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2018, DF, Federais: só 3 coligações atingem o Quociente Eleitoral

8 de outubro de 2018 4 comentários

(Bia Kicis/PRP, 3a mais votada mas eleita na última sobra)

 

A eleição 2018 para a bancada dos 8 Deputados Federais pelo DF ocorreu com 14 coligações e/ou partidos sozinhos.

Destes, três atingiram o Quociente Eleitoral.

Confira os votos e os eleitos das coligações > 2018 DF Federais tabela votos coligações

A ordem da votação nominal foi: 1. Flávia Arruda (PR) 121.340 votos (8,43 %), 2. Érika Kokay (PT) 89.986 votos (6,25 %), 3. Bia Kicis (PRP) 86.415 votos (6,00 %), 4. Julio Cesar (PRB) 79.775 votos (5,54 %), 5. Prof. Israel (PV) 67.598 votos (4,69 %), 6. Luis Miranda (DEM) 65.107 votos (4,52 %), 7. Paula Belmonte (PPS) 46.069 votos (3,20 %), 8. Prof Pacco (PODE) 39.300 votos (2,73 %) e 9. Celina Leão (PP) 31.610 votos (2,20 %).

A ordem de eleição (com atribuição das vagas pelo quociente partidário) foi: 1. Flávia Arruda; 2. Julio Cesar; 3. Prof. Israel.

Houve cinco “sobras” que foram distribuídas pela ordem da maior média 4. Celina Leão; 5. Érika Kokay; 6. Luis Miranda; 7. Paula Belmonte; 8. Bia Kicis.

O “nono eleito” teria sido Joaquim Roriz (PMN).

Sem a modificação do artigo 109 que permite agora a distribuição dos sobras aos partidos/coligações que não atingiram o Quociente Eleitoral, os eleitos teriam sido: Flávia Arruda, Júlio Cesar, Prof. Israel, Luis Miranda, Paula Belmonte, Maria Abadia, Laerte Bessa e Prof. Pacco.

Os primeiros suplentes são:

de Flávia Arruda ou Luis Miranda: Laerte Bessa;

de Julio Cesar ou Paula Belmonte: Professor Pacco;

do Prof. Israel: Maria Abadia;

de Érika Kokay: Vanessa é o Bicho;

de Celina Leão: Filippelli;

de Bia Kicis: Elisa Robson.

 

 

 

 

 

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Eleição 2018 no DF: os eleitos.

O primeiro turno da eleição 2018 no DF teve os resultados seguintes:

Eleitores aptos: 2.081.218

Abstenção (não compareceram): 389.826 (18,73 %) (+ 7,06 p.p. em relação a 2014)

 

Governador:

Votos em branco: 66.576 votos (3,94 % do comparecimento) (+ 0,25 p.p. em relação a 2014)

Votos nulos: 113.619 (6,72 % do comparecimento) (+ 1,89 p.p. em relação a 2014)

Ibaneis (MDB) com 41,97 % e Rodrigo Rollemberg (PSB) com 13,94 % foram qualificados para o segundo turno.

 

Senador:

Votos em branco: 324.813 votos (9,60 % do comparecimento)

Votos nulos: 402.747 (11,91 % do comparecimento)

Leila do Vôlei (PSB) com 17,76 % e Izalci (PSDB) com 15,33 % foram eleitos.

Cristovam Buarque (PPS) não se reelegeu.

 

Deputado Federal:

Votos em branco: 122.858 votos (7,26 % do comparecimento) (- 0,40 p.p. em relação a 2014)

Votos nulos: 128.658 (7,61 % do comparecimento) (+ 2,05 p.p. em relação a 2014)

Quociente eleitoral: 179.984 (contra 181.758 em 2014, – 0,98 %)

Flavia Arruda (PR) com 8,43 %, Érika Kokay (PT) com 6,25 %, Bia Kicis (PRP) com 6,00 %, Julio Cesar (PRB) com 5,54 %, Prof. Israel (PV) com 4,69 %, Luis Miranda (DEM) com 4,52 %, Paula Belmonte (PPS) com 3,20 %, e Celina Leão (PP) com 2,20 %.

Augusto Carvalho (SD), Laerte Bessa (PR) não se reelegeram. Marcos Pacco (suplente de Rogério Rosso atualmente licenciado) também não se (re)elegeu.

 

Deputado Distrital:

Votos em branco: 87.589 votos (5,18 % do comparecimento) (+ 0,42 p.p. em relação a 2014)

Votos nulos: 126.237 (7,46 % do comparecimento) (+ 3,31 p.p. em relação a 2014)

Quociente eleitoral: 61.565 (contra 63.553 em 2014, – 3,13 %)

Foram eleitos: Martins Machado (PRB) – 1,99% – 29.457; Delegado Fernando Fernandes (Pros) – 1,99% – 29.420; Professor Reginaldo Veras (PDT) – 1,89% – 27.998; Rafael Prudente (MDB) – 1,78% – 26.373; Delmasso (PRB) – 1,57% – 23.227; Chico Vigilante (PT) – 1,42% – 20.975; Robério Negreiros (PSD) – 1,27% – 18.819; Agaciel Maia (PR) – 1,20% – 17.715; José Gomes (PSB) – 1,12% – 16.537; Arlete Sampaio (PT) – 1,05% – 15.537; Cláudio Abrantes (PDT) – 0,96% – 14.238; Jorge Vianna (Pode) – 0,88% – 13.070; Iolando (PSC) – 0,88%- 13.000; Eduardo Pedrosa (PTC) – 0,87% – 12.806; João Cardoso Professor-auditor (Avante) – 0,86% – 12.654; Roosevelt Vilela (PSB) – 0,83% – 12.257; Telma Rufino (Pros) – 0,79% – 11.715; Hermeto (PHS) – 0,78% – 11.552; Fábio Felix (PSol) – 0,74% – 10.955; Valdelino Barcelos (PP) – 0,66% – 9.704; Daniel Donizet (PRP) – 0,62% – 9.128; Júlia Lucy (Novo) – 0,52% – 7.655; Reginaldo Sardinha (Avante) – 0,46% – 6.738; Leandro Grass (Rede) – 0,45% – 6.578.

