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DF 2014: Rodrigo Rollemberg eleito 17o Governador do DF

rodrigorollemberg

A eleição 2014 para Governador no DF termina com a eleição do atual Senador Rodrigo Rollemberg (PSB) em segundo turno. Socialista histórico (fundador do partido), Rollemberg traz o PSB pela primeira vez ao Palácio do Buriti, a frente de uma das menores coligações da história dos governadores eleitos, reunido quatro partidos (PSB/PDT/PSD e SD).

Dos seis candidatos presentes ao primeiro turno, foram eliminados Perci Marrara (PCO), com registro de candidatura indeferido no TSE, recolhendo 2.432 votos contabilizados como nulos; Toninho do PSOL, Pitiman (PSDB) e o candidato à reeleição Agnelo Queiroz (PT). Confira o resultado dos 5 candidatos com registro deferido no 1o turno > 2014 DF Governador Resultado 1º turno

Neste primeiro turno, Rollemberg venceu em 20 das 21 Zonas Eleitorais > 2014 DF Gov 1o turno

No segundo turno da eleição, Rodrigo Rollemberg venceu com 812.036 votos (em 2010, Agnelo tinha recolhido 875.612 sufrágios). Confira o resultado do segundo turno > 2014 DF Governador 2º turno por ZE

Neste segundo turno, Rollemberg venceu em 12 das 21 Zonas Eleitorais > 2014 DF Gov 2o turno

 

Eleições 2014 no DF. Histórico eleitoral dos candidatos ao GDF

Histórico eleitoral dos candidatos ao Governo do Distrito Federal na eleição 2014:

 

Agnelo (PT) – 13:

 

1990: eleito Deputado Distrital pelo PCdoB com 4.387 votos (0,64 % dos votos válidos), 13º mais votado, 5º da coligação (atrás de Carlos Alberto, Abadia, Jonas Vettoraci e Benício Tavares).

 

1994: eleito Deputado Federal pelo PCdoB com 23.979 votos (3,84 % dos votos válidos), 7º mais votado, 3º na coligação (atrás de Chico Vigilante e Augusto Carvalho).

 

1998: eleito Deputado Federal pelo PCdoB com 65.752 votos (6,58 % dos votos válidos), 5º mais votado, 1º na coligação.

 

2002: eleito Deputado Federal pelo PCdoB com 95.879 votos (7,85 % dos votos válidos), 4º mais votado, 2º na coligação após Maninha.

 

2006: não eleito para Senador pelo PCdoB com 544.313 votos (42,93 % dos votos válidos). A única vaga ficou com Roriz.

 

2010: eleito Governador pelo PT com 676.394 votos no 1º turno (48,41 % dos votos válidos) e 875.612 votos no 2º turno (66,10 % dos votos válidos).

 

2014: Candidato à reeleição pelo PT.

 

 

Jofran Frejat (PR) – 22:

1990: eleito Deputado Federal pelo PFL com 22.785 votos (4,15 % dos votos válidos). 6º colocado na geral, 4o na coligação atrás de Paulo Octávio, Osório Adriano e Benedito Domingos.

 

1994: eleito Deputado Federal pelo PP com 35.897 votos (5,75 % dos votos válidos). 7º colocado na geral, 4o na coligação atrás de Vigão, Osório Adriano e Benedito Domingos.

 

1998: eleito Deputado Federal pelo PPB com 80.389 votos (8,05 % dos votos válidos), 3º colocado na geral e na coligação atrás de Vigão e Tadeu Filippelli.

 

2002: 3o colocado na eleição para o Senado (não eleito) pelo PPB com 433.650 votos (19,12 % dos votos válidos) atrás de Cristovam (PT) e Paulo Octavio (PFL), eleitos.

 

2006: eleito Deputado Federal pelo PTB com 69.450 votos (5,27 % dos votos válidos), 5º colocado na geral, segunda na coligação atrás de Tadeu Filippelli.

 

2010: Candidato a Vice pelo PR, com Weslian Roriz (PSC) candidata a Governadora. Obtiveram 440.128 votos (31,50 % dos votos válidos) no primeiro turno, e 449.110 (33,90 %) no segundo turno, perdendo a eleição para Agnelo (PT), eleito Governador, e Tadeu Filippelli (PMDB), eleito Vice.

 

 

Pitiman (PSDB) – 45:

 

2010: Eleito Deputado Federal pelo PMDB com 51.491 votos (3,66 % dos votos válidos), mais votado da coligação.

 

 

Perci Marrara (PCO) – 29:

 

2006: Candidata a Deputada Distrital pelo PCO com 180 votos.

 

2010: Candidata a Deputado Federal pelo PCO, com registro indeferido. Obteve 505 votos.

 

 

Rollemberg (PSB) – 40:

 

1990: Suplente de Deputado Distrital pelo PSB com 2.031 votos (0,30 % dos votos válidos) , 59º mais votado, 16º da coligação

 

1994: Suplente de Deputado Distrital pelo PSB com 4.557 votos (0,67 % dos votos válídos), 39º mais votado, 8º da coligação atrás de Pedro Celso, Magela, Maninha, Lucia Carvalho, Wasny, Claudio Monteiro e Cafu.

 

1998: Eleito Deputado Distrital pelo PSB com 15.942 votos (1,59 % dos votos válidos), 5º mais votado, 1º da coligação.

