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“Distritão” em 2014: 45 mudanças, PT e PMDB empatados.

22 de fevereiro de 2015 Deixe um comentário

A Câmara dos Deputados em sua nova legislatura retomou o tema da Reforma Política com a criação de uma nova Comissão Especial.
Caro, entre outros, ao Vice-Presidente da República Michel Temer (PMDB), o sistema eleitoral chamado de “Distritão” voltará aos debates. Trata-se de considerar cada Estado e o Distrito Federal como um “distrito” e, na apuração dos votos, somente levar em consideração as votações nominais dos candidatos, elegendo os mais votados para as respectivas vagas.
A simplicidade do sistema, facilmente compreensível ao eleitor, representaria uma mudança filosófica no entendimento tanto do Legislador quanto dos tribunais superiores (TSE e STF) que tendem até agora privilegiam os partidos políticos. Com o Distritão, os votos de legenda e as coligações se tornam inúteis. E mesmo um grande “puxador de votos” não conseguiria mais eleger candidatos com votação inferior, como ocorre regularmente no Estado de São Paulo por exemplo. Os defensores da sistema também acreditam que este resultaria numa grande diminuição dos partidos políticos com representação na Câmara (hoje 28), o que não se confirma com a hipótese do Distritão em 2014 a seguir.

Distritão 2014. 26 partidos no lugar de 28, PT e PMDB empatam na corrida à maior bancada.

Se o Distritão tivesse sido adotado na eleição 2014 para eleger os 513 Deputados Federais, 8 partidos teriam ampliado suas representações, 6 a teriam mantido, 12 a teriam visto diminuir e 2 (PSDC e PTC) teriam perdido seus dois parlamentares.

PMDB e PSD (+6 cada) e PT (+3) seriam os mais avantajados, enquanto PV e PHS (-3 cada) os mais prejudicados.

PMDB e PT empatariam com a maior bancada, com 71 eleitos cada.

Partido eleitos + Distritão
PT 68 2 5 71
PMDB 65 2 8 71
PSDB 54 2 2 54
PSD 36 1 7 42
PP 38 2 2 38
PSB 34 2 2 34
PR 34 3 1 32
PTB 25 3 2 24
DEM 21 1 3 23
PDT 20 1 2 21
PRB 21 4 2 19
PSC 13 0 2 15
SD 15 2 0 13
PC do B 10 0 2 12
PROS 11 1 0 10
PPS 10 2 1 9
PSOL 5 0 1 6
PV 8 3 0 5
PTN 4 1 0 3
PRP 3 2 2 3
PHS 5 3 0 2
PMN 3 1 0 2
PEN 2 2 1 1
PT do B 2 1 0 1
PRTB 1 0 0 1
PSL 1 0 0 1
PSDC 2 2 0 0
PTC 2 2 0 0
513 45 45 513

 

Distritão 2014. 45 mudanças de eleitos.

ACRE: sem mudanças

ALAGOAS: Nivaldo Albuquerque (PRP/66.910 votos) eleito no lugar de Paulão (PT/53.284 votos).

AMAZONAS: sem mudanças

AMAPÁ: Fátima Pelaes (PMDB/17.542 votos) eleita no lugar de Jozi Rocha (PTB/10.007 votos).

BAHIA: Fernando Torres (PSD/66.215 votos) eleito no lugar de Uldurico Junior (PTC/39.904 votos).

CEARÁ: sem mudanças

DF: Alírio Neto (PEN/78.945 votos) e Vitor Paulo (PRB/71.381 votos) eleitos no lugar de Laerte Bessa (PR/32.843 votos) e Augusto Carvalho (SD/39.461 votos).

ESPÍRITO SANTO: Vandinho Leite (PSB/86.506 votos) e Norma Ayub (DEM/64.969 votos) eleitos no lugar de Marcus Vicente (PP/45.525 votos) e Evair de Melo (PV/48.829 votos).