Não se reelegeram: Wellington Luiz (MDB); Bispo Renato Andrade (PR); Luzia de Paula (PSB); Sandra Faraj (PR); Cristiano Araújo (PSD); Ricardo Vale (PT); Juarezão (PSB); Raimundo Ribeiro (MDB) e Lira (PHS).

 

 

Eleição 2018 no DF: Os candidatos

16 de agosto de 2018 3 comentários


 

As listas e as situações de registro foram atualizadas em 07/10/2018 às 08:00

Total de candidatos: 1.118

 

Candidatos a Governador: 11. A lista > 2018 DF Candidatos Governador

Todos com registros deferidos, exceto Renan Rosa (PCO), indeferido com recurso

 

Candidatos a Vice-Governador: 11. A lista > 2018 DF Candidatos Vice-Governador

Todos com registros deferidos, exceto Gílson Dobbin (PCO), indeferido com recurso

 

Candidatos a Senador: 15. A lista > 2018 DF Candidatos Senador

Em 07/10/2018, constavam como indeferido o registro de Romilda Teixeira (PSDB) e indeferido com recurso os de Danilo Matoso (PCO) e João Pedro Ferraz (PPL).

Foram registradas duas renúncias: Hélio Queiroz (PP) e Walisson Nascimento (PTB).

 

Candidatos a Senador (primeiro suplente): 15. A lista > 2018 DF Candidatos Senador 1o Suplente

Em 07/10/2018, constavam como indeferido os registros de Jairo Teixeira (PSDB) e Lucas Kontoyanis, e indeferido com recurso os de Joaquim Benedito (PCO) e José Roberto Rutkoski (PPL).

Foram registradas três renúncias: Eurípedes Jr (PROS), primeiro suplente de Walisson Nascimento (PTB), Takane (PTC), primeira suplente do Juiz Everardo Ribeiro (PMN), e Marcinho Silva (MDB), primeiro suplente de Hélio Queiroz (PP).

 

Candidatos a Senador (segundo suplente): 16. A lista > 2018 DF Candidatos Senador 2o Suplente

Em 07/10/2018, constavam como indeferido os registros de Cristian Viana (PHS) e Marcos Domingos (PP), indeferido com recurso o de Milla (PCO), e pendente de julgamento o de Professor Carpinteiro (PPL).

Foram registradas três renúncias nas segundas suplências: Eliseu Kadesh (PATRI) segundo suplente do Juiz Everardo Ribeiro (PMN), Mana (PSD) segunda suplente de Fernando Marques (SD) e Tiago (AVANTE) segundo suplente de João Pedro Ferraz (PPL).

 

Candidatos a Deputado Federal: 162. A lista > 2018 DF Candidatos Federal

Em 07/10/2018, estavam indicados como indeferido os registros de Alexandre para o Serviço Social (PCdoB), Lugon (PRTB), Vanessa Guerra (PROS) e Wilman Nepomuceno da Silva (PSDB), e indeferido com recurso os de Denise (DC), Flávio Correia (PTB), José Nogueira (PMB), Juraci Tesoura de Ouro (PTB), Juscelia (DC), Kátia Tavares (PRB), Lia Aires (PCO), Major Emílio (PRP), Mauro Rogério (PTB), Nirceu Werneck (PCO), Patrícia Rodriguez (PSC), Ricardo Machado (PCO), Simone Azevedo (PTB), Tânia Pires (PROS), Todi Moreno (PTB) e Vera Lúcia (DC), num total de 20.

Foi registrado um total de oito renúncias de candidatos a Federal: Campanella (pai) (PPL), Duda Rodrigues (PSDB), Gilson Ferreira (DC), Kengy (PCO), Nilson Pires (DC), Senira Ramalho (PRB), Socorro (DC) e Socorro (PPL).

 

Candidatos a Deputado Distrital: 888. A lista > 2018 DF Candidatos Distrital

Em 07/10/2018, todos os candidatos da coligação Uma Nova Esperança (PSL/PPL) estão com registro deferido com recurso.

Em 07/10/2018, estavam indicados como indeferido os registros de Ana Cristina do Por do Sol (PTB), André Corujá (PDT), Cris da Saúde (PR), DJ Jamaika (PTC), Gurgel (PMN), Leozão (PPL), Lucimar Assistente Social (PR), Pr Jorge Bombeiro (PR), Prof. Robert (DC), Rani Nóbrega (PMB), Rodolpho Hoth Hoth (MDB), Sgt Jaidê (PSC) e Tales Recanto (PTC) e constavam com indeferido com recurso os registros de Airam (PTB), Alex Neves (PTB), Alex Ribeiro (PSL), Amilton Silva (PSL), Andrea Mendes (PV), Antônio do Taxi (PRTB), Antônio Marques (PCO), Ari Sushi (PTB), Brunelli (MDB), Cesar Ramos (PTB), Charles Jatoba (PTB), Chico Bombeiro (SD), Debora Santos (PTB), Del. Pablo Aguiar (PTB), Denilson do Gás (PTB), Diego Amorim (PPS), Dr. Jair (MDB), Edilson (PR), Elicleuda (PTB), Elizabete Queiroz (PTB), Expedito Mendonça (PCO), Fernando Vargues (PCO), Felipe Costa (PTB), Francisco Costa (PTB), Galego da Limpeza (PTB), Gizele Ribeiro (PTB), Índio Soberana (PTB), Ivone Luzardo (PTB), Jaqueline Silva (PTB), João Pescocinho (PTB), Laurizze (PPL), Lay Silva (PMB), Luciano Gonzaga (PTB), Mazinho Ventura (PTB), Pr Figueiredo Paranaguá (PSDB), Paulo Monteiro (PTB), Paulo Poli (PTB), Peixe (PSC), Petra Magalhães (PCO), Prof. Adimário Teodoro (PRB), Prof. Ailton (PSC), Profa. Jacira (PTB), Profa. Sihami (PTB), Prof. Hercules Cezar (PTB), Prof. Vicente (PT), Raimundo Nonato dos Santos (PSDB), Regis Machado (PRP), Rennezão (PTB), Ricardo Brandão (PTB), Ricardo Pato (PSC), Sérgio Pimentel (PSL), Stanley Salgado (PTB), Tatiana Leite (PPL), Terezinha de Fátima (PCO), Tiana Freire (PTB), Toninho Cowboy (PPL), Vera Severino (PTB) e Wilye Campos (PTB) num total de 71.

