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Filiados partidos BR abril 2018: um troca-troca de profissionais

O Brasil conta com 35 partidos políticos cadastrados no Tribunal Superior Eleitoral. Duas vezes ao ano, em abril e outubro, as agremiações devem atualizar suas relações de filiações, que são transmitidas e verificadas pelo TSE.

Este post, continuando a série começada em outubro de 2013, relata os números do cadastro atualizado em abril de 2018.

 

Brasil: 

Dos 146.632.503 eleitores brasileiros  (+ 0,07 % em relação a outubro de 2017), um total de 16.803.430 está filiado a um dos 35 partidos políticos atualmente em funcionamento no Brasil, uma alta de 110.702 desde outubro do ano passado, e de mais de 130 mil em um ano.

Somente 4 partidos tiveram baixas no semestre, e mesmo assim muito pequenas. O PMDB, líder do ranking, é um deles, perdendo 187 filiados.

O PCdoB recuperou a 12a colocação no ranking, devolvendo a “ultrapassagem” do PRB no semestre anterior, enquanto o Novo ganhou duas posições para chegar à 32a.

Em números absolutos, o PSL acolheu o maior número de novos filiados no semestre (13.793), seguido do Solidariedade (12.489), do PP (6.972), do PSDB (6.165) e do Novo (5.278).

E é o mesmo Novo que obteve o maior crescimento proporcional no semestre (+ 38,40 %), seguido do PCO (+ 28,23 %) e da REDE (+ 15,73 %).

Sem modificação no Top 10, o PMDB continua o partido com mais filiados no Brasil, com grande margem sobre o PT, segundo, e o PSDB, terceiro, ambos com alta inferior à média.

LISTA DOS PARTIDOS, NÚMERO DE FILIADOS NO BRASIL / ABRIL 2018 e HISTÓRICO > Filiados 2018 abril Brasil

 

Estado por Estado 

AC – ACRE

 

Habitantes: 829.619 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 542.304 (+1,38 %)

Eleitores filiados: 76.374 (14,08 % do eleitorado)

Partido do Governador: PT

Partido do Prefeito da Capital: PT

 

Comentário do semestre: 14 partidos registram crescimento acima da média do Estado (uma das maiores do Brasil, (+ 2,90 %), PDT continua sua progressão, PT e PMDB segundo semestre consecutivo em baixa.

Top 5: PT, PMDB, PCdoB, PP, PSDB (sem modificação)

O PMB mais que quadruplica seus filiados, ganhando nove posições no ranking para entrar no Top 20, o PSC ultrapassa o PPS para ocupar a décima-quinta colocação.

Proporcionalmente, destaques positivo para PMB (+ 444,78 %), PPL (+ 119,35 %) e Solidariedade (+ 42,41 %), e negativo para PEN (- 4,26 %), PRB (- 1,37 %) e PR (- 1,29 %).

Confira o ranking dos partidos no Acre em abril de 2018 > 2018 Abril AC

 

AL – ALAGOAS

Habitantes: 3.358.963 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 2.169.729 (+1,96 %)

Eleitores filiados: 183.204 (8,44 % do eleitorado)

Partido do Governador: PMDB

Partido do Prefeito da Capital: PSDB

 

Comentário do semestre: saldo semestral ligeiramente positivo em Alagoas, 18 partidos crescendo acima dele. O DEM, sexto, vê o Top 5 cada vez mais longe e vai ter que tomar cuidado com o PT, sétimo e se aproximando.

Top 5: PMDB, PP, PSB, PSDB, PTB (sem modificação)

O PTC ganha duas posições no ranking para chegar à 24a, enquanto o PSL ultrapassa o PV para obter a 16a colocação.

Proporcionalmente, destaques positivo para PCO (+ 407,69 %), PTC (+ 21,11 %) e Novo (+ 18,82 %), e negativo para PSTU (- 12,13 %), PRB (- 3,85 %) e DEM (- 2,25 %).

Confira o ranking dos partidos em Alagoas em abril de 2018 > 2018 Abril AL

 

AM – AMAZONAS

Habitantes: 4.001.667 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 2.412.173 (+3,06 %)

Eleitores filiados: 237.641 (9,85 % do eleitorado)

Partido do Governador: PDT

Partido do Prefeito da Capital: PSDB

 

Comentário do semestre: O crescimento de PHS, SD e PT constitui o essencial do aumento do número de filiados no estado. O PT, por sinal, se aproxima do PSC e da vice-liderança.