GOIÁS: Jorge Kajuru (PRP/106.291 votos) eleito no lugar de Pedro Chaves (PMDB/77.925 votos).

MARANHÃO: Trinchão (PSD/87.793 votos), Alberto Filho (PMDB/67.885 votos), Davi Alves Silva Jr (PR/63.706 votos) e Chiquinho Escórcio (PMDB/56.983 votos) eleitos no lugar de Aluisio Mendes (PSDC/50.658 votos), Junior Marreca (PEN/50.962 votos), João Castelo (PSDB/52.783 votos) e André Fufuca (PEN/56.879 votos).

MINAS GERAIS: Renato Andrade (PP/78.151 votos), Walter Tosta (PSD/77.535 votos), Humberto Souto (PPS/70.924 votos), Carlos Mosconi (PSDB/66.550 votos) e Geraldo Thadeu (PSD/61.622 votos) eleitos no lugar de Brunny Gomes (PTC/45.381 votos), Delegado Edson Moreira (PTN/49.391 votos), Dâmina Pereira (PMN/52.679 votos), Pastor Franklin Lima (PTdoB/58.085 votos) e Marcelo Álvaro Antônio (PRP/60.384 votos).

MATO GROSSO DO SUL: Fábio Trad (PMDB/67.508 votos) eleito no lugar de Dagoberto Nogueira (PDT/54.813 votos).

MATO GROSSO: Procurador Mauro (PSOL/84.208 votos) eleito no lugar de Valtenir Pereira (PROS/62.923 votos).

PARÁ: Raul Batista (PRB/104.356 votos) e Nelio Aguiar (DEM/84.601 votos) eleitos no lugar de Chapadinha (PSD/63.671 votos) e Arnaldo Jordy (PPS/70.950 votos).

PARAÍBA: sem mudanças

PERNAMBUCO: Mozart Sales (PT/73.967 votos) eleito no lugar de Kaio Maniçoba (PHS/28.585 votos).

PIAUÍ: Flavio Nogueira (PDT/88.765 votos) eleito no lugar de Capitão Fabio Abreu (PTB/80.839 votos)

PARANÁ: Osmar Bertoldi (DEM/81.789 votos), Reinhold Stephanes (PSD/78.064 votos) e Nelson Padovani (PSC/75.519 votos) eleitos no lugar de Leopoldo Meyer (PSB/59.974 votos), Diego Garcia (PHS/61.063 votos) e Toninho Wandscheer (PT/71.822 votos).

RIO DE JANEIRO: Marquinho Mendes (PMDB/45.581 votos), Walney Rocha (PTB/43.656 votos) e Wadih Damous (PT/37.814 votos) eleitos no lugar de Alexandre Valle (PRP/26.526 votos), Luiz Carlos Ramos (PSDC/33.221 votos) e Ezequiel Teixeira (SD/35.701 votos).

RIO GRANDE DO NORTE: sem mudanças

RONDÔNIA: Agnaldo Muniz (PSC/25.204 votos) eleito no lugar de Lindomar Garçon (PMDB/24.146 votos).

RORAIMA: Eduardo Campos (PP/16.942 votos, terceira maior votação no Estado) eleito no lugar de Carlos Andrade (PHS/6.733 votos).

RIO GRANDE DO SUL: José Fogaça (PMDB/103.006 votos), Fernando Marroni (PT/94.275 votos) e Ronaldo Zulke (PT/93.926 votos) eleitos no lugar de José Stédile (PSB/60.523 votos), Ronaldo Nogueira (PTB/77.017 votos) e José Otávio Germano (PP/81.503 votos).

SANTA CATARINA: Edson Bez (PMDB/102.633 votos) e Angela Albino (PCdoB/87.954 votos) eleitos no lugar de Geovania de Sá (PSDB/52.757 votos) e Carmen Zanotto (PPS/78.607 votos).

SERGIPE: sem mudanças.

