcelo Guimarães (PMDB). Não teriam ido para Brasília: Marcos Medrado (PDT), José Rocha (PR), Alice Portugal (PCdoB), 17a mais votada com 101.588 votos, Erivelton Santana (PSC) e Jânio Natal (PRP)

Na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, o último relatório de Henrique Fontana (PT-RS), para amenizar o efeito da simples supressão das coligações, propõe também a supressão da barreira constituída pela necessidade, por um partido, de atingir ao menos o Quociente Eleitoral (na Bahia 2010 para Federal: 171.384 votos). Nestas condições, e isto também teria influenciado o resultado mesmo com as coligações, dois partidos, que não elegeram representantes, teriam festejado a vitória: PSB e PV, que teriam obtido suas vagas em detrimento do PT e do DEM. Como a proposta também institui a lista pré-ordenada, a posição na lista será de suma importância para designar nominalmente os eleitos, mesmo com a “flexibilização” promovida na última versão do relatório.

Assembléia Legislativa : Pouquíssimas mudanças, os 16 partidos ficam.

Sem coligações em 2010, a Assembléia Legislativa do Estado da Bahia teria uma composição muito parecida com a atual. O PT continuaria com sua bancada de 14 deputados (a legenda PT obteve a maior votação na urna para deputado estadual), a maior, seguida da do PMDB, com 7 integrantes. Os 16 partidos que elegeram pelo menos um integrante continuariam representados > BA 2010 Estadual com-sem

Teriam assento na AL Marizete Pereira (PMDB), Chico Franco (PDT), Wenceslau (PCdoB), Capitão Tadeu (PSB) e Marquinho (PV) – 17.229 votos. Não estariam eleitos Vando (PSC), Coronel Gilberto Santana (PTN), Pastor José de Arimatéia (PRB), Nelson Leal (PSL) – 58.817 votos e Maria Luiza Laudano (PTdoB).

A última proposta de Deputado Federal Henrique Fontana (PT-RS), relator da Comissão Especial da Reforma Política na Câmara dos Deputados, de cálculo das sobras sem limitar-se aos partidos tendo eleito pelo menos um deputado não teria trazido nenhuma mudança, PTB e PTC, com menos de 65.000 votos cada, tiveram uma média baixo demais até para “disputar” as sobras.

2010: Amapá sem coligações

23 de novembro de 2011 Deixe um comentário

Está prevista para a quarta-feira 23 de novembro a discussão e votação do relatório da Comissão Especial da Reforma Política na Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Almeida Lima (PPS-SE) e tendo como relator o deputado Henrique Fontana (PT-RS). Esta proposta traz várias novidades no sistema eleitoral como a lista “flexível” (na convenção partidária – de primeiro a 15 de junho – o partido estabeleceria uma lista pré-ordenada de candidatos – de número limitado a 100% do número de vagas, e não mais 150% ou 200% – que serveria para a distribuição dos votos de legenda, após a “eleição direta” dos candidatos que obtiveram a “cota partidária”).

Apresentado também como novidade, o emprego do método D´Hondt das maiores médias não difere do sistema de calculo pelas sobras atualmente em vigor (vide o verbete D´Hondt no menu de direita >). A grande mudança diz respeito à supressão da cláusula de barreira até hoje constituida pelo quociente eleitoral. Ou mais exatamente, pela condição imposta aos partidos de ter uma média superior a 1,0 (ou seja, um eleito) para participar da distribuição das sobras. Um partido que obtinha, por exemplo, 99.000 votos quando o quociente atingia 100.000 não estava apto à distribuição das vagas de sobra, também chamadas inapropriadamente de “média”.