Foi registrado um total de vinte e duas renúncias de candidatos a Distrital: Arthur Cardoso (AVANTE), Bete Guilherme (MDB), Bianchini (PRTB), Bill Saúde (AVANTE), Carlos Martins (PPL), Dirsomar (PSD), Duda Maria (PMB), Euclides Filho de Pioneiro (PCdoB), Giordada do Vale (PPS), Henrique Nelson Rodoviário (PSC), Igor Bispo (PSC), Isaura Barbosa (AVANTE), Ivana Guimarães (PSL), João Carlos Corrêa (PPS), Landim (PRB), Lídia Ribeiro (PMN), Luiz Afonso (PP), Renata (PODE), Sarah Aidar (PSL), Tânia Marques (PSL), Tancy Rezende (PSDB) e Walter Marques (PROS).

 

Candidatos ao Governo:

Nome Partido

2018

Coligação
Alexandre Guerra NOVO Sem coligação
Eliana Pedrosa PROS 7 partidos: PTB/PHS/PMN/PMB/PTC/PATRI/PROS
Fátima Souza PSOL 2 partidos: PCB/PSOL
Fraga DEM 4 partidos: PR/DEM/DC/PSDB
General Paulo Chagas PRP 2 partidos: PRP/PRTB
Guillen PSTU Sem coligação
Ibaneis Rocha MDB 5 partidos: PP/MDB/PSL/PPL/AVANTE
Júlio Miragaya PT Sem coligação
Renan Rosa PCO Sem coligação
Rodrigo Rollemberg PSB 5 partidos: PDT/REDE/PSB/PV/PCdoB
Rogério Rosso PSD 6 partidos: PRB/PODE/PSC/PPS/PSD/SD

 

Coligações para Federal: 14

Nome Candidatos Partidos
Brasília Acima de Tudo 14 PRTB/PRP
Brasília de Mãos Limpas 16 PDT/REDE/PSB/PV/PCdoB
DC 9 DC
Elas por nós: sem Medo de Mudar o DF 16 PSOL/PCB
NOVO 6 NOVO
PCO 0 PCO
PPL 13 PPL
Pra Fazer a Diferença I 16 PP/MDB/PSL/AVANTE
PSTU 1 PSTU
PT 16 PT
Renovar DF 11 PTB/PHS/PTC/PATRI
Renovar DF 2 13 PMN/PMB/PROS
Unidos pelo DF 1 15 PRB/PODE/PSC/PPS/PSD/SD
União e Força 16 PR/DEM/PSDB

 

Coligações para Distrital: 24

Nome Candidatos Partidos
AVANTE 48 AVANTE
Brasília Acima de Tudo 45 PRTB/PRP
Brasília Justa e de Mãos Limpas 47 REDE/PCdoB
Coligação Unidos pelo DF 3 46 PRB/SD
Elas por nós: sem Medo de Mudar o DF 23 PSOL/(PCB sem candidato)
MDB 44 MDB
Mobilizar par Mudar 46 PMN/PTC
NOVO 31 NOVO
PCO 4 PCO
PHS 43 PHS
PP 48 PP
PPS 28 PPS
PR 44 PR
PROS 48 PROS
PSB 37 PSB
PSC 42 PSC
PSTU 1 PSTU
PT 33 PT
PTB 16 PTB
Renova DF 46 PMB/PATRI
Sustentabilidade e Trabalho 46 PDT/PV
Todos pelo DF 46 DEM/DC/PSDB
Uma Nova Esperança 40 PSL/PPL
Unidos pelo DF 2 41 PODE/PSD

Financiamento das campanhas: um problema de fundo(s)

(a image acima é tirada de matéria do Dr. Leonardo Sarmento no site jusbrasil.com.br)

Em resposta à consulta do Deputado Federal Augusto Carvalho (SD-DF), o Tribunal Superior Eleitoral confirmou, na sessão administrativa de 3 de maio, que ambos os fundos Partidário (R$ 888,7 milhões em 2018) e o recém-criado Eleitoral (R$ 1,7 bilhão) poderão ser usados pelas agremiações na eleição 2018. Bem com as eventuais sobras do Fundo Partidário de anos precedentes.

O Relator, Ministro Tarcísio Vieira, destacou em seu voto que a primeira eleição geral a ser disputada com a proibição de financiamento por pessoas jurídicas (a regra já se aplicou em 2016 nas eleições municipais) ainda guarda incógnitas sobre os efeitos da medida: “O sistema se viu diante de uma nova realidade, houve elevação do Fundo Partidário, que estava na casa de R$ 200 milhões, R$ 300 milhões, para R$ 800 milhões, 900 milhões e a criação do Fundo Eleitoral, mas mesmo somados, o que daria algo em torno de 2,5 bilhões, isso estaria muito distante dos R$ 7 bilhões que foram utilizados nas campanhas eleitorais de 2014”.

E desses R$ 7 bilhões, 95 % foram provenientes de doações de empresas, enquanto partidos e pessoas físicas só contribuíram com os 5 % restantes (R$ 350 milhões). As mais atingidas são as campanhas majoritárias do Poder Executivo (Presidente da República e Governadores), que vão precisar passar por reformulação para diminuir seus custos, ou procurar novas fontes de financiamento. Nas eleições proporcionais e na senatorial, a proporção de auto-financiamento pelo candidato deve aumentar consideravelmente em relação aos anos anteriores.

Notas sobra as tabelas:

. Todos os números a seguir são provenientes das prestações de contas entregues aos Tribunais Eleitorais;

. No caso de doações dos comitês financeiros e direções nacionais ou estaduais dos partidos, foram considerados os donatários originais. Apesar dos candidatos não saber necessariamente a origem primeira da receita, quando não se tratava do Fundo Partidário, essas doações eram provenientes de empresas e devem então desaparecer com a nova legislação.

 

2014: Presidente da República

Considerando os três candidatos mais votados no primeiro turno (Dilma, Aécio e Marina), a proibição das doações empresariais representa claramente uma mudança drástica de fonte de financiamento: o total gasto pelos três (só no primeiro turno) foi de R$ 621,3 milhões, dos quais R$ 573,6 milhões provenientes de CNPJ (92,32 %).

