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Bahia 2010 sem coligações

Enquanto estão em curso a discussão e votação do relatório da Comissão Especial da Reforma Política na Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Almeida Lima (PPS-SE) e tendo como relator o deputado Henrique Fontana (PT-RS), o plenário so Senado Federal aguardada para votação a PEC, já aprovada na CCJ da casa alta, que suprime as coligações partidárias nas eleições proporcionais. Grandes partidos como PT, PMDB e PSDB já se declararam a favor da medida, que poderá ter importantes consequências práticas na designação dos eleitos por estado.

Nos estados já estudados neste blog, as modificações que teriam ocorridas na representação se a medida tivesse sido implantada já em 2010 foram importantes. Verificou-se também que o tamanho do eleitorado é inversamente proporcional a estas hipotéticas mudanças. O caso do Estado da Bahia comprove a tendência.

Bancada Federal: PT amplia, PMDB recupera.

A reeleição em primeiro turno do Governador Jaques Wagner, com 63,83 % dos votos, repercutiu nas eleições proporcionais. O PT obteve a maior representação Federal, com 10 deputados, que teria sido ainda ampliada sem coligações, passando a 12. Nota-se que o legenda obteve, com 228.311 votos, a segunda maior votação do estado, depois de ACM Neto. O PDT e o PCdoB, então integrantes da coligação, perderiam um de seus representantes.

O PMDB se prejudicou em integrar uma coligação de cinco partidos. A terceira maior votação do Estado de Lúcio Vieira Lima e os mais de 30 mil votos da legenda serviram, na prática, a eleger os dois representantes do PSC e o do PTB. Sem aliança, o PMDB recupera duas destas vagas > BA 2010 Federal com-sem

Teriam sido eleitos: Emiliano e Sérgio Barrados Carneiro (PT), Luiz de Deus (DEM), Colbert Martins e Marcelo Guimarães (PMDB). Não teriam ido para Brasília: Marcos Medrado (PDT), José Rocha (PR), Alice Portugal (PCdoB), 17a mais votada com 101.588 votos, Erivelton Santana (PSC) e Jânio Natal (PRP)

Na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, o último relatório de Henrique Fontana (PT-RS), para amenizar o efeito da simples supressão das coligações, propõe também a supressão da barreira constituída pela necessidade, por um partido, de atingir ao menos o Quociente Eleitoral (na Bahia 2010 para Federal: 171.384 votos). Nestas condições, e isto também teria influenciado o resultado mesmo com as coligações, dois partidos, que não elegeram representantes, teriam festejado a vitória: PSB e PV, que teriam obtido suas vagas em detrimento do PT e do DEM. Como a proposta também institui a lista pré-ordenada, a posição na lista será de suma importância para designar nominalmente os eleitos, mesmo com a “flexibilização” promovida na última versão do relatório.

Assembléia Legislativa : Pouquíssimas mudanças, os 16 partidos ficam.

Sem coligações em 2010, a Assembléia Legislativa do Estado da Bahia teria uma composição muito parecida com a atual. O PT continuaria com sua bancada de 14 deputados (a legenda PT obteve a maior votação na urna para deputado estadual), a maior, seguida da do PMDB, com 7 integrantes. Os 16 partidos que elegeram pelo menos um integrante continuariam representados > BA 2010 Estadual com-sem

Teriam assento na AL Marizete Pereira (PMDB), Chico Franco (PDT), Wenceslau (PCdoB), Capitão Tadeu (PSB) e Marquinho (PV) – 17.229 votos. Não estariam eleitos Vando (PSC), Coronel Gilberto Santana (PTN), Pastor José de Arimatéia (PRB), Nelson Leal (PSL) – 58.817 votos e Maria Luiza Laudano (PTdoB).

A última proposta de Deputado Federal Henrique Fontana (PT-RS), relator da Comissão Especial da Reforma Política na Câmara dos Deputados, de cálculo das sobras sem limitar-se aos partidos tendo eleito pelo menos um deputado não teria trazido nenhuma mudança, PTB e PTC, com menos de 65.000 votos cada, tiveram uma média baixo demais até para “disputar” as sobras.