Enquanto os deputados trabalham na proposta de Reforma Política, em paralelo, a PEC que prevê o fim das coligações para as eleições proporcionais, após passar pela CCJ do Senado Federal, aguarda sua inclusão na pauta para ser votada pelos 81 Senadores. Terá depois que seguir para a Câmara dos Deputados. Grandes partidos como PT, PMDB e PSDB já se declararam a favor da medida, que não beneficia de um tratamento midiático à altura das modificações potenciais que ela traz, principalmente para os estados com bancada mínima na Câmara dos Deputados, como é o caso do Amapá.

Bancada Federal: Só PT e PDT

Em 2010, o Amapá chamou a atenção do Brasil no primeiro turno da eleição pelo embate apertado entre três candidatos ao Governo, que terminaram com uma diferença de apenas 1.633 votos entre o primeiro e o terceiro colocado. No mesmo pleito, os amapaenses escolheram seus oito representantes federais em nada menos que sete partidos. Se as coligações nas eleições proporcionais não tivessem existido, a bancada federal do Amapá seria outra. Perderiam seus deputados PMDB, DEM, PRTB, PSDB e PCdoB. A representação do Amapá em Brasília seria constituída só por PDT e PT > AP 2010 Federal com-sem 

Se, por um lado, o objetivo de redução do número de partidos é atingido, por outro, a representação do voto do eleitorado sofre importantes distorções. Vinicius (PRTB), o campeão de votos com 21.479, teria ficado em Macapá, em companhia de Davi Alcolumbre (DEM), Fátima Pelaes (PMDB), Evandro Milhomem (PCdoB) e Luiz Carlos (PSDB). As Professoras Dalva e Marcivania, ambas do PT, teriam o apoio na Câmara dos Deputados de Rocha do Sucatão, Evandro Gama (5.010 votos) e de um nome a definir, já que o PT só apresentou quatro candidatos. Para o PDT, Bala Rocha poderia contar com Conceição Medeiros e Tia Lú.

Na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, o último relatório de Henrique Fontana (PT-RS), para amenizar o efeito da simples supressão das coligações, propõe também a supressão da barreira constituída pela necessidade, por um partido, de atingir ao menos o Quociente Eleitoral (no Amapá 2010 para Federal: 39.433 votos). Nestas condições, PMDB, PRTB e PSDB manteriam seus eleitos, mas PCdoB e DEM (este por 6 votos a menos na última sobra) perderiam suas vagas para PDT e PT. Como a proposta também institui a lista pré-ordenada, a posição na lista será de suma importância para designar nominalmente os eleitos, mesmo com a “flexibilização” promovida na última versão do relatório. Para o Amapá, os eleitos seriam os mas votados de cada partido, com exceção do PDT, onde nenhum dos candidatos atingiu a Cota Partidária (total de votos nominais + legenda /número de vagas obtidas pelo partido +1).   

Assembléia Legislativa : Sai o PPS e mais três partidos

Sem coligações em 2010, o PDT aumentaria sua bancada, a maior da AL do Estado do Amapá, para um quarto da casa: 6 eleitos. PTB, PSC, PRTB e PSDB teriam mais um deputado, enquanto PPS (dois eleitos), PSDC, PRB e PV não estariam na Avenida FAB de Macapá > AP 2010 Estadual com-sem 

Teria havido troca de seis deputados estaduais eleitos: entrariam Ruzivan e Ester de Paula (2.646 votos) para o PDT, Dr Furlan (PTB), Anab (PSC), Fábio Goes do Malagueta (PRTB) e Raimunda Beirão (PSDB). Não teriam sido eleitos: Dr Jaci e Valdeco para o PPS, Cristina Almeida (PSB), Charles Marques (PSDC), Dr Brasil (PRB) e Zeze Nunes (PV).