Origem das receitas das campanhas presidenciais 2014 (Dilma, Aécio, Marina) > 2014 Tableau PR

(NB: No caso da campanha à Presidência, o blog considerou as receitas totais, incluindo a “estimada”. Na prestação de contas, o candidato deve indicar não só as receitas “reais” (recebidas em dinheiro mesmo) como também as prestações não faturadas, que sejam por pessoas físicas ou jurídicas, que são então estimadas pelo valor real. Se um posto de gasolina, por exemplo, doa 1.000 litros de combustível, o valor que teria que ser pago é considerado “doação estimável em dinheiro”. Na prestação de contas dos três candidatos à Presidência, aparecem nesta qualificação de volumes consideráveis e de difícil explicação na filosofia estrita do”estimável”. Bancos e/ou empreiteiras, por exemplo, doaram milhões de reais em “estimável”. Se retirar essas estranhas classificações, os volumes das campanhas seriam reduzidos de foram inverosímil: Dilma: R$ 187,7 milhões, Aécio: R$ 28,5 milhões e Marina: R$ 4,9 milhões).

 

2014: DF, Governador

Considerando os três candidatos mais votados no primeiro turno (Rollemberg, Jofran Frejat e Agnelo), as campanhas apresentaram a mesma “dependência” das doações empresariais que as para Presidência da República. Rodrigo Rollemberg e Agnelo Queiroz receberam transferências de seus respectivos partidos (PSB e PT), mas essas não eram provenientes do Fundo Partidário, mas de doações empresariais, devidamente registradas pelo doador original.

Origem das receitas das campanhas para a Governadoria do DF 2014 (Rollemberg, Jofran Frejat e Agnelo) > 2014 Tableau Gov DF

 

2014: DF, Senador

Considerando os três candidatos mais votados (Reguffe, eleito; Gim e Magela), comprova-se que as campanhas mais dispendiosas precis(av)am de doações empresariais. O então Senador Gim realizou um aporte pessoal significativo em sua campanha, recurso que deve se multiplicar na eleição 2018.

Origem das receitas das campanhas para o Senado no DF 2014 (Reguffe, Gim e Magela) > 2014 Tableau Senador DF

 

2014: DF, Deputados Federais

Os oito Deputados Federais do DF se elegeram com gastos totais próximos de R$ 6 milhões. Alberto Fraga teve a campanha mais avantajada em recursos, sendo o único a ultrapassar o milhão de reais.

A origem das receitas apresenta diferenças muito grandes entre os eleitos: Fraga e Augusto Carvalho deverão procurar outras fontes de financiamento em 2018 haja visto que quase todo ele veio de doações de empresas em 2014 (diretamente ou via partido). Já Érika Kokay não será atingida pelas novas regras, ela só teve doação de CNPJ insignificante.

Os partidos, agora “turbinados” com o novo Fundo Eleitoral de R$ 1,7 bilhão, deverão seguir o exemplo do PR, que financiou, via Fundo Partidário, o essencial da campanha de Laerte Bessa. Ou então contar com a poupança dos próprios candidatos para assegurar pelo menos o mínimo vital, como fizeram Izalci e Rôney Némer.

Érika Kokay, Rogério Rosso e Ronaldo Fonseca conseguiram em 2014 obter recursos significativos de uma fonte pouco acostumada a financiar campanhas: militantes e apoiadores. No caso da Érika (como da campanha da Dilma à Presidência), foram centenas de pequenas doações (muitas de valores múltiplas de R$ 13 – 26, 39, 52…)

Origem das receitas das campanhas dos oito Deputados Federais eleitos no DF 2014 > 2014 Tableau Federais versão blog

 

2014: DF, Deputados Distritais

Foram analisadas 25 campanhas de Distritais: o Dr. Michel só passou 8 meses na Câmara Legislativa antes de deixar definitivamente sua cadeira a Claudio Abrantes.

O total das 25 campanhas foi de R$ 8 milhões, mas como grandes disparidades: a campanha mais cara (Rafael Prudente) foi… 100 vezes maior que a mais barata (Lira)! No total, pouco mais da metade dos recursos foi proveniente de empresas. Há então dois caminhos para 2018: encontrar fonte substitutiva de financiamento, ou conceber campanhas menos caras.

Origem das receitas das campanhas dos 24 Distritais eleitos em 2014 + Claudio Abrantes > 2014 Tableaux Distritais

As doações empresariais, diretas ou via partido, incorporaram 20 das 25 campanhas, e foram responsáveis por pelo menos metade do volume total para 9 candidatos. No caso de Liliane Roriz, os recursos aportaram a campanha via seu partido, o PRTB. Mas o TSE indica que a doação original veio de empresa – vide o NB no próximo parágrafo) > 2014 Distritais Empresas

Pouquíssimo dinheiro do Fundo Partidário chega aos Deputados Estaduais/Distritais, foram somente quatro agraciados em 2014, mesmo contando a participação quase simbólica do PRB à campanha de Julio Cesar (R$ 1 mil). No caso do Lira, os R$ 10 mil que foram essenciais para sua campanha, só transitaram pela direção nacional de seu partido, o PHS. Estranhamente, a origem é o Partido Progressista > 2014 Distritais Partido

(NB: Todos os candidatos, tanto a Federal quanto a Distrital, receberam recursos das direções estaduais e/ou nacionais dos partidos. Só são consideradas aqui as doações provenientes do Fundo Partidário. As outras tinham por origem uma doação empresarial ao partido. O TSE indica o doador original, é esta informação que é levada em consideração nas tabelas)

Wasny foi o único a receber numerário de outro candidato, a Deputado Federal (Policarpo). As “dobradinhas”, prática comum entre candidatos a Federal e Distrital, são em geral realizadas na base de doação de material e insumos de campanha, consideradas “valores em estimáveis”, que não foram incluídas nas tabelas, por não representarem valores reais.

O Professor Reginaldo Veras e o Bispo Renato Andrade (quase em totalidade) “bancaram” sua próprias campanhas em 2014. Uma prática, com menor ou maior grau, que irrigou 18 das 25 campanhas > 2014 Distritais Próprio

Ricardo Vale conseguiu mobilizar quase meio milhão de reais com seus militantes e apoiadores, quantia considerável num total de R$ 2 milhões para as 25 campanhas, 25 % do total. Joe Valle só teve financiamento de pessoas físicas, contando com ele próprio. Raimundo Ribeiro e o Professor Israel também tiveram grande suporte de doadores pessoas físicas > 2014 Tableau Federais pessoas

 

Brasil, o voto de legenda: trunfo das esquerdas

O voto de legenda é quando o eleitor, na eleição proporcional, escolhe votar em partido (com os dois números que representam a agremiação) ao invés de confiar seu voto a um dos candidatos a Deputado Federal (quatro dígitos) ou Estadual/Distrital (cinco dígitos).