Top 5: PCdoB, PSC, PT, PMDB, PP (sem modificação)

O PHS recebe três mil militantes no semestre, ganhando dez posições no ranking. O Solidariedade também sobe significativamente, quatro posições, enquanto o PR recupera a sétima colocação perdida para o DEM no semestre precedente.

Proporcionalmente, destaques positivo para PHS (+ 68,72 %), SD (+ 47,54 %) e Novo (+ 44,29 %), e negativo para PRB (- 0,67 %), PCdoB (- 0,65 %) e PMB (- 0,57 %).

Confira o ranking dos partidos no Amazonas em abril de 2018 > 2018 Abril AM

 

AP-AMAPÁ

Habitantes: 797.722 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 505.943 (+3,80 %)

Eleitores filiados: 96.816 (19,13 % do eleitorado)

Partido do Governador: PDT

Partido do Prefeito da Capital: REDE

 

Comentário do semestre: o PSOL continua o partido mais frequentado, mas vê o PDT se aproximar cada vez mais. O partido da rosa é, por sinal, o único do Top 5 a ganhar aderentes. O Solidariedade dá um pulo significativo.

(NB: o Amapá só tem 34 diretórios de partidos. Não há filiados ao PCO no estado).

Top 5: PSOL, PDT, PSDB, PT, DEM. (sem modificação)

O SD ganha cinco posições no ranking, Avante e PMB uma cada.

Proporcionalmente, destaques positivo para SD (+ 132,74 %), PROS (+ 11,40 %) e PSL (+ 8,78 %), e negativo para Novo (- 5,56 %), PTC (- 2,76 %) e PRTB (- 2,11 %).

Confira o ranking dos partidos no Amapá em abril de 2018 > 2018 Abril AP

 

BA-BAHIA

Habitantes: 15.344.447 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 10.259.794 (-3,38 %, estado que mais perde eleitores, e que passou pelo recadastramento biométrico)

Eleitores filiados: 994.835 (9,70 % do eleitorado)

Partido do Governador: PT

Partido do Prefeito da Capital: DEM

 

Comentário do semestre: Todo o Top 5 está em baixa, mas de forma pequena, não impedindo o aumento do número total de filiados. O PSDB, em um ano, se aproximou bastante da quinta colocação.

Top 5: PMDB, DEM, PT, PP, PTB (som modificação)

Solidariedade é o único a ganhar uma posição no ranking, pelo segundo semestre consecutivo.

Proporcionalmente, destaques positivo para NOVO (+ 20,82 %), SD (+ 11,21 %) e REDE (+ 6,38 %), e negativo para PSTU (- 1,15 %), AVANTE (- 0,20 %) e PMB (- 0,18 %).

Confira o ranking dos partidos na Bahia em abril de 2018 > 2018 Abril BA

 

CE-CEARÁ

Habitantes: 8.904.459 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 6.289.499 (-1,36 %)

Eleitores filiados: 546.686 (8,69 % do eleitorado)

Partido do Governador: PT

Partido do Prefeito da Capital: PDT

 

Comentário do semestre: Os partidos do topo do ranking perdem filiados, exceto o PMDB. O PCdoB consolida a 10a posição obtida no semestre passado.

Top 5: PT, PSDB, PMDB, PP, PTB (sem modificação)

O PSOL sobe duas posições, e ambos PSL e Novo uma.

Proporcionalmente, destaques positivo para PCO (+ 464,29 %), Novo (+ 23,15 %) e REDE (+ 10,47 %), e negativo para PODE (- 1,87 %), PDT (- 1,30 %) e SD (- 0,72 %).

Confira o ranking dos partidos no Ceará em abril de 2018 > 2018 Abril CE

 

DF: PP agora em 4o, partidos pequenos em crescimento, PSDB continua líder.

O DF é a unidade da Federação que conheceu o segundo maior crescimento do eleitorado, depois do Amapá, com + 3,46 %. Eram, no fim de abril, 2.071.195 inscritos nas listas eleitorais distritais. E é a unidade que mais filiou no semestre, com aumento de mais de 4% de eleitores tendo escolhido um partido para chamar de seu.