De acordo com a última proposta do Deputado Federal Henrique Fontana (PT-RS), relator da Comissão Especial da Reforma Política na Câmara dos Deputados, o cálculo das sobras sem limitar-se aos partidos tendo eleito pelo menos um deputado seria um meio-termo :

  Com coligações Sem coligações Sem coligações sem barreira
PDT 4 6 5
PTB 2 3 2
PP 2 2 2
PMDB 2 2 2
DEM 2 2 2
PTdoB 2 2 2
PSB 2 1 1
PPS 2   1
PSC 1 2 2
PRTB 1 2 1
PSDB 1 2 2
PSDC 1    
PRB 1    
PV 1    
PT     1
PR     1
  24 24 24

Nota-se que no caso de aplicar o método D´Hondt sem a barreira do QE, o PT e o PR, que não elegeram deputados em 2010, teriam entrado na Assembléia Legislativa. Já PSDC, PRB e PV não recuperariam as cadeiras perdidas com o fim das coligações.

2010: Amazonas sem coligações

14 de novembro de 2011 Deixe um comentário

A PEC que prevê o fim das coligações para as eleições proporcionais, após passar pela CCJ do Senado Federal, aguarda sua inclusão na pauta para ser votada pelos 81 Senadores. Terá depois que seguir para a Câmara dos Deputados. Grandes partidos como PT, PMDB e PSDB já se declararam a favor da medida, bem como a Comissão Especial presidida pelo deputado Almeida Lima (PPS-SE) e tendo como relator o deputado Henrique Fontana (PT-RS).

A principal consequência da eventual supressão das coligações nas eleições proporcionais será a redução dos partidos representados nas bancadas tanto estadual quanto federal. Esta redução, variável segundo os estados, será maior nos locais e nas assembléias onde há poucas cadeiras. O Estado do Amazonas é um destes.

Bancada Federal: Só PP e PMDB

Em 2010, o Amazonas mandou para Brasília representantes de nada menos que 7 partidos. para 8 vagas. Duas grandes coligações foram formadas, permitindo assim aos mais votados de cada partido carimbar a passagem para a Capital Federal. Se os partidos não pudessem coligar-se, o resultado teria sido completamente outro: o Amazonas seria representado na Câmara dos Deputados somente pelos PMDB (5 deputados) e PP (3 deputados). PT, PTB, PSC, PR e DEM perderiam seus eleitos. > AM 2010 Federal com-sem

Se, por um lado, o objetivo de redução do número de partidos é atingido, por outro, a representação do voto do eleitorado sofre importantes distorções. No caso prático, o PP só apresentou 2 candidatos em 2010, Rebecca Garcia e Carlos Souza, que foram eleitos. As três outras vagas não são “nomeáveis”. No PMDB, Átila Lins, único representante do partido eleito, seria acompanhado de Marcel Alexandre e Maria Cleide (841 votos).

Já o candidato campeão de votos nominais no Estado, Praciano (PT) e seus 166.387 votos… não teria ido a Brasília. Da mesma forma, Silas Camara (PSC), 4o mais votado, 127.134 votos, Pauderney (DEM), Sabino Castelo Branco (PTB) e Henrique Oliveira (PR) não seriam eleitos e tampouco suplentes.

Uma das formas para atenuar esta distorsão foi proposta pelo relator da Comissão Especial da Reforma Política na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana (PT-RS), na última versão de seu trabalho que ainda aguarda votação. Conservando a proíbição das coligações, ele propõe a queda da cláusula de barreira constituída hoje pelo quociente eleitoral. O cálculo das sobras pela maior média (método D´Hondt, já aplicado hoje) é limitado às agremiações tendo um resultado superior a um. Com a nova formúla, mesmo os partidos tendo uma média inferior a 1,0 poderiam participar da distribuição das sobras. No caso do Amazonas sem coligações, DEM (183.595 votos), PT (176.822 votos), PSC (154.960 votos) e PR (138.800 votos), mesmo não tendo atingido o QE, entrariam na distribuição das sobras, voltando a uma situação parecida como a eleição efetiva de 2010: PP: 2, PMDB: 2, DEM: 1, PT: 1, PSC: 1, PR: 1. Ou seja, a única alteração seria a substituição do primeiro da lista do PTB pelo segundo da lista do PMDB, não esquecendo que a proposta Fontana comporta o voto em lista pré-ordenada e que nenhum dos candidatos alcançou sozinho o QE. O nome dos eleitos seriam os primeiros das respectivas listas.

