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Guarapari-ES 2012/2013

1 de fevereiro de 2013 Deixe um comentário

ORLY GOMES foi eleito próximo Prefeito de Guarapari-ES com 24.709 votos (43 %), contra 23.019 a Carlos Von (PSL), 7.592 a Ricardo Conde (PSB) e 2.137 a Edinho Maioli (PV). A Dra Beth Hadad (PHS) não teve sua votação divulgada, mais é inferior a 2 mil votos.

 

A cidade de Guarapari (Espírito Santo) ainda não definiu qual será seu Prefeito nos próximos quatro anos. O escrutino de outubro de 2012 foi realizado na cidade de pouco mais de 100 mil habitantes (IBGE 2010), mas o candidato mais votado, Edson Magalhães (PPS) não consegue nas instâncias superiores reverter a impugnação de sua candidatura sentenciada pela Justiça Eleitoral de Primeiro Grau.

Edson Magalhães obteve 39.027 votos (64,59 % dos votos nominais), Ricardo Conde (PSB) 13.846 votos (22,91 %) e Carlos Von (PSL) 7.553 votos (12,50 %). Em razão da maioria dos votos terem sido dados a candidato com registro indeferido, a eleição para o cargo de Prefeito foi anulada.

A nova eleição foi marcada para 3 de fevereiro de 2013. Cinco candidatos a Prefeito (e seus respectivos Vices) requereram o registro:

. Edinho Maioli (PV) sem coligação.

O PV fazia parte da coligação Ricardo Conde em outubro, mas tinha montado uma coligação menor para Vereador com PT e PCdoB. Esta coligação elegeu dois Vereadores: Manoel da Ki-Delícia (PT) 782 votos e Aratu (PV) 710 votos. O candidato do PV não conseguiu o apoio dos dois partidos que decidiram também não continuar com Ricardo Conde. Edinho Maioli tem como candidata a Vice a Jaina, candidata a Vereadora em outubro e que teve 271 votos.

Aratu, o Vereador eleito, foi o segundo mais votado em Nova Guarapari, o quarto mais votado em Meaípe e o sexto em Ipiranga. Josaphá Joias, também do PV, poderá ajudar seu candidato em Lameirão, onde foi o mais votado. Jaina, agora candidata a Vice-Prefeita, tinha sido a oitava mais votada na Praia do Morro em outubro.

Dra Beth Hadad (PHS) na coligação PRB/PHS (teve o registro indeferido na Primeira instância e no TRE-ES).

PHS e PRB se juntam após estar em campos opostos em outubro. O PHS integrava a coligação Edson Magalhães, e uma aliança proporcional com o PTB que deixou o Anísio Salvavidas como Primeiro Suplente (699 votos) e elegeu dois PTBistas. O PRB, na coligação Ricardo Conde, obteve a quinta suplência para Max Júnior, candidato a Vice da Dra Beth Hadad.

Max Junior foi o terceiro candidato a Vereador mais votado na Lagoa Funda, enquanto Anízio Salvavidas poderá influenciar Itapebussu, onde foi o terceiro mais votado, ou as urnas da Escola Normal, no Centro, onde foi o quarto candidato preferido.

. Ricardo Conde (PSB) na coligação PSB/PTN/PSC /PSD/PDT/PR/PPS.

Ricardo Conde foi o segundo mais votado na eleição de outubro. Na ocasião, 14 partidos tinham nomeado o PSBista como candidato à Prefeitura. Desta vez, sete partidos compõem a campanha, com duas novidades, vindas da candidatura Edson Magalhães: PDT e PPS, este último o próprio partido do ex-Prefeito à candidatura impugnada.

Na eleição de outubro, Ricardo Conde só conseguiu ultrapassar Edson Magalhães em 6 dos 71 locais de votação de Guarapari. Mais votado no Alto Bahia Nova (enquanto, paradoxalmente, teve seu pior resultado na Bahia Nova), em Campo Grande, São Miguel, Taquará do Reino e Vilage do Sol, ele teve seu melhor resultado proporcional na Praia do Sol, com mais de 70 % dos votos.

A vereadora Fernanda Mazzelli (PSD), eleita com 904 votos em outubro, será a candidata a Vice. Sua eleição, por sinal, permitiria a entrada na Câmara de Luiz Rosa (PR). Além dela, a coligação poderá contar com alguns campeões locais de votos: Gedson Merízio (PSB), Vereador mais votado no município e em 8 locais de votação; o Professor Germano (PSB), mais votado em Olaria e no Centro (com Fernanda Mazzelli e Fabinho da Alfa Vídeo – PSB), Jorge Ramos (PPS), mais votado no Adalberto Simão Nader; e Wanderlei (PDT), que dominou as urnas do Alto Bahia Nova, da Cabeça Quebrada, da Praia do Sol e em particular de Todos os Santos, onde atingiu quase 80 % dos votos.

. Carlos Von (PSL) na coligação PT/PMDB/PSL/PCdoB.

Carlos Von foi candidato em outubro, reunindo 7.553 votos (12,50 % contando os de Edson Magalhães). Mas, na ocasião o PSL não tinha conseguido parceiros para seu projeto. Nem candidatos a Vereador. Desta vez, PT, PMDB e PCdoB apostaram em Carlos Von ao invés de Ricardo Conde.

Em outubro, Carlos Von foi o mais votado num só dos 71 locais de votação da cidade: Porto Grande, onde obteve 42 % dos 147 votos. E somente em dois locais ele conseguiu ultrapassar a votação de Ricardo Conde para alcançar a segunda posição: Cabeça Quebrada e Rio da Prata.

Com a coligação maior, Carlos Von poderá contar com os Vereadores Manoel da Ki-Delícia (PT), mais votado em Barro Branco, e Thiago (PMDB), candidato preferido em Bela Vista e Nossa Senhora da Conceição. E também, por exemplo, com Clebinho Brambati (PT), mais votado no Arraial do Jaboti, Serjão do Jabaraí (PMDB), preferido do Jabaraí e do Portal de Guarapari, ou Araken (PT), mais votado no Perocão.

. Orly (DEM) na coligação DEM/PMN/PP/PTB/PSDB.

Orly Gomes era o candidato a Vice-Prefeito na chapa liderada por Edson Magalhães. A coligação ficou menor, perdendo cinco partidos (PDT/PPS/PHS/PMN e PRP) e só ganhando o PSDB. O Prefeito, em outubro, tinha obtido a confiança de 71 dos 77 locais de votação, alguns com uma diferença  muito ampla, como na Bahia Branca, onde Edson Magalhães conseguiu 204 dos 220 votos (+ de 92 %). Num só local ficou em terceiro: em Porto Grande, único lugar onde Carlos Von foi o mais votado.

A aliança traz os Vereadores Anselmo Bigossi (PTB), terceiro mais votado no município e preferido no Rio Grande e em São João do Jobati; Dito Xareu (PTB), que conseguiu cerca da metade dos votos de Meaípe; Jorge Figueiredo (PP), segundo mais votado em Kubitschek; e Paulina (PP), preferida em São José.

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O PRP não aparece em nenhuma das 5 coligações. Apoiou Edson Magalhães em outubro, elegeu Ronaldo Tainha para a Câmara, teve o Dantas como segundo mais votado (mas com candidatura impugnada) e destaques locais, como Betão de Amarelo em Amarelos e Palmeiras.

Espírito Santo 2010 sem coligações

26 de dezembro de 2011 Deixe um comentário

O ano de 2011 vai terminar sem grandes avanços na Reforma Política. Pronto para ir à votação, o relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS) não conseguiu obter consenso entre as várias propostas dos integrantes da Comissão Especial na Câmara dos Deputados, apesar do texto ter sido emendado e as idéias iniciais “adoçadas”. Do ponto de vista estritamente eleitoral, a lista pré-ordenada, ou fechada, virou “flexível”, levando em consideração na designação dos eleitos suas respetivas votações nominais antes de verificar suas posições na lista. Outra mudança importante, a verdadeira barreira constituída pela necessidade de um partido conseguir pelo menos um eleito para entrar na disputa das sobras está abolida. O método D´Hondt de cálculo dos eleitos e das sobras é aplicado no seu sistema original, ou seja, na maior média, mesmo que esta seja inferior a 1.