Costuma-se dizer que o voto de legenda é mais identificado com os partidos programáticos, nos quais o eleitor, que conhece as linhas diretrizes do partido de sua preferência, está mais interessado em promover as políticas ou ideologias de que as pessoas encarregadas de implementá-las.

Obviamente, como em todo percentual matemático, os partidos de menor votação se destacam, proporcionalmente, mas a tabela a seguir, que mostra a votação na eleição 2010 para Deputado Federal no Brasil, com os votos de legenda e nominais, bem como o percentual de legenda/total de votos mostra claramente que os partidos identificados no campo da esquerda ampla (sem querer entrar em polêmica nem julgamento de valor, um partido que se denomina “Social Democrata” – PSDB – é classificado internacionalmente como de centro-esquerda. Da mesma forma, o Partido Verde era representado na eleição presidencial por Marina Silva, que teve uma trajetória política até então marcada por posições de esquerda).

Somente dois partidos não identificados à esquerda aparecem no Top 10, sobretudo em razão da modéstia da votação, o que faz o percentual ser estabelecido numa base menor. Nota-se que o PRP obteve, em quatro estados (AM, ES, PI e RO), quase 8 mil votos de legenda sem apresentar nenhum candidato a Federal. No caso do PTN, é nas maiores concentrações de eleitorado (SP, RJ, BA) que sua proporção de votos de legenda foi importante, atingindo, na Bahia, o dobro de seus votos nominais.

Eleição 2010, Brasil, Deputado Federal, votos de legenda, nominais e percentual de legenda/total > 2010 BR cargo-partido Federal

 

Outra idéia bastante difundida nos QG partidários: ter candidato à Presidência da República aumenta os votos de legenda. Na tabela acima, de 2010, foram destacados em verde em partidos que tinham um candidato à eleição da cadeira maior. A seguir, na tabela referente a 2014 (com o total de votos de legenda em baixa significativa), fica claro que é a identificação programática à esquerda que traz votos de legenda, não o fato de ter candidato: as campanhas de Levy Fidelix (PRTB), Pastor Everaldo (PSDC) e Eymael (PSDC) não trouxeram repercussão positiva nos votos de legenda para Federal

Eleição 2014, Brasil, Deputado Federal, votos de legenda, nominais e percentual de legenda/total > 2014 BR quadro_cargo-partido Federal

Eleição 2014, DF: Os campeões de votos… desconhecidos

(Gina-PMN, Distrital 2014, recorde absoluto de votação proporcional num local de votação)

 

A eleição geral de 2014 no Distrito Federal foi realizada em 21 Zonas Eleitorais (que correspondem geralmente às cidades satélites), mas sobretudo em 598 escolas, transformadas por um dia em locais de votação.

Presidente da República

1. Marina Silva (PSB) foi a preferida em 337 dos 598 locais de votação (com pico proporcional na Granja das Oliveiras, no Recanto das Emas, com 58,42 % dos votos);

2. Aécio Neves (PSDB) em 256 escolas (com pico na QI 05 do Lago Sul com 72,19 % dos votos no Colégio Maria Imaculada);

3. Dilma (PT) em 5, obtendo seu máximo percentual no Pipiripau (Planaltina) com 45,87 %.

Os outros candidatos a Presidente da República não venceram em nenhum colégio.

 

Governador

 

1. Rodrigo Rollemberg (PSB) foi o preferido em 524 dos 598 locais de votação (com pico proporcional na 113 da Asa Norte com 64,85 % dos votos);

2. Jofran Frejat (PR) em 72 escolas (com pico no Condomínio Porto Rico atingido 73,25 % dos votos);

3. Agnelo (PT) em 2 colégios, dos quais o Pipiripau (Planaltina), onde obteve 41,17 % dos sufrágios.

 

Senador

 

1. Reguffe (PDT) foi o preferido em 578 dos 598 locais de votação (com pico proporcional na 113 da Asa Norte com 77,99 % dos votos);

2. Gim (PTB) em 18 escolas (com pico no Condomínio Porto Rico com 60,30 %);

3. Magela (PT) venceu em 2 colégios, com destaque no Pipiripau (Planaltina) com 43,63 %).

 

Comentário do blog – eleição majoritária:

A escola do Núcleo Rural do Pipiripau (743 eleitores), na região de Planaltina, é um reduto sólido de votos para os candidatos do PT em razão da presença de um assentamento do MST. Por isso, o voto Dilma/Agnelo/Magela foi vencedor na eleição majoritária, mas os candidatos proporcionais do partido não foram beneficiados na mesma proporção: o mais votado para Federal foi Fraga (DEM) (por três votos diante de Policarpo), e Júlio Menegotto (PSB) dominou para Distrital (com grande vantagem sobre Joe Valle (PDT) e o Pastor Daniel de Castro (PMDB). 

O Condomínio Porto Rico, aglomeração carente de serviços públicos, foi reservatório de votos para Jofran Frejat e Gim, e preferiu Marina (PSB) para Presidente (como todas as outras escolas do binômio Santa Maria/Gama, exceto o Núcleo Rural que escolheu Aécio (PSDB). No mesmo Porto Rico, Fraga (DEM) teve seu melhor resultado do DF (20,96 %), bem como Paulo Roriz (PP, coligação Agnelo) (18,40 %).

A Escola Classe 113 Norte foi marcante tanto para Rollemberg (PSB) quanto para Reguffe (PDT). Nela, Aécio (PSDB) foi o preferido para Presidente (46,10 %, um pouco acima de sua média na Asa Norte, onde ganhou em todas as escolas), Izalci (PSDB) teve curta vitória diante de Érika Kokay (PT) para Federal, e Ivone Luzardo (PPL) foi a preferida para Distrital com mais do dobro de votos do segundo colocado, Joe Valle (PDT).