Aleam: 7 dos 16 partidos saem

Sem coligações em 2010, o PMDB aumentaria sua bancada, a maior da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas, para um quarto da casa: 6 eleitos. PP, PT, PTN e PMN contariam 3 deputados. No total 7 partidos (contra 16 em 2010) teriam representação > AM 2010 Estadual com-sem

Regis (PMDB), Nelson Azedo (PMDB), Wagner Santana (PT), Jairo da Vical (PTN), Carlos Alberto (PMN), Professora Therezinha (DEM) e Adail Pinheiro (PRP) teriam gabinete no Parque Dez, enquanto  Fausto Souza (PRTB), Vera Lúcia (PTB), Francisco Souza (PSC), Arthur Bisneto (PSDB), Luiz Castro (PPS), Tony Medeiros (PSL) e Marcelo Ramos (PSB) não teriam sido eleitos.

De acordo com a última proposta do Deputado Federal Henrique Fontana (PT-RS), relator da Comissão Especial da Reforma Política na Câmara dos Deputados, o cálculo das sobras sem limitar-se aos partidos tendo eleito pelo menos um deputado recolocaria na Assembléia Legislativa as vagas de PSC, PSB, PSDB e PTB:

  Com coligações Sem coligações Sem coligações sem barreira
PMDB 4 6 5
PP 3 3 3
PT 2 3 2
PTN 2 3 3
PMN 2 3 2
DEM 1 2 1
PRP 1 2 2
PR 1 1 1
PCdoB 1 1 1
PTB 1   1
PSL 1    
PSC 1   1
PPS 1    
PRTB 1    
PSB 1   1
PSDB 1   1
  24 24 24

Como o relatório propõe a instauração de lista pre-ordenada por partido, e que nenhum dos candidatos atingiu nominalmente o QE, o nome dos eleitos dependeria das respetivas classificações nas listas.

NB: o estudo tem por fonte a retotalização dos votos realizada pelo TRE do Amazonas em 06/06/2011.

2010: Acre sem coligações

A PEC que prevê o fim das coligações para as eleições proporcionais, após passar pela CCJ do Senado Federal, aguarda sua inclusão na pauta para ser votada pelos 81 Senadores. Terá depois que seguir para a Câmara dos Deputados. Grandes partidos como PT, PMDB e PSDB já se declararam a favor da medida, bem como a Comissão Especial presidida pelo deputado Almeida Lima (PPS-SE) e tendo como relator o deputado Henrique Fontana (PT-RS).

No Acre, se os partidos não fossem coligados na eleição 2010, somente três agremiações teriam mandado representantes em Brasília: PT e PSDB, com 3, e PMDB com 2, enquanto quatro partidos teriam perdido seu representante > AC 2010 Federal com-sem 

Leo do PT, Chicarlos, Dr Raimundo Castro (2.492 votos) e o Coronel Deodato estariam nos lugares de Perpétua Almeida-PCdoB (33.235 votos, 3a + votada), Gladson Cameli-PP (32.623 votos, 4o + votado), Henrique Afonso-PV e Antônia Lúcia-PSC.

No entanto, a última modificação feita no relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS) a ser votado na Comissão Especial, que suprime a necessidade de atingir o Quociente Eleitoral para o partido poder participar da “distribuição das sobras” constitua um “meio-termo” entre os dois cenários.

Márcio Bittar (PSDB), único candidato a ultrapassar o QE, seria eleito. Depois, pela ordem da lista pre-ordenada pelos respectivos partidos, iriam a Brasília: PT: 3, PSDB: 2 (Márcio Bittar+1), PMDB: 1, PCdoB: 1, PP: 1. Somente os PSC e PV continuariam sem seu representante eleito em 2010.