O PP é o destaque do semestre, vendo seus militantes passar de 15 para quase 19 mil, um crescimento de mais de 25 %.

O PSB, partido do Governador, também cresce com dois dígitos, e já ameaça a nona colocação no ranking do Solidariedade.

O Top 5 permanece tem modificação entre as quarta e quinta posições: PSDB, PMDB, PT, PP, DEM

O PSL ganha duas posições, e PTC, Podemos, PROS, Novo, REDE e Patriotas (PEN) uma cada.

Em termos percentuais, os três partidos que mais cresceram no semestre foram PMB (+ 339,22 %), PCO (+ 162,16 %) e PODE (+ 63,75 %).

Somente nove partidos perdem aderentes, com destaque negativo proporcional para PMN (- 2,11 %), PSTU (- 1,76 %) e PTB (- 1,57 %).

LISTA DOS PARTIDOS E NÚMERO DE FILIADOS NO DF + HISTÓRICO > DF Filiados tabela historico abr 2018 (apertar a seta voltar após leitura)

PP campeão do semestre em crescimento no DF (em número de novos filiados)

3.811 brasilienses são “Progressistas” novos no semestre, num partido que confortou sua militância no eleitorado das cidades. Plano Piloto, Lagos e mesmo Águas Claras e Vicente Pires não estão representados na proporção do número de eleitores na composição geográfica dos aderentes ao PP

Confira a repartição geográfica dos filiados ao PP no DF em abril de 2018 > 2018 abril filiados PP geo

 

ES-ESPÍRITO SANTO

Habitantes: 3.973.697 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 2.737.473 (+0,89 %)

Eleitores filiados: 343.676 (12,55 % do eleitorado)

Partido do Governador: PMDB

Partido do Prefeito da Capital: PPS

 

Comentário do semestre: partidos pequenos e médios crescem, grandes não.

Top 5: PMDB, PDT, PP, PT, PSDB (sem modificação)

PSL e REDE ganham uma posição no ranking cada.

Proporcionalmente, destaques positivo para o NOVO (+ 33,46 %), REDE (+ 22,63 %) e PPL (+ 8,75 %), e negativo para PT (- 0,97 %), PSB (- 0,80 %) e PV (- 0,60 %).

Confira o ranking dos partidos no Espírito Santo em abril de 2018 > 2018 Abril ES

 

GO-GOIÁS

Habitantes: 6.730.848 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 4.415.534 (-2,82 %)

Eleitores filiados: 674.746 (15.28 % do eleitorado)

Partido do Governador: PSDB

Partido do Prefeito da Capital: PMDB

 

Comentário do semestre: DEM se aproxima do PT e da quarta colocação, partidos pequenos e médios crescem.

Top 5: PMDB, PSDB, PP, PT, DEM (sem modificação)

PSL, PRTB e Novo ganham uma posição no ranking cada.

Proporcionalmente, destaques positivo para o NOVO (+ 50,23 %), PCO (+ 45,76 %) e REDE (+ 31,42 %), e negativo para PEN (- 10,88 %), PPL (- 2,29 %) e PSB (- 0,58 %).

Confira o ranking dos partidos em Goiás em abril de 2018 > 2018 Abril GO

 

MA-MARANHÃO

Habitantes: 6.954.036 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 4.466.487 (-2,78 %)

Eleitores filiados: 579.522 (12,97 % do eleitorado)

Partido do Governador: PCdoB

Partido do Prefeito da Capital: PDT

 

Comentário do semestre: PSDB é o único partido do Top 15 a crescer acima da média.

Top 5: PMDB, PTB, PDT, DEM, PP (sem modificação)

PSL, SD e PHS ganham uma posição no ranking cada.

Proporcionalmente, destaques positivo para o PCO (+ 62,50 %), REDE (+ 47,54 %) e Novo (+ 10,00 %), e negativo para PCB (- 0,48 %), PMDB (- 0,44 %) e RSDC (- 0,27 %).