Se ainda não há consenso nos rumos da reforma eleitoral, muito menos da política, um ponto particular parece ter recebido a adesão de uma grande maioria: a supressão das coligações nas eleições porporcionais (vereadores e deputados). Uma PEC, já aprovada na CCJ do Senado Federal, aguarda sua inclusão na pauta do plenário e grandes partidos como PT, PMDB e PSDB já se declararam a favor da medida, que poderá ter importantes consequências práticas na designação dos eleitos por estado.

As consequências práticas da eventual supressão das coligações nas eleições proporcionais são bastante diferentes segundo os estados. No caso do Espírito Santo, as modificações tomadas por exemplo os resultados da eleição de 2010 atingiriam todos os partidos.

Bancada Federal: só metade dos partidos fica, o PSB maior bancada

Um dos argumentos dos defensores do fim das coligações nas eleições proporcionais é a diminuição do número de partidos representados a nível nacional. Objetivo que teria sido atingido em 2010. Três dos seis partidos hoje compondo a bancada Federal capixaba não teriam ido à Brasília: PT, PSC e PSDB. Por outro lado, o PSB passaria a ser o maior partido da representação, com 4 deputados Federais > ES 2010 Federal com-sem

Esta hipótese teria provocado mudanças nos nomes dos representantes capixabas em Brasília. Teriam sido eleitos, além dos atuais deputados, o Capitão Assunção e Tarcísio Silva (25.374 votos) (PSB) e Camilo Cola (PMDB). Estariam nos lugares de Cesar Colnago (PSDB) (80.728 votos, sexto mais votado), Iriny Lopes (PT) e Lauriete (PSC).

O relator da Comissão Especial da Reforma Política na Câmara dos Deputados, deputado Henrique Fontana (PT-RS), favorável ao fim das coligações, propõe, por outro lado, a supressão da cláusula de barreira do “eleito-mínimo”. Esta proposta constitui um tipo de meio-termo. No caso de 2010, a bancada Federal do Espírito Santo seria composta de: 3 PSB, 2 PDT, 2 PMDB, 1 PT, 1 PR, 1 PTB. É interessante notar que o PR, que não atingiu o Quociente Eleitoral e não ficou bem colocado na coligação, se beneficiaria deste dispositivo com os 136.724 votos recebidos, contra 106.865 ao PSDB.

ALES: Ainda 13 partidos mas com mudanças. PT maior bancada.

Para a Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo, a ausência de coligação em 2010 teria provocado pequenos ajustes em quase todos os partidos. PMDB e DEM perdendo um representante e PT ganhando um, esse último teria a maior representação na Ales. Quanto aos partidos, as saídas de PPS e PTdoB seriam “compensadas” pelas entradas de PP e PSDB > ES 2010 Estadual com-sem

NB: os números levados em consideração são os da retotalização divulgada pelo TRE-ES em 09/11/2010.

A composição da ALES contaria com as moficações seguintes: teriam também entrado Rodrigo Coelho (PT), Aparecida de Nadai (PDT), Sargento Valter e Bruno Lamas (12.620 votos) (PSB), Dr Nilton Baiano (PP) e o Pr Marcos Mansur (PSDB).

Não estariam eleitos Solange Lube (PMDB), Élcio Alvares (DEM), José Esmeraldo (PR), Dary Pagung (PRP), Luciano Rezende (21.146 votos) (PPS) e Vanildo (PTdoB).

Para a eleição na ALES, o dispositivo previsto no relatório da Comissão Especial, o método D´Hondt “puro”, não teria alterado em nada o resultado sem coligações.