 

Deputado Federal

São considerados nos números a seguir os votos válidos, exceto os brancos e nulos. Em 75 escolas, houve mais votos em branco de que o candidato mais votado. Em 5 escolas, tanto os brancos quanto os nulos foram superiores ao mais votado

1. Alberto Fraga (DEM) foi o preferido em 349 locais de votação (com pico proporcional no Condômino Porto Rico com 20,96 %);

2. Érika Kokay (PT) em 89, com votação percentual mais alta no Córrego do Arrozal, em Sobradinho, com 23,87 %;

3. Rogério Rosso (PSD) em 46, com destaque maior no Núcleo Rural Rio Preto, em Planaltina, reunindo 20,20 % dos votos;

4. Alírio (PEN) venceu em 40 locais de votação, e, apesar de quase todos eles serem no Guará, seu pico percentual foi no CEF Miriam Ervilha, em Samambaia Sul, com 24,81 %;

5. Rôney Nemer (PMDB) foi o preferido em 34 colégios, quase todos no Recanto das Emas, mas com pico no sítio Patrícia, em Sobradinho, que lhe deu 36,71 % de seus votos – maior percentual para um Deputado Federal;

6. Eliana Pedrosa (PPS) teve 9 “vitórias” de escolas, a maior no Café Sem Troco, escolhida por 25,74 % dos votantes;

7. Izalci (PSDB) ficou na frente em 8 locais de votação, e chegou ao máximo de 20,01 no Setor Militar Urbano;

8. Ronaldo Fonseca (PROS) teve seu nome escolhido em primeiro em 5 escolas, com destaque no Itapoã, e particularmente na Quadra 61 do Condomínio Del Lago, com 14,53 %;

9. 3 “vitórias” cada para Abadia/PSDB (14,29 % na QNR 02 de Ceilândia); Lippe Viana/PTC (14,82 % no Bela Vista, em São Sebastião; Professor Pacco/PSB (10,28 % na Quadra 2 do Gama) e Vitor Paulo/PRB (14,86 % no Varjão);

13. Foram “campeã ou campeão” de voto numa escola: Augusto Carvalho (SD) no Colégio Santa Rosa, na 601 Sul (9,34 %); Claudia Lyra (PMDB) no Catingueiro, em Sobradinho (10,56 %); Lauda (PSB) no Centro de Internação de Adolescentes em Planaltina (21,43 %); Rafael Barbosa (PT) em Sobradinho dos Melos, no Itapoã (17,11 %); Sandro Avelar (PMDB) na Unidade de Internação da Granja das Oliveiras (18,18 %) e o Sargento Manoel Sousa Gazú (PRTB) no Incra 09 (27,27 %).

 

Deputado Distrital

São considerados nos números a seguir os votos válidos, exceto os brancos e nulos. Em 216 escolas, houve mais votos em branco de que o candidato mais votado, em 139 escolas, foram os nulos, e em 132 escolas, os votos de preferência foram “branco” em primeiro, e “nulo” em segundo, antes de qualquer candidato.  

1. Joe Valle (PDT) foi o preferido em 75 locais de votação, com máxima aprovação em Taquará, em Planaltina, com 35,12 % dos votos;

2. Dr Michel (PP) venceu em 38 escolas, com destaque na Embrapa, em Planaltina, onde recebeu 39,44 % dos sufrágios;

3. Juarezão (PRTB) foi o “Rei” de Brazlândia, “coroado” em 30 colégios, e obtendo o voto de quase a metade (46,12 %) dos eleitores do Curralinho (quase a melhor votação percentual de todos os candidatos a Distrital. Pelo menos, a maior para um colégio com mais de 100 eleitores)

4. O Delegado Fernando Fernandes (PRTB) não se elegeu apesar de estar na preferência em 25 colégios, todos em Ceilândia, e a maior liderança percentual, com 17,08 %, na EQNM 06/08;

5. Risomar (PT) foi campeão em 24 escolas, todas em Samambaia, com destaque percentual na QN 510 com 17,83 %;

6. Carlinhos Nogueira (PEN), preferido em 22 escolas, todas no Guará, especialmente a da QE 04 que lhe deu 10,17 % dos votos válidos;

7. 20 vitórias cada para o Guarda Jânio (PRTB) (melhor percentual no Núcleo Rural Alexandre Gusmão, com 12,39 %) e o Pastor Egmar (PSC), todas no Gama com destaque (6,83 %) na EQ 30/49 do Setor Leste;

9. O Professor Jordenes (PPS) obteve 19 vitórias, todas em Planaltina, em particular no Arapoangas, onde chegou a 33,99 % num dos quatro colégios;

10. O Dr Charles (PR) esteve na preferência em 18 colégios, quase todos em Taguatinga, incluído o melhor para ele (7,83 %) na EQNG 06/07;

11. Ambos eleitos, ambos com 17 vitórias, Lira (PHS) reuniu 37,22 % dos votos do Bela Vista, em São Sebastião; enquanto o Professor Israel Batista (PV) coloriu de verde o Centro Paulo Freire da 610 Norte (5,08 %);

13. Então na mesma coligação, colhendo 14 preferências cada, um no norte, em Planaltina, Claudio Abrantes (PT) (melhor na Fazenda Monjolo com 16,67 %), um no sul, Hermeto (PMDB), dominador no Núcleo Bandeirante e na Candangolândia (melhor na Praça do Bosque com 31,27 %);

15. Sandra Faraj (SD) teve votação concentrada em Taguatinga Norte, onde venceu 11 vezes, mas sua 12a preferência, e maior em termos de percentual, foi no Setor de Mansões do Lago Norte, no Trecho 4, com 12,99 %;

16. Salve Jorge (PRTB) foi o candidato do Paranoá, com 11 escolas confiando nele, chegando a 15,66 % na Quadra 24;

17. Vicente Pires apoiou Dirsomar (PT) (com pico de 14,53 na Escola Classe da AE 01) enquanto Jaqueline Silva (PPL) batalhava em Santa Maria (pico a 13,19 % na CL 310): ambos tiveram 9 vitórias;

19. Ambos no PPL, Goudim (anunciado como pré-candidato ao Buriti em 2018 pelo PMB) ultrapassou os 10 % de votos na EQNN 18/20, melhor de suas 8 escolas, enquanto Telma Rufino colhia quase um terço dos votos de Arniqueiras (31,57 %);

21. Com 7 “coroas” em locais de votação: Ivone Luzardo (PPL), embalou a Vila do RCG (16,27 %); Mario Blanco (PMDB) extraiu 14,13 % do Riacho Fundo no CEF 01; Nery do Brasil (PDT) agradeceu os 28,09 % na CL 116 de Santa Maria; e Robério Negreiros (PMDB) segurou 32,34 % dos votos do Engenho das Lajes;

25. 6 vitórias para Luzia de Paula (PEN), com pico na EQNP 13/09 (7,42 %); Padre Katê (PMDB), todas em Taguatinga Sul, com destaque de 10,97 % na QSE 22; e Valério Banda Maranatha (PPL), candidato da M Norte de Taguatinga, atingindo 13,23 % no Centro Educacional 07;

28. Em 5 colégios cada, os preferidos foram Liliane Roriz/PRTB (8,40 % na quadra 510 do Recanto das Emas); Stênio Pinho/PMDB (5,31 % na quadra 206 do Recanto das Emas); Vantuil Santana/PMDB, (morador da Vila Planalto, sem escola desde a destruição da único centro de ensino do bairro há 6 anos) que teve seu melhor resultado proporcional… no sítio Patrícia, em Sobradinho com 34,83 % (dobradinha com Rôney Nemer para Federal); e Washington Mesquita/PTB (4,94 % na QNG 12 de Taguatinga);

32. Foram preferidos em 4 locais de votação: Alessander Capalbo (PMDB), todos no Paranoá (melhor no CAIC Madre Paulina com 10,70 %); Chico Vigilante (PT) (melhor no CAUB I no Riacho Fundo com 13,36 %); Dr. Carlos (PPS), “rei” da Estrutural com pico de 19,67 & no CEF 01; Geralda Godinho (PT) (melhor na Casa Grande, no Gama, com 6,71 %); Iti (PPS), todas no Gama (pico de 4,71 % na EQ 04/10); Ronaldo Martins (PSD), todas no Riacho Fundo II, com destaque na QN 14 com 7,42 %; e Zé Adelson (PSDB), todas no Recanto das Emas, com pico na quadra 301 com 6,13 %;

39. 3 vitórias de escola para Abençoado Eude (PRB), todos na Asa Sul, com pico no Cor Jesu em 9,05 %; Júlio Cesar (PRB) (deputado mais votado) com destaque na EQNQ 3/4 de Ceilândia com 4,04 %; Professor Reginaldo Veras (PDT), todas no P Norte, atingindo 12,31 % na QNP 13; Tales Alves (PSOL), todas na Estância em Planaltina, especialmente na Escola Classe 15, com 12,81 %; Vielton Aráujo (DEM), todas na Ceilândia Norte, com pico na EQNN 19/21 (9,24 %); Vilela (PRTB) candidato do Vale do Amanhecer que lá recolheu até 21,43 % dos votos; e Wasny (PT), preferido par mais de um quarto do eleitores (26,66 %) da Vila Basevi, na RA de Sobradinho;

46. Conquistaram o maior número de votos válidos em 2 colégios: Catia Olivera (PMN), candidata da Granja do Torto com até 7,71 %; Chico Leite (PT), destaque na 315 Sul com 4,94 %; Cristiano Araújo (PTB), escolhido na QNL 22 de Taguatinga Norte com 6,09 %; Edmilson Boa Morte (PROS), preferido no Setor Econômico do Cruzeiro (com pico de 6,27 % na qd 01); Everardo Ribeiro (PTdoB), no Itapoã, chegando a 9,07 % na EC 01; Fatinha (PSD), em especial numa das escolas do Por do Sol em Ceilândia com 8,42 %; Georgeano Trigueiro (PMDB), as duas no Recanto das Emas, particularmente na quadra 102, com 4,38 %; Giuliane Dias (PHS), ambas no P Sul, com destaque na EQNP 32/36 (5,20 %); Marcelo da Adega (PSD), na Ceilândia Sul, especialmente na EQNN 02/04 (7,83 %); Paulo Roriz (PP), destacando o Condomínio Porto Rico (18,40 %); Rafael Prudente (PMDB), com 8,67 % numa das escolas do Mestre d´Armas; Rodolfo da Construcasa (PRP), as duas em Samambaia e particularmente na QS 431 (23,42 %); Rodrigo Delmasso (PTN), no Cruzeiro Novo, com 3,04 % na quadra 309; Rony Andrade (PRTB), ambas em Samambaia, com destaque na QR 407/409 (10,11 %); Tatu (DEM) também em Samambaia, com ponto alto na QS 108/110 com 16,88 %; Valdelino Barcelos (PRP), que recolheu 16,67 % no Núcleo Rural Boa Esperança; e Wilson Lima (PMDB), as duas no Gama, em particular na EQ 10/15 do Setor Leste (5,34 %);