Confira o ranking dos partidos no Maranhão em abril de 2018 > 2018 Abril MA

 

MG – MINAS GERAIS

Habitantes: 21.119.536 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 15.619.362 (+0,06 %)

Eleitores filiados: 1.759.621 (11,27 % do eleitorado)

Partido do Governador: PT

Partido do Prefeito da Capital: PHS

 

Comentário do semestre: PSC recupera a nona colocação perdida no semestre passado. A maioria dos partidos cresce, mas só ligeiramente.

Top 5: PMDB, PT, PSDB, DEM, PP (sem modificação)

PSC volta à nona colocação, e Novo ganha uma posição.

Proporcionalmente, destaques positivo para o NOVO (+ 53,15 %), REDE (+ 7,52 %) e PCO (+ 6,08 %), e negativo para PMN (- 1,12 %), PSTU (- 0,66 %) e PMDB (- 0,44 %).

Confira o ranking dos partidos em Minas Gerais em abril de 2018 > 2018 Abril MG

 

MS – MATO GROSSO DO SUL

Habitantes: 2.651.235 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 1.853.253 (-0,55 %)

Eleitores filiados: 310.207 (16,73 % do eleitorado)

Partido do Governador: PSDB

Partido do Prefeito da Capital: PSD

 

Comentário do semestre: os partidos do Top 5 crescem num dos estados que contam a maior proporcionalidade de filiados.

Top 5: PMDB, PT, PSDB, PDT, PTB (sem modificação)

O Podemos e o Novo ganham uma posição no ranking.

Proporcionalmente, destaques positivo para o PCO (+ 100,00 %), Novo (+ 28,08 %) e REDE (+ 19,47 %), e negativo para PMN (- 1,79 %), PCdoB (- 0,57 %) e PPS (- 0,53 %).

Confira o ranking dos partidos no Mato Grosso do Sul em abril de 2018 > 2018 Abril MS

 

MT – MATO GROSSO

Habitantes: 3.344.544 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 2.311.985 (+2,57 %)

Eleitores filiados: 362.203 (15,67 % do eleitorado)

Partido do Governador: PSDB

Partido do Prefeito da Capital: PMDB

 

Comentário do semestre: os maiores partidos têm baixa, ou crescimento inferior à média. O PDT ameaça chegar a sétima colocação do PT.

Top 5: DEM, PMDB, PSDB, PPS, PR (sem modificação)

Pen (pelo segundo semestre consecutivo) e Novo ganham uma posição no ranking cada.

Proporcionalmente, destaques positivo para o PCO (+ 150,00 %), PEN (+ 69,84 %) e Novo (+ 34,71 %), e negativo para PSB (- 0,79 %), PHS (-0,65 %) e PMB (- 0,37 %).

Confira o ranking dos partidos no Mato Grosso em abril de 2018 > 2018 Abril MT

 

PA – PARÁ

Habitantes: 8.366.628 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 5.429.513 (-1,51 %)

Eleitores filiados: 568.019 (10,46 % do eleitorado)

Partido do Governador: PSDB

Partido do Prefeito da Capital: PSDB

 

Comentário do semestre: menos eleitores, mais filiados, o Pará aumenta sua “taxa de filiados”, que continua uma das mais baixas do País.

Top 5: PMDB, PT, PSDB, PRB, PTB (sem modificação)

SD e PEN prorrogam a ascensão já vista no semestre passado, desta vez acompanhados por PHS e Podemos, todos ganhando uma posição no ranking.

Proporcionalmente, destaques positivo para o PCO (+ 83,33 %), Novo (+ 71,43 %) e Rede (+ 39,56 %), e negativo para PSTU (- 4,39 %, segundo semestre consecutivo), PPL (- 3,06 %, segundo semestre consecutivo) e PSB (- 0,78 %).

Confira o ranking dos partidos no Pará em abril de 2018 > 2018 Abril PA

 

PB – PARAÍBA

Habitantes: 4.025.558 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 2.840.572 (-2,32 %)

Eleitores filiados: 349.466 (12,30 % do eleitorado)

Partido do Governador: PSB

Partido do Prefeito da Capital: PV

 

Comentário do semestre: a filiação ao Partido Verde do Prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, permite ao PV de ser o partido com maior crescimento de filiados no trimestre. Talvez paradoxalmente, o PSD, de onde o Prefeito saiu, também vê seus aderentes aumentar. Bem como o PT, onde Cartaxo militou por 20 anos !