SÃO PAULO: Estado onde haveria mais mudanças, em razão das votações extraordinárias de Celso Russumanno (PRB/1.524.361 votos) e Tiririca (PR/1.016.796 votos), que permitiram a candidatos menos votados destes partidos (não havia coligação para nenhum dos dois) eleger-se.

Mendes Thame (PSDB/106.676 votos), Ricardo Silva (PDT/98.870 votos), Luiz Carlos Motta (PTB/94.992 votos), Walter Ihoshi (PSD/88.070 votos), Netinho de Paula (PCdoB/82.105 votos), Junji Abe (PSD/79.909 votos), Luiz Claudio Marcolino (PT/78.626 votos) e Dr Ubiali (PSB/77.963) eleitos no lugar de Fausto Pinato (PRB/22.097 votos), Marcelo Squassoni (PRB/30.315 votos), Beto Mansur (PRB/31.301 votos), Miguel Lombardi (PR/32.080 votos), Sérgio Reis (PRB/45.330 votos), Capitão Augusto (PR/46.905 votos), Dr Sinval Malheiros (PV/59.362 votos) e Roberto de Lucena (PV/67.191 votos).

TOCANTINS: Junior Coimbra (PMDB/43.270 votos) eleito no lugar de Professora Dorinha (DEM/41.802 votos).

Rio de Janeiro 2010 sem coligações

17 de fevereiro de 2013 Deixe um comentário

Desde sua última reunião programada (e cancelada) em 9 de maio de 2012, a Comissão da Reforma Política na Câmara dos Deputados continua no impasse quanto ao relatório do Deputado Henrique Fontana (PT-RS). Após o período eleitoral municipal, ainda se aguarda a convocação de nova reunião. Três pontos, no entanto, estão sendo discutido nos corredores e nos gabinetes: financiamento de campanha, suspensão temporário de registro de novos partidos, e fim das coligações nas eleições proporcionais.

No Senado Federal continua avançando uma PEC que, após voltar à CCJ para ser reaprovada em 13 de junho do ano passado, aguarda votação no Plenário. Ela trata justamente do fim das coligações para as eleições proporcionais. Este ponto parece ser consensual, pelo menos entre os grandes partidos.

O principal resultado prático desta medido seria a diminuição do número de partidos representados nas assembléias legislativas municipais, estuaduais e federais. Esta redução teria se verificado nas eleições de outubro de 2010 no Estado do Rio de Janeiro.

Bancada Federal: PMDB líder isolado, quatro partidos sem Deputados.

A aplicação da proibição das coligações nas eleições proporcionais, se aplicada no Rio de Janeiro na eleição 2010 (e com os mesmos candidatos que os efetivamente inscritos), não teria “revolucionado” a representação federal. As modificações teriam sido “adequações”. Nota-se que, nas duas opções (com e sem coligações), a votação de Garotinho (PR) (694.862 votos) teria o mesmo efeito: eleição de 8 Deputados

A bancada Federal do Estado do Rio de Janeiro 2010 com e sem coligações > RJ 2010 Federal com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

O PMDB aumenta sua representação com Nelson Bornier (72.352 votos) e Fernando Jordão (70.022 votos), o DEM teria mandado a Brasília o Tio Carlos (48.793 votos), Edmilson Valentim (PCdoB) (44.476 votos) teria acompanhado Jandira Feghali, e Pedro Ricardo (PRB) (17.594 votos) teria se juntado a Vitor Paulo.

Por outro lado, Simão Sessin (PP) (77.800 votos) não teria ido a Brasília, enquanto 4 partidos também perdiam seu único representante fluminense na Câmara dos Deputados: os dois eleitos pela coligação PTB/PHS: Walney Rocha (PTB) (51.203 votos) e Felipe Bornier (PHS) (44.236 votos); da mesma forma, sem PRP e PSL, o PRTB não teria tido bastante votos para eleger Auréo (PRTB), e enfim Stepan Nercessian (PPS) não podia contar com a coligação com DEM e PSDB apesar de seus sólidos 84.006 votos.

Assembléia Legislativa: PMDB, PDT e PR ganham um representante cada.

Poucas mudanças sem coligações no Rio em 2010 para a bancada estadual, com fortalecimento dos 3 principais partidos.

Bancada estadual fluminense 2010 com e sem coligações > RJ 2010 Estadual com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

Teriam sido eleitos Rosenverg Reis (PMDB) (38.059 votos); Jânio Mendes (PDT) (21.691 votos) e Verônica Costa (PR) 25.594 votos. Essiomar Gomes (PP) (23.983 votos).

Essas quatro mudanças teriam deixado de fora da Assembléia Legislativa José Luiz Nanci (PPS) (28.798 votos); Alessandro Calazans (PMN) (44.549 votos); Waguinho Sempre Juntos (PRTB) (34.820 votos), eleito graças à coligação PRTB/PSL; e Geraldo Moreira (PTN) (21.987 votos), eleito pela coligação PTN/PHS.

Piauí 2010 sem coligações

Desde sua última reunião programada (e cancelada) em 9 de maio, a Comissão da Reforma Política na Câmara dos Deputados continua no impasse quanto ao relatório do Deputado Henrique Fontana (PT-RS).

No Senado Federal, todavia, continua avançando uma PEC que, após voltar à CCJ para ser reaprovada em 13 de junho, aguarda votação no Plenário. Ela trata do fim das coligações para as eleições proporcionais. Este ponto parece ser consensual, a Cerefpol da Câmara também preconisa o fim da coligações nas propocionais.

O principal resultado prático desta medido seria a diminuição do número de partidos representados nas assembléias legislativas municipais, estuaduais e federais. Esta redução teria se verificado nas eleições de outubro de 2010 no Estado do Piauí.

Bancada Federal: PT, PMDB e DEM continuam no empate, três partidos fora.

Se não houvesse coligações em 2010 em Piauí, o Governador Wilson Martins teria perdido o único representante de seu partido (PSB) na Câmara dos Deputados, apesar deste ter sido o terceiro mais votado no Estado. Ele, no entanto, teria conservado sua base de apoio de 6 deputados nos 10 que conta o Piauí.

A bancada Federal do Estado do Piauí 2010 com e sem coligações > PI 2010 Federal com-sem  (apertar a seta “voltar” após leitura)

Além dos dois deputados já eleitos por cada um destes partidos, o DEM poderia contar com Mainha (89.940 votos), o PMDB com Joãozinho Unimagem da Parnaíba (23.546 votos) e o PT com Nazareno (44.985 votos)

Por outro lado, Átila Lira (PSB) não teria sido eleito apesar de sua terceira maior votação (120.528 votos). Também não teriam ido a Brasília Osmar Júnior (PCdoB), sétimo mais votado (95.985 votos) nem Iracema Portela (PP), oitavo mais votado (91.532 votos).

Assembléia Legislativa: PT maior bancada, três partidos saem.

Sem coligações em 2010, 3 dos 11 partidos que elegeram representantes na Assembléia Legislativa do Estado do Piauí não estariam presentes. Seriam adequações intra-coligações (o PDT recuperaria a vaga do PP e o PSDB a do PPS) ou insuficiência de votos para atingir o Quociente Eleitoral (PTC).

O PT, que já particava do pleito sem coligação, recuperaria uma cadeira, tornando-se a maior bancada tendo em vista a perda de um eleito do PMDB.

Bancada estadual piauiense 2010 com e sem coligações > PI 2010 Estadual com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

4 das 30 cadeiras teriam mudado de dono: Magalhães (21.429 votos) teria aumentado a bancada do PT, bem como Nerinho (22.491 votos) a do PTB, Joninha (16.670 votos) a do PSDB e Uchoa (20.213 votos) a do PDT.

Não teriam sido eleitos: João Mádison – PMDB (22.820 votos), Margarete Coelho – PP (22.749 votos), Antônio Fpelix – PPS (23.750 votos) e Evaldo Gomes – PTC (10.900 votos).

Pernambuco 2010 sem coligações

A CPMI que investiga as relações de agentes públicos e privados com esquema de jogos ilegais centraliza todas as atenções da mídia e do Congresso Nacional. A Comissão da Reforma Política na Câmara dos Deputados continua no impasse quanto ao relatório do Deputado Henrique Fontana (PT-RS).

No Senado Federal, todavia, continua avançando uma PEC que, após voltar à CCJ para ser reaprovada em 13 de junho, aguarda votação no Plenário. Ela trata do fim das coligações para as eleições proporcionais.

Os resultados práticos do fim das coligações variam de estado a outro, mas sempre têm por efeito de diminuir o número de partidos representados, tanto nas Assembléias quanto na bancada Federal. No caso das eleições 2010 em Pernambuco, o efeito teria sido sobretudo visível na representação em Brasília. Na bancada estadual, no entanto, teria havido o “efeito Enéas”, ou seja a possibilidade de um candidato com pouquíssimos votos ser eleito graças à grande votação do melhor candidato do partido, no caso, o PSC.

Bancada Federal: PSB maior, quatro partidos fora.

Se não houvesse coligações em 2010 em Pernambuco, o PSB quase dobrado sua representação em Brasília, passando de 5 para 9 Deputados Federais. A grande coligação que apoiou a reeleição do Governador Eduardo Campos favoreceu, em particular, o PDT, que perderia seus dois representantes em Brasília.

A bancada Federal do Estado de Pernambuco 2010 com e sem coligações > PE 2010 Federal com-sem  (apertar a seta “voltar” após leitura)

O PSB, que teria direito a 9 vagas na representação na Câmara dos Deputados, só apresentou aos eleitores 7 nomes, que seriam então todos eleitos, incluídos Ninho (37.968 votos) e Osinaldo (12.774 votos). É claro que, se o fim das coligações estivesse de fato em vigor em 2010, o partido teria apresentado mais candidatos.

O PT, além dos 4 eleitos, poderia também contar com Josenildo (34.316 votos). O PP também teria direito a uma terceira vaga, mas somente dois candidatos (eleitos) foram apresentados aos eleitores pela agremiação.

Por outro lado, o PTB teria perdido Jorge Corte Real (60.643 votos), e quatro partidos não teriam representantes pernambucanos na Capital Federal: PDT, Wolney Queiroz, 113.885 votos (décimo-terceiro mais votado) e Paulo Rubem, 41.728 votos; PCdoB, Luciana Santos, 105.253 votos (décima-quarta mais votada); PMDB, Raul Henry, 90.106 votos; e PSC, Cadoca, 72.163 votos.

ALEPE: sem muita mudança, 2 partidos saem, 1 entra.

15 partidos elegeram representantes na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco em 2010. É notável o exemplo da coligação PPS/PMDB/PMN que, juntos, conseguiram duas vagas. Sem coligação, nenhum teria sido eleito.

Por outro lado, o PP, inserido na coligação principal de apoio ao Governador Eduardo Campos (junto com 8 outros partidos) conseguiu sozinho o Quociente Eleitoral, mas seus votos foram aproveitados por outros candidatos da coligação.

Bancada estadual pernambucana 2010 com e sem coligações > PE 2010 Estadual com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

5 das 49 cadeiras teriam mudado de dono: o PSDB teria ganho seu 6o deputado com Eduardo Porto (30.435 votos); o PR seu quarto com Esmeraldo Santos (33.152 votos); Cassia do Muinho seria a terceira integrante da bancada do PHS; no PSC, a votação do Pastor Cleiton Collins (mais votado, 137.157 votos) teria levado à Alepe a Bete dos Correios (175 votos) enquanto o PP teria eleito Zé Maurício (33.644 votos).

Não teriam sido eleitos: Diogo Moraes – PSB (36.246 votos), Francismar Pontes – PTB (34.787 votos), Ricardo Costa – PTC (21.189 votos), Gustavo Negromonte – PMDB (27.088 votos) e Ramos – PMN (20.182 votos)

Paraíba 2010 sem coligações

A atuação do Congresso Nacional neste mês de maio parece estar restrita à CPMI que investiga as relações de agentes públicos e privados com esquema de jogos ilegais. Não é o caso, as discussões, votações e o trabalho nos gabinetes continuam ocorrendo, mas alguns assuntos ficaram prejudicados. Como a Comissão Especial para a Reforma Política na Câmara dos Deputados, que ainda sofre de convergência para, no mínimo, marcar a votação do relatório Henrique Fontana (PT-RS). Nem a decisão de votar em separado os numerosos destaques conseguiu mobilizar os deputados, que continuam no impasse.

Uma medida, no entanto, parece unir a maioria, tanto na Câmara quanto no Senado. É o fim das coligações para as eleições proporcionais, já em curso na câmara alta, onde uma PEC, aprovada na CCJ, aguarda sua inscrição na pauta.

Os resultados práticos do fim das coligações variam de estado a outro, mas sempre têm por efeito de diminuir o número de partidos representados, tanto nas Assembléias quanto na bancada Federal. No caso dos Estados onde um dos partidos tem domínio, esse fica ainda maior, como na Paraíba em 2010.

Bancada Federal: PMDB majoritário, Wellington Roberto fora.

Se não houvesse coligações em 2010 na Paraíba, o PMDB teria sido o grande beneficiário, aumentando sua bancada Federal para 7 eleitos, e obtendo assim a maioria da representação do estado em Brasília.

Por outro lado, um dos importantes argumentos dos defensores das coligações nas eleições proporcionais evidencia-se com o caso de Wellington Roberto. Apesar de ser o candidato mais votado no estado (113.167 votos), seu partido (PR) não alcançou o quociente eleitoral. Ele não teria sido eleito, nem mesmo como suplente. No seu último relatório, o Deputado Henrique Fontana (PT-RS), para evitar este tipo de situação, tem previsto a supressão da verdadeira cláusula de barreira que constitui a necessidade, para o partido, de obter pelo menos um eleito para ter o direito de participar da distribuição das sobras. Seria a fórmula D´Hondt “pura”, onde se consideram as maiores médias sem outro requisito.

A bancada Federal do Estado da Paraíba 2010 com e sem coligações > PB 2010 Federal com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

Além de seus cinco eleitos, o PMDB poderiam também contar em Brasília com os Deputados Quinto e Roberto Paulino. A bancada do PT seria acrescida de Júlio Rafael (6.549 votos).

Três partidos perdem seus únicos eleitos: PR, Wellington Roberto, 113.167 votos, mais votado no Estado; PP, Aguinaldo Ribeiro, 87.572 votos, oitavo mais votado; e PDT, Dr Damião, 87.134 votos, nono mais votado.

ALPB: PMDB maior ainda, 3 partidos saem.

Passando de 8 para 12, a bancada do PMDB na Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba teria representado mais de 1/4 da casa se não tivesse coligações em 2010, favorecido, além da soma dos votos nominais, pela bela votação da legenda (45.181 votos, terceira preferência do eleitor).

Numa eleição estadual, onde as coligações são fracionadas, o efeito apurador de representatividade dos partidos do fim das coligações não é tão ressentido, mas mesmo assim a ALPB teria passado de 13 para 10 agremiações em suas cadeiras.

Bancada estadual paraibana 2010 com e sem coligações > PB 2010 Estadual com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

Seis cadeiras teriam mudado de dono: o PMDB, além de seus oito eleitos, teriam também recebido Ivaldo Morais, Irae Lucena, Mayenne-Van e Nivaldo Manoel Nini. Hervázio Bezzera teria sido o quinto eleito do PSDB, e Biu (15.755 votos) o terceiro do PSB.

O PSC, favorecido por sua coligação com o PMDB, teria sido o maior prejudicado sem coligações. Vituriano (24.482 votos) e Batinga seriam suplentes. Janduhy Carneiro (PPS) também passaria à condição de suplente, enquanto o PR (Caio, 32.307 votos, décimo-sexto mais votado), PP (Daniella Ribeiro) e PTdoB (Genival Matias) perderiam seus representantes.

Pará 2010 sem coligações

Após as águas de março, a cachoeira de abril foi um empecilho a mais na difícil negociação no seio da Comissão Especial para a Reforma Política na Câmara dos Deputados. Mas a principal pedra no caminho continua a falta de maioria dos integrantes da CEREFPOL para a votação do relatório preparado por Henrique Fontana (PT-RS). Nem a decisão de votar em separado os numerosos destaques conseguiu mobilizar os deputados, que continuam no impasse.

Uma medida, no entanto, parece unir a maioria, tanto na Câmara quanto no Senado. É o fim das coligações para as eleições proporcionais, já em curso na câmara alta, onde uma PEC, aprovada na CCJ, aguarda sua inscrição na pauta.

Os resultados práticos do fim das coligações variam de estado a outro, mas sempre tem por efeito de diminuir o número de partidos representados, tanto nas Assembléias quanto na bancada Federal. No caso do Estado do Pará, se as coligações não tivessem existido em 2010, a representação em Brasília seria a mais afetada.

Bancada Federal: só 4 partidos paraenses na Câmara.

O objetivo de redução de partidos teria sido plenamente comprido sem as coligações. Das 9 agremiações paraenses que mandaram representantes em Brasília pelo resultado de 3 de outubro de 2010, somente 4 teriam atingido o quociente eleitoral se não tivessem a possibilidade de coligar-se com os três partidos-polos: PT, PMDB e PSDB.

A bancada Federal paraense 2010 com e sem coligações > PA 2010 Federal com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

Sem coligações, além dos 4 atuais, o PMDB também teria eleito Luiz Otávio e Catarino. A bancada do PT também teria aumentado de 2 representantes, com Carlos Martins e Raimundo Marques (4.792 votos, quinquagésimo-primeiro mais votado). O PSDB poderia contar em Brasília, além dos 3 eleitos, com André Dias. Arnaldo Jordy (PPS) teria obtido seu mandato mesmo sem coligações.

5 candidatos não teriam ganho a passagem para Brasília: Zequinha Marinho (PSC) (147.615 votos, sétimo mais votado), Lúcio Vale (PR) (142.116 votos, oitavo), Lira Maia (DEM), Josué Bengtson (PTB) e Giovanni Queiroz (PDT).

Alepa: pouquíssimas mudanças. PMDB maior bancada.

Nada menos que 12 coligações ou partidos isolados disputaram a eleição estadual em 2010. Muitos tiveram que alcançar o quociente eleitoral sozinhos, o que explica as pouquíssimas mudanças que a ausência de coligações teria provocado:

Bancada estadual 2010 com e sem coligações > PA 2010 Estadual com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

Teria havido uma “troca” PMDB/PT, com a eleição de Ozório Juvenil (28.035 votos) no lugar do Prof. Alfredo Costa (22.762 votos), deixando o PMDB com a maior bancada na Assembléia Legislativa.

A outra mudança teria sido a saída de Alessandro Novelino (23.389 votos), deixando o PMN sem representante, e a entrada do Dr. Haroldo Martins (33.921 votos), dobrando a bancada do DEM.

Mato Grosso 2010 sem coligações

Março de 2012 já chegou ao fim, e a Comissão Especial da Reforma Política na Câmara dos Deputados tenta driblar o sério inconveniente de ter suas sessões nas quartas-feiras à tarde para conseguir votar a última versão do relatório preparado pelo Deputado Henrique Fontana (PT-RS). Várias vezes atropelada por sessões importantes no Plenário, a votação deve no entanto ocorrer logo, e será seguida pela discussões dos numerosos destaques acertados com o relator. Foi a forma encontrada para tentar avançar num tema complicado, e sobretudo onde pouquíssimos pontos consensuais foram identificados.

Uma medida, no entanto, parece unir a maioria, tanto na Câmara quanto no Senado. É o fim das coligações para as eleições proporcionais, já em curso na câmara alta, onde uma PEC, aprovada na CCJ, aguarda sua inscrição na pauta.

Os efeitos do fim das coligações variam de estado a outro, mas sempre tem por efeito de diminuir o número de partidos representados, tanto nas Assembléias quanto na bancada Federal. No Mato Grosso, se a regra já estivesse em vigor em 2010, os resultados teriam sido estes.

Bancada Federal : PR cresce, PT recupera a vaga, 3 partidos saem

O Governador, reeleito em primeiro turno com 51,21 %, Silval Barbosa (PMDB), teria gostado até mais da bancada Federal sem coligações, apesar de não poder conter com o único eleito do PMDB, Carlos Bezerra, que seria substituido por Saguas (PT). Teriam sido 6 deputados integrantes da coligação Mato Grosso em Primeiro Lugar, ou seja 1 a mais que no escrutino de outubro de 2010.

Para a comparação com/sem coligações, usou-se o resultado definitivo publicado pelo TRE-MT em 16 de junho de 2011, contando com os 81.454 votos de Pedro Henry Neto (PP), que tinha o registro indeferido em 03 de outubro de 2010.

Composição da bancada Federal do Mato Grosso 2010 > MT 2010 Federal com-sem (apertar a seta voltar após leitura)

Os excelentes resultados do PR de Wellington Fagundes e Homero Pereira (os dois mais votados) teriam levado também em Brasília Joana (58a votada, 942 votos). Incorporariam a representação Federal Thelma de Oliveira (PSDB) e Saguas (PT).

Em compensação, teriam ficado em Cuiabá Valtenir (PSB), terceiro mais votado (101.907 votos), Carlos Bezerra (PMDB), quarto mais votado (90.780 votos) e Júlio Campos (DEM).

Sem a “claúsula de barreira” da média mínima de 1 para participar da distribuição das sobras, o resultado, ainda que sem coligações, teria sido muito parecido com o real de 2010, com uma única alteração: o eleito do DEM deixaria a vaga para o do PT. Esta modificação para a definição das vagas está prevista no relatório Fontana.

Assembléia Legislativa: PR e PP empatados, 4 partidos saem.

O objetivo principal do fim das coligações nas eleições proporcionais, a diminuição do número de partidos, seria atingido nas bancadas da AL. A eleição 2010 foi até um exemplo da força da união: PDT/PPS/PSB/PV, coligados, elegeram 3 deputados. Sozinhos, não teriam nenhum. Mesma constatação para os seis partidos que, juntos, elegeram um candidato do PTB. Separados, não haveria quociente eleitoral. O PP seria o mais favorecido, sua bancada passando de 5 a 7 deputados, igualando assim o PR, que também ganharia um eleito.

Composição da Assembléia Legislativa > MT 2010 Estadual com-sem (apertar a seta voltar após leitura)

Nininho (PR), Luizinho Magalhães (PP), Deucimar (PP), Alexandre Cesar (PT) e Avallone (PSDB) (15.322 votos) teriam sido eleito.

Teté Bezerra (PMDB), Zeca Viana (PDT), Luiz Marinho (PTB), Percival Muniz (PPS) (26.178 votos) e Luciane Bezerra (PSB) não teriam assento na AL.

Com a proposta de Henrique Fontana (PT-RS) de distribuir as sobras entre todas as agremiações, e não mais somente às que tiveram pelo menos um eleito, a fisionomia da AL seria muito parecida com a atual, mesmo sem coligações. Uma diferença importante, no entanto: o PMDB só teria 3 eleitos, perdendo duas vagas: uma para o PP, a outra para o PT. Todos os atuais partidos seriam representados.