63. Candidatos às vezes pouco conhecidos, verdadeiras lideranças locais, a lista a seguir é dos que foram os preferidos pelos eleitores… num local de votação só: Adécio Sartori (PSB) na Upis da Asa Sul (4,66 %); Adilson Barreto (PV) no Córrego Sobradinho (25,16 %); Agaciel Maia (PTC) no Caub II (13,42 %); Ailton Miranda (PPL) na EQ 55/56 do Setor Central do Gama (3,80 %); Aposentado (PP) na QND 43 de Taguatinga (3,94 %); Berg (PSL) na quadra 807 do Cruzeiro Novo (2,42 %); Cabo Eliane (PR) na QND 59 de Taguatinga (3,49 %); Cantor Wellington José (PHS) na EQNP 28/32 de Ceilândia (4,16 %); Cintia Aquino (PHS) na QNJ 18 de Taguatinga (2,97 %); David da 23 (PSDC) na EQNN 21/23 de Ceilândia (7,25 %); DJ Jamaika (PEN) na Granja das Oliveiras (11,00 %); Dr Dijan (PPS) na QS 111 de Samambaia (6,97 %); Dr Marcus (PPL) em Nova Betânia (20,80 %); Edson Luiz (PRTB) na EQNO 05/07 no Setor O (4,99 %); Eraldo Costa (PSB) no Lago Oeste (13,33 %); Evandro Pereira (PRB) no Areal (12,36 %); Fabio Assenção Pardhal (DEM) na QNL 28 de Taguatinga (6,24 %); Fabio Felix (PSOL) na 910 Norte (4,57 %); Gina (PMN) teve 85,29 % dos votos no Centro de Adolescentes de Planaltina (recorde absoluto de votação proporcional); Gonzaga Negreiros (PTB) na quadra 802 do Recanto das Emas (4,11 %); Henrique Oliveira (PSB) no Residencial Santos Dumont (9,66 %); João Cardoso (PEN) na quadra 14 de Sobradinho (9,37 %); José Júlio (PT) na Uniplan de Águas Claras (segundo maior número de eleitores do DF) (2,79 %); Júlio Menegotto (PSB) no Pipiripau em Planaltina (18,52 %); Junia Bittencourt (PMDB) no Condomínio Ville do Grande Colorado (13,60 %); Ladislau Rocha (PMDB) no Nova Colina em Sobradinho (15,37 %); Lima Filho (PTdoB) no Altiplano Leste (9,28 %); Marcinho (PMDB) na CL 206 de Santa Maria (11,37 %); Moacir Pinheiro (PTC) na EQNO 13/15 de Ceilândia (9,93 %); Olgamir Amância (PCdoB) na avenida São Paulo em Planaltina (12,38 %); Osvaldino (PHS) na Escola Classe 09 de Planaltina (12,38 %); Pastor Leiber (PROS) na quadra 378 do Itapoã (7,92 %); Professor Barreira (PDT) na EQ 5/11 do Setor Sul do Gama (5,32 %); Ricardo Vale (PT) no Córrego do Arrozal em Sobradinho (24,79 %); Rócio Barreto (PSB) na QE 20 do Guará (4,36 %); Sinézio (PHS) na EQNN 06/08 de Ceilândia Sul (4,77 %); Sônia Carvalho (PSDB) na QS 619 de Samambaia (7,37 %); Wellington Luiz (PMDB) na Rajadinha em Planaltina (13,68 %); e Ziller (PSB) na 909 Sul (2,99 %).

 

 

Comentário do blog – eleição proporcional

As grandes variações de percentual dos “vencedores” se devem também ao tamanho do eleitorado do local. Por isso, alguns resultados parecem numericamente muito elevados, enquanto não representam tantos votos (os 85 % da Gina (PMN) são, na urna, 29 votos). Há também que observar o grande número de votos brancos e nulos (142.143 para Distrital, o bastante para eleger uns três ou quatro).

As “vitórias” por local de votação não garantem eleição, nem mesmo boa votação geral (se fosse, Júlio César teria tido mais que 3, ele que foi o mais votado) mas indicam nomes que, por várias razões, detêm uma liderança eleitoral local, diretamente ou por meio de apoiadores. São resultados que podem, ou mesmo devem influenciar a confecção da nominata, a lista dos candidatos que será apresentada ao eleitor em 7 de outubro próximo. Ainda mais porque parece existir no momento uma tendência de vários partidos no DF em preparar listas “puro-sangue” na eleição para Distrital.

O estudo dos resultados passados é um dos alicerces de uma boa campanha futura. Os candidatos podem julgar da percepção de seus trabalhos em cada local, os pesquisadores afinam suas amostragens, os eleitores conhecem um pouco mais de seus vizinhos. Aliado ao estudo do eleitorado atual, é um dos alicerces do “big data” (que agora parece estar na moda, vide a recepção entusiasmada de Guillaume Liégey em São Paulo no início do ano).

 

 

Eleição 2014, Brasil, Federal: Menos é mais ?

22 de fevereiro de 2018 1 comentário

A eleição dos Deputados Federais é de suma importância para os partidos por servir de base para o cálculo da distribuição do Fundo Partidário e do tempo de ocupação do espaço na televisão e no rádio. Na eleição 2018, o desafio será ainda maior com a implantação da cláusula de barreira, assunto já tratado neste blog.

Voltando à eleição 2014 para Deputado Federal no Brasil, este é a segunda postagem de uma mini-série relativa 1.à efetividade da representação nacional em relação aos votos recebidos pelos partidos, 2. à taxa de sucesso de cada agremiação e aos eleitores representados pelos eleitos (hoje) e, 3. à importância do voto de legenda e à influência de um candidato à Presidência da República nesse.

Nestas tabelas, não se levam em consideração as disparidades por Estado, somente o resultado nacional.

 

Taxa de sucesso dos candidatos: quando “encher” a nominata nem sempre basta

 

Todos os partidos políticos, na hora de montar a nominata (a lista dos candidatos que serão apresentados ao eleitor, por isso o sistema é chamado de “lista aberta”) para Deputado Federal, se perguntam: ter o máximo de candidatos, ou concentrar em dois ou três nomes por estado ? E a equação vira maior quando é preciso negociar com as outras agremiações da coligação, tendo em visto a dificuldade (quase impossibilidade) de completar o quociente eleitoral sozinho na eleição para Federal.

A média de candidatos a Deputado por partido na eleição 2014 foi 193. E os dois que tiveram o maior “retorno” foram o Partido Progressista (PP) e Partido Social Democrático (PSD), com número de candidatos inferior à media e, por consequência, um número de votos por candidato mais importante. Nestes partidos, a “taxa de sucesso” é superior a 20 %. Ou seja, de cada cinco candidatos, um é eleito.

Por outro lado, se PT e PMDB apresentaram muitos candidatos (acima de 300) e conseguiram de fato as maiores bancadas, número não é sinônimo de eleição: o PSOL foi quem mais indicou representantes ao sufrágio (386), seguido do PSB (372), obtendo bancadas de, respectivamente, 5 e 34. Se, no caso do PSOL, há uma componente programática inegável a influenciar o resultado aritmético, para o PSB é possível comparar: foram 372 candidatos para obter 34 eleitos, enquanto o PR conseguiu a mesma bancada com somente 182 nomes apresentados. E com os devidos reflexos no financiamento das campanhas pelo diretório nacional.

A tabela a seguir indica os números de candidatos por partido, o número de eleitos, a “taxa de sucesso” (percentual de eleitos x candidatos), e a média de votos nominais (sem os votos de legenda) por candidato.

Tabela Eleição Federal, Brasil, 2014 > 2014 BR votos Federal + candidatos + % sucesso