 

2002: 4º colocado no 1º turno para Governador com 82.369 votos (6,79 % dos votos válidos), atrás de Roriz, Magela e Benedito Domingos.

 

2006: Eleito Deputado Federal pelo PSB com 55.917 votos (4,25 % dos votos válidos), 9º mais votado, 2º da coligação atrás de Magela .

 

2010: Eleito Senador pelo PSB com 738.575 votos (33,03 % dos votos válidos). Havia duas vagas para Senador, o outro eleito, mais votado, foi Cristovam Buarque com 833.480 votos.

 

 

Toninho do PSOL – 50:

 

2006: 4º colocado no 1º turno para Governador pelo PSOL com 55.898 votos (4,24 % dos votos válidos), atrás de Arruda, Abadia e Arlete.

 

2010: 3º colocado no 1º turno para Governador pelo PSOL com 199.095 votos (14,25 % dos votos válidos), atrás de Agnelo e Weslian Roriz.

Distrito Federal sem coligações

25 de setembro de 2011 1 comentário

Enquanto a reforma política continua seguindo seu(s) curso(s) no Senado Federal, na Câmara dos Deputados, nos partidos políticos, nas ONGs e nos movimentos sociais, um dos pontos que parece ter uma maioria razoável a seu favor é o fim das coligações nas eleições proporcionais.

Alguns estudos que circulam, particularmente na Câmara, indicam que esta modificação traria, além de uma maior coerência política impedido união eleitorais de partidos de origem programática diferente,  uma redução do número de partidos com representantes, e uma diminuição do “efeito Eneas”, quando um candidato campeão de votos permite a eleição de outros com votação não representativa.

No caso de Distrito Federal, levando em consideração os números da eleição 2010, tomando por base os números publicados pelo TRE-DF relativos aos votos por partido (resumo-votacao-partidos-Deputado-Distrital) a proibição das coligações teria provocado, na Câmara Legislativa, muitas diferenças de nomes dos eleitos, como já publicamos aqui (https://politicadfemnumeros.wordpress.com/2011/03/23/a-cldf-sem-coligacoes/)

Em relação aos partidos representados, haveria uma diminuição significativa de 17 para 10: 2010 Pie Distrital coligações A situação mais estranha é a do PPS. O partido elegeu dois representantes na atual Legislatura (Alírio Neto e Cláudio Abrantes), em coligação com o PHS. Sem a soma dos dois partidos, o quociente eleitoral não seria atingido por nenhuma das formações. É o mesmo processo que tiraria da Câmara o PMN e o PP que, numa coligação, elegeram dois deputados (Celina Leão e Benedito Domingos) mas, sozinhos, nenhum dos dois partidos seria representado.

Na CLDF, a relação de força Governo/oposição, baseada nos partidos integrantes das coligações na eleição majoritária, que foi de 15/9 no sistema atual, teria sido de 14/10.

Para Federal, o TRE-DF não disponibilizou a discriminação dos votos de legenda por partido, só por coligação. Esta relação foi auferida pelos boletins de urna : dispatch federal. Com base nestes números, a representação do Distrito Federal na Câmara dos Deputados teria, sem as coligações, uma fisionomia totalmente diferente da atual: 2010 Pie Federal coligações

A bancada Federal do DF seria inteiramente da base dos Governos Federal e Distrital, contando somente dois partidos, o PT e o PDT. A grande diferença com a atual situação se deve ao sistema de cálculo das sobras. O PT elegeria diretamente, pelo quociente, 2 deputados, e 1 pelo PDT. Para entrar no cálculo das sobras, é necessário que o partido tenha pelo menos um candidato eleito. Por esta razão, e apesar de ter mais de 168 mil votos, o PR, por exemplo, não entraria no cálculo de divisão das 5 vagas ainda a prover nas sobras (também chamadas de “média”).

O PT teria o reforço de João Maria (2.191 votos), enquanto a votação excepcional de Reguffe permitiria aos dois candidatos do PDT Célio do Aquário (570 votos) e Alessandro Camelo (337 votos) de representar o DF na Câmara dos Deputados, enquanto Jaqueline Roriz (PMN, 100.051 votos nominais) ou Izalci  (PR, 97.914 votos nominais) não seriam nem suplentes.

Pelo exemplo prático da representação do DF na Câmara dos Deputados, o fim das coligações nas eleições proporcionais cogitado na reforma política, se permitiria de fato a redução do número de partidos representados, traria também uma considerável ampliação do “efeito Eneas” bem como uma distorção da representação política do eleitorado com uma bancada 100% da base. Em números absolutos, o conjunto da bancada representaria 46,74 % dos votos válidos.

Ademais, a citação do ex-Deputado Federal Enéas Carneiro como gerador de um “efeito” que levaria à Câmara dos Deputados candidatos da mesma coligação, mas de outros partidos, está equivocada. Em 2002, em São Paulo, o Prona, então partido de Enéas, se apresentou sozinho, sem coligação, aos eleitores.

Origem de votação de Pitiman DFe 2010

 

Composição geográfica da votação do candidato.

Foram agrupadas as ZEs 1 e 14 em “Plano Piloto”; 3, 15 e 19 em “Taguatinga/A. Claras/Vicente Pires”; 4 e 19 em “Gama/Sta Maria”; 8, 12, 16 e 20 em “Ceilândia”, 13 e 21 em “Samambaia/Recanto das Emas”.

Link do gráfico: 2010 Pitiman DFe

Categorias:2010, Federal, Pitiman