Top 5: PMDB, DEM, PSDB, PT, PP (sem modificação)

PRTB e PEN ganham uma posição cada.

Proporcionalmente, destaques positivo para o PV (+ 14,05 %), Novo (+ 11,95 %) e Rede (+ 11,69 %), e negativo para PMB (- 4,76 %), PSOL (- 1,30 %) e PR (- 0,80 %).

Confira o ranking dos partidos na Paraíba em abril de 2018 > 2018 Abril PB

 

PE-PERNAMBUCO

Habitantes: 9.473.266 (Estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 6.528.971 (-0,22 %)

Eleitores filiados: 613.739 (9,40 % do eleitorado)

Partido do Governador: PSB

Partido do Prefeito da Capital: PSB

 

Comentário do semestre: partidos grandes em baixa ou na média, partidos menores crescendo.

Top 5: PP, PT, PMDB, PDT, PSDB (sem modificação)

PSDC e Novo ganham uma posição cada no ranking.

Proporcionalmente, destaques positivo para o NOVO (+ 38,78 %), PCO (+ 28,28 %) e Rede (+ 16,94 %), e negativo para PSTU (- 1,87 %), PCB (- 0,98 %) e PODE (- 0,77 %).

Confira o ranking dos partidos em Pernambuco em abril de 2018 > 2018 Abril PE

 

PI – PIAUÍ

Habitantes: 3.204.028 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 2.327.725 (-1,30 %)

Eleitores filiados: 308.671 (13,26 % do eleitorado)

Partido do Governador: PT

Partido do Prefeito da Capital: PSDB

 

Comentário do semestre: só o PP cresce no Top 12, em mais um estado com menos eleitores e mais filiados.

Top 5: PMDB, PT, PSDB, PTB, DEM (sem modificação)

Solidariedade e PCO ganham uma posição cada.

Proporcionalmente, destaques positivo para o PCO (+ 96,77 %), Novo (+ 43,24 %) e SD (+ 17,49 %), e negativo para PSTU (- 1,79 %, PPL (- 1,37 %, segundo semestre consecutivo), e PSB (- 0,60%).

Confira o ranking dos partidos no Piauí em abril de 2018 > 2018 Abril PI

 

PR – PARANÁ

Habitantes: 11.242.720 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 7.924.671 (-0,27 %)

Eleitores filiados: 1.043.412 (13,17 % do eleitorado)

Partido do Governador: PP

Partido do Prefeito da Capital: PMN

 

Comentário do semestre: depois de um semestre em baixa generalizada dos filiados, a situação se inverte neste: só dois partidos perdem aderentes. O PCO multiplica por seis seus aderentes.

Top 5: PMDB, PP, PSDB, PT, PDT (sem modificação)

PHS e Podemos sobem uma posição cada no ranking.

Proporcionalmente, destaques positivo para o PCO (+ 600,00 %), Novo (+ 54,81 %) e PSOL (+ 18,38 %), e negativo para PRP (- 3,94 %) e PEN PSOL (- 1,88 %)

Confira o ranking dos partidos no Paraná em abril de 2018 > 2018 Abril PR

 

RJ – RIO DE JANEIRO

Habitantes: 16.635.996 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 12.362.316 (+0,34 %)

Eleitores filiados: 1.147.292 (9,28 % do eleitorado)

Partido do Governador: PMDB

Partido do Prefeito da Capital: PRB

 

Comentário do semestre: só quatro partidos perdem militantes, incluindo o PMDB do Governador Pezão. Partidos médios e pequenos crescem.

Top 5: PDT, PMDB, PT, PSDB, PP (sem modificação)

Não há mudanças nas posições no ranking.

Proporcionalmente, destaques positivo para o PCO (+ 64,19 %), Novo (+ 30,73 %) e PEN (+ 29,70 %), e negativo para PCB (- 0,33 %), PMN (- 0,25 %) e PTB (- 0,07 %).

Confira o ranking dos partidos no Rio de Janeiro em abril de 2018 > 2018 Abril RJ

 

RN – RIO GRANDE DO NORTE

Habitantes: 3.442.175 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 2.364.148 (-1,33 %)

Eleitores filiados: 270.665 (11,45 % do eleitorado)

Partido do Governador: PSD

Partido do Prefeito da Capital: PