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2018, BR, votação Federais e cláusula de barreira

(arte G1)

A votação dos candidatos a Deputado Federal é o critério para a distribuição do Fundo Partidário durante os quatro anos da legislatura. A partir deste ano, e com condições aumentando gradativamente até 2030, o porcentagem de votos válidos e o número de eleitos são também observados para a participação ao fundo e ao tempo de TV gratuito.

NB: os resultados considerados são provisórios. Dezenas de candidatos, às vezes nominatas inteiras (como é o caso do PT no Amapá) concorreram com registros indeferidos. O resultado do julgamento dos recursos no TSE pode modificar tanto a composição da Câmara quanto o número e o percentual de votos válidos. 

 

Votação: PSL mais votado, MDB e PSDB reduzidos à metade.

O partido do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro foi o que recebeu mais sufrágios, totalizando 11,5 milhões de votos. Todos os outros grandes partidos tradicionais perderam votos, alguns como MDB e PSDB recolhendo a metade da votação de 2014.

Em volume de votos, os partidos que mais ganharam foram, além do PSL (+ 10,6 milhões), o Podemos/PTN (+ 1,5 milhão), PSOL, AVANTE/PTdoB e PDT (+ 1 milhão cada).

O Novo foi o partido estreante com maior sucesso, recebendo 2,7 milhões de votos e alcançando a 13a posição do ranking.

Mais perderam o MDB (- 5,3 milhões), o PSDB (- 5,2 milhões), o PT (- 3,4 milhões), PTB (- 1,9 milhão) e PP (- 900 mil).

Em termos percentuais, PSL (+ 1.316 %), Podemos/PTN (+ 210 %), PPL (+ 173 %), Avante/PTdoB (+ 127 %) e Patriotas/PEN (+ 114 %) foram destaques.

No campo negativo, PCO (que teve registro negado em vários estados) (- 78,5 %), PSTU (- 78,0 %), MDB (- 49,6 %), PTB (- 48,3 %) e PSDB (- 46,7 %).

Confira a votação completa na eleição de Deputado Federal no Brasil com comparativo 2014/2018 > BR 2014-2018 votos Federais

 

Eleitos: PT consegue a maior bancada, migrações são previstas.

Com 56 Deputados Federais, o PT obteve na eleição de 7 de outubro a maior bancada na próxima legislatura. Algumas candidaturas ainda dependendo de julgamentos do TSE podem até aumentar este número. O PSL aparece com o fenômeno da eleição 2018, passando de 1 (sem levar em consideração as adesões durante o mandato) para 52 eleitos. O PP tem a terceira maior bancada (37 eleitos), à frente de MDB e PSD com 34 cada.

Em número de eleitos em relação a 2014, o PSL se destaca (+ 52), seguido de PRB e PDT (+ 9 cada) e DEM e Novo (8 cada).

O MDB perdeu quase a metade de sua bancada (- 32), e os outros grandes perdedores foram PSDB (- 25), PTB (- 15) e PT (- 13).

Confira o número de eleitos (no dia do pleito) com comparativo 2014/2018 > BR 2014-2018 eleitos Federais

 

Cláusula de desempenho

Entrando em vigor a partir de 2018 e com regras gradativamente mais duras até 2030, a cláusula de desempenho (ou de barreira) deve atingir 13 ou 14 partidos. Para o 2018, os partidos tinham de obter pelo menos 1,5% dos votos válidos, distribuídos em, no mínimo, um terço das unidades da federação, com um mínimo 1% dos votos válidos em cada uma delas; ou ter eleito pelo menos 9 deputados, distribuídos em, no mínimo, um terço das unidades da federação.

19 partidos elegeram menos de 9 Deputados: PCO (0), PSTU (0), PCB (0), PMB (0), PRTB (0), DC (1), PPL (1), REDE (1), PTC (2), PMN (3) PRP (4), PV (4), PATRI (5), PHS (6), AVANTE (7), PPS (8), PSC (8), PROS (8) e NOVO (8).

Destes, 6 atingiram uma votação nacional acima de 1,5 %: PPS, PV, PSC, AVANTE, PROS E NOVO, garantido a superação da cláusula.

O caso do PCdoB depende de cálculos e de recursos. Não atingiu 1,5 % dos votos nacionais, mas elegeu 9 Deputados. Só que em 7 estados, e não em 9 (um terço, como previsto na lei). Há ainda candidaturas dependendo de decisão do TSE, em particular a de Isaac Carvalho (BA), que obteve mais de 100 mil votos. Uma vez todos os recursos julgados, o PCdoB saberá se poderá se adequar a pelo menos uma das condições. No atual momento, ele é o 14o partido a ser atingido pela barreira.

Há sinalizações no TSE da possibilidade de fusão e/ou incorporações de partidos, permitindo assim a um ou vários destes 14 atingir um dos mínimos exigidos.

 

Resultados dos partidos por Estado

Confira as melhores e piores resultados dos partidos por Estado > BR 2018 Federais Resultados por Partido

 

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2018, DF, Federais: só 3 coligações atingem o Quociente Eleitoral

8 de outubro de 2018 4 comentários

(Bia Kicis/PRP, 3a mais votada mas eleita na última sobra)

 

A eleição 2018 para a bancada dos 8 Deputados Federais pelo DF ocorreu com 14 coligações e/ou partidos sozinhos.

Destes, três atingiram o Quociente Eleitoral.

Confira os votos e os eleitos das coligações > 2018 DF Federais tabela votos coligações

A ordem da votação nominal foi: 1. Flávia Arruda (PR) 121.340 votos (8,43 %), 2. Érika Kokay (PT) 89.986 votos (6,25 %), 3. Bia Kicis (PRP) 86.415 votos (6,00 %), 4. Julio Cesar (PRB) 79.775 votos (5,54 %), 5. Prof. Israel (PV) 67.598 votos (4,69 %), 6. Luis Miranda (DEM) 65.107 votos (4,52 %), 7. Paula Belmonte (PPS) 46.069 votos (3,20 %), 8. Prof Pacco (PODE) 39.300 votos (2,73 %) e 9. Celina Leão (PP) 31.610 votos (2,20 %).

A ordem de eleição (com atribuição das vagas pelo quociente partidário) foi: 1. Flávia Arruda; 2. Julio Cesar; 3. Prof. Israel.

Houve cinco “sobras” que foram distribuídas pela ordem da maior média 4. Celina Leão; 5. Érika Kokay; 6. Luis Miranda; 7. Paula Belmonte; 8. Bia Kicis.

O “nono eleito” teria sido Joaquim Roriz (PMN).

Sem a modificação do artigo 109 que permite agora a distribuição dos sobras aos partidos/coligações que não atingiram o Quociente Eleitoral, os eleitos teriam sido: Flávia Arruda, Júlio Cesar, Prof. Israel, Luis Miranda, Paula Belmonte, Maria Abadia, Laerte Bessa e Prof. Pacco.

Os primeiros suplentes são:

de Flávia Arruda ou Luis Miranda: Laerte Bessa;

de Julio Cesar ou Paula Belmonte: Professor Pacco;

do Prof. Israel: Maria Abadia;

de Érika Kokay: Vanessa é o Bicho;

de Celina Leão: Filippelli;

de Bia Kicis: Elisa Robson.