Aleac: Mais PT e saída do PDT e do PRP

Na Assembléia Legislativa, a supressão das coligações no pleito de 2010 teria tirado 6 dos 14 partidos representados. PDT e PRP perderiam seus dois deputados, PSC, PR, DEM e PTdoB seu único representante. O mair ganho de representação teria sido do PT, passando de 4 a 7 eleitos > AC 2010 Estadual com-sem

Helder Paiva-PR, sexto mais votado no Estado, Tchê-PDT, sétimo, Walter Prado, nono, e Jamyl Asfury-DEM, décimo, entre outros, não estariam na Aleac. Por outro lado, Zequinha-PCdoB, 54a votação, seria o vigésimo-quarto Deputado Estadual. 

Com o último relatório da Comissão Especial da Reforma Política da Câmara dos Deputados apresentado pelo deputado Henrique Fontana em favor da supressão do QE como barreira, as modificações seriam as seguintes:

  Com coligações Sem coligações Sem coligações sem barreira
PT   4 7 6
PP 2 3 3
PMDB 2 3 2
PSDB 2 3 2
PCdoB 2 3 2
PSDC 2 2 2
PDT 2   1
PRP 2   1
PSB 1 2 2
PMN 1 1 1
PSC 1    
PR  1    
DEM 1   1
PTdoB 1    
PPS     1
  24 24 24

Nenhum dos candidatos a Deputado Estadual tendo alcançado o Quociente Eleitoral com sua votação nominal, os eleitos de cada partido seriam os detentores dos respectivos lugares na lista (os seis primeiros da lista do PT, os três primeiros da do PP, etc.)

Câmara Municipal de Goiânia 2008 sem coligações

O jornalista Afonso Lopes, numa de suas imperdíveis colunas no também imperdível jornal Opção, de Goiânia, se dedicou ao assunto das coligações nas eleições proporcionais > http://www.jornalopcao.com.br/colunas/conexao/fim-das-coligacoes-proporcionais

No caso específico da Câmara Municipal de Goiânia, se a eleição de 2008 não tivesse permetido as coligações partidárias, a composição teria sido a seguinte > Goiânia 2008

Para o Estado de Goiás, na eleição 2010, tanto para a Assembléia Legislativa quanto para a representação na Câmara Federal, as simulações estão na “categoria” Goiás no menu a direita >>

Paraná sem coligações

O fim das coligações nas eleições proporcionais, atualmente em estudo no bojo da reforma política, traria modificações nas composições tanto da Câmara dos Deputados, quanto das Assembleias Legislativas nos 26 estados do Brasil e no Distrito Federal.

Tomando como base as votações obtidas em 2010, é possível simular qual teria sido o resultado da eleição com as coligações efetivamente formadas, e sem estas. Existem estudos atualmente circulando, particularmente na Câmara dos Deputados, mas que foram estabelecidos a partir dos relatórios centralizados no TSE, e que nem sempre levam em consideração a situação detalhada de cada Estado.

No Estado do Paraná, a bancada Federal é composta de 30 deputados. Se não tivesse tido coligações em 2010, a representação não teria sido muito modificada. Os mesmos 11 partidos que mandaram candidatos para Brasília continuariam representados. PSC, PSDB e PV ganhariam mais um deputado, enquanto PT, PP e PPS perderiam um. Sérgio de Oliveira (PSC), Luiz Nishimori (PSDB) e Leandre Dal Pont (PV) seriam eleitos, enquanto o Dr Rosinha (PT), Dilceu Sperafico (PP) e Cezar Silvestri (PPS) teriam ficado no Paraná. A maior bancada permaneceria a do PMDB com 6 deputados > PR 2010 Federal com-sem 

Na Assembléia Legislativa também o PMDB permaneceria com a maior bancada (13 deputados) e o principal vencedor seria o PP, passando de 1 a 3 deputados estaduais. PSDB, PDT, PPS e PSB ganhariam mais uma cadeira, enquanto o DEM perderia duas, e quatro partidos (PRB, PTB, PSL e PMN) ficariam sem representantes, diminuindo de 14 para 10 o número de partidos representados na Alep > PR 2010 Estadual com-sem

Goiás sem coligações

29 de setembro de 2011 Deixe um comentário

O fim das coligações nas eleições proporcionais, atualmente em estudo no bojo da reforma política, traria modificações nas composições tanto da Câmara dos Deputados, quanto das Assembleias Legislativas nos 26 estados do Brasil (e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, como foi mostrado aqui: https://politicadfemnumeros.wordpress.com/2011/09/25/fim-das-coligacoes-nas-proporcionais/

Tomando como base as votações obtidas em 2010, é possível simular qual teria sido o resultado da eleição com as coligações efetivamente formadas, e sem estas. Existem estudos atualmente circulando, particularmente na Câmara dos Deputados, mas que foram estabelecidos a partir dos relatórios centralizados no TSE, e que nem sempre levam em consideração a situação detalhada de cada Estado.

No Estado de Goiás, a bancada Federal é composta de 17 deputados. Se não tivesse tido coligações em 2010, o maior beneficiário teria sido o PSDB, passando de 3 a 5 deputados, enquanto o PT acrescentaria mais 1 representante Federal aos 2 obtidos.
Por outro lado, Sandro Mabel (PR), 5o mais votado; Jovair Arantes (PTB), 6o colocado, e Armando Vergílio (PMN) 8a votação, não teriam sido eleitos, e seus partidos ficado sem representantes em Brasília : GO 2010 Federal com-sem

Na Assembléia Legislativa, também vantagem ao PSDB, que passaria de 8 a 10 Deputados Estaduais. Aumentariam também suas bancadas o PMDB (de 8 a 9), o PTB (de 4 a 5), o PP (de 1 a 2) e o PSC (de 1 a 2).
O PTN perderia Francisco Gedda e Frederico Nascimento, ficando sem representantes, o PDT passaria de 3 a 2 deputados sem José de Lima, o DEM ficaria só com Hélio de Sousa, o PR só poderia contar com Ademir Menezes e o PTdoB teria em Lincoln Tejota seu único representante : GO 2010 Estadual com-sem

Distrito Federal sem coligações

25 de setembro de 2011 1 comentário

Enquanto a reforma política continua seguindo seu(s) curso(s) no Senado Federal, na Câmara dos Deputados, nos partidos políticos, nas ONGs e nos movimentos sociais, um dos pontos que parece ter uma maioria razoável a seu favor é o fim das coligações nas eleições proporcionais.

Alguns estudos que circulam, particularmente na Câmara, indicam que esta modificação traria, além de uma maior coerência política impedido união eleitorais de partidos de origem programática diferente,  uma redução do número de partidos com representantes, e uma diminuição do “efeito Eneas”, quando um candidato campeão de votos permite a eleição de outros com votação não representativa.

No caso de Distrito Federal, levando em consideração os números da eleição 2010, tomando por base os números publicados pelo TRE-DF relativos aos votos por partido (resumo-votacao-partidos-Deputado-Distrital) a proibição das coligações teria provocado, na Câmara Legislativa, muitas diferenças de nomes dos eleitos, como já publicamos aqui (https://politicadfemnumeros.wordpress.com/2011/03/23/a-cldf-sem-coligacoes/)

Em relação aos partidos representados, haveria uma diminuição significativa de 17 para 10: 2010 Pie Distrital coligações A situação mais estranha é a do PPS. O partido elegeu dois representantes na atual Legislatura (Alírio Neto e Cláudio Abrantes), em coligação com o PHS. Sem a soma dos dois partidos, o quociente eleitoral não seria atingido por nenhuma das formações. É o mesmo processo que tiraria da Câmara o PMN e o PP que, numa coligação, elegeram dois deputados (Celina Leão e Benedito Domingos) mas, sozinhos, nenhum dos dois partidos seria representado.

Na CLDF, a relação de força Governo/oposição, baseada nos partidos integrantes das coligações na eleição majoritária, que foi de 15/9 no sistema atual, teria sido de 14/10.

Para Federal, o TRE-DF não disponibilizou a discriminação dos votos de legenda por partido, só por coligação. Esta relação foi auferida pelos boletins de urna : dispatch federal. Com base nestes números, a representação do Distrito Federal na Câmara dos Deputados teria, sem as coligações, uma fisionomia totalmente diferente da atual: 2010 Pie Federal coligações

A bancada Federal do DF seria inteiramente da base dos Governos Federal e Distrital, contando somente dois partidos, o PT e o PDT. A grande diferença com a atual situação se deve ao sistema de cálculo das sobras. O PT elegeria diretamente, pelo quociente, 2 deputados, e 1 pelo PDT. Para entrar no cálculo das sobras, é necessário que o partido tenha pelo menos um candidato eleito. Por esta razão, e apesar de ter mais de 168 mil votos, o PR, por exemplo, não entraria no cálculo de divisão das 5 vagas ainda a prover nas sobras (também chamadas de “média”).

O PT teria o reforço de João Maria (2.191 votos), enquanto a votação excepcional de Reguffe permitiria aos dois candidatos do PDT Célio do Aquário (570 votos) e Alessandro Camelo (337 votos) de representar o DF na Câmara dos Deputados, enquanto Jaqueline Roriz (PMN, 100.051 votos nominais) ou Izalci  (PR, 97.914 votos nominais) não seriam nem suplentes.

Pelo exemplo prático da representação do DF na Câmara dos Deputados, o fim das coligações nas eleições proporcionais cogitado na reforma política, se permitiria de fato a redução do número de partidos representados, traria também uma considerável ampliação do “efeito Eneas” bem como uma distorção da representação política do eleitorado com uma bancada 100% da base. Em números absolutos, o conjunto da bancada representaria 46,74 % dos votos válidos.

Ademais, a citação do ex-Deputado Federal Enéas Carneiro como gerador de um “efeito” que levaria à Câmara dos Deputados candidatos da mesma coligação, mas de outros partidos, está equivocada. Em 2002, em São Paulo, o Prona, então partido de Enéas, se apresentou sozinho, sem coligação, aos eleitores.

A CLDF sem coligações

A Comissão Especial de Reforma Política do Senado Federal aprovou, na terça-feira 22 de março de 2011, o fim das coligações nas eleições proporcionais.

Se esta (ainda) proposta tivesse validade nas eleições passadas, a Câmara Legislativa do DF teria uma composição bem diferente.

Teriam sido eleitos:

PT: 6 deputados : Chico Leite, Arlete, Patrício, Chico Vigilante, Wasny, Rejane Pitanga.

DEM: 3 deputados: Eliana Pedrosa, Raad, Paulo Roriz.

PDT: 2 deputados: Professor Israel Batista, Peniel Pacheco.

PTB: 2 deputados: Cristiano Araújo, Dr Charles.

PMDB: 2 deputados: Rôney Nemer, Benício Tavares.

PSL: 2 deputados: Dr Michel, Lunardi.

PR: 2 deputados: Aylton Gomes, Bispo Renato.

PSDB: 2 deputados: Washington Mesquita, Raimundo Ribeiro.

PT do B: 2 deputados: Olair Francisco, Lilian Brunelli.

PSC: 1 deputado: Wellington.

(os nomes em negrito são de candidatos não eleitos em 2010 com as coligações)

NÃO teriam sido eleitos (o partido não alcançando o QE):

Alírio Neto (PPS), Evandro Garla (PRB), Agaciel Maia (PTC), Joe Valle (PSB), Cláudio Abrantes (PPS), Benedito Domingos (PP), Celina Leão (PMN), Liliane Roriz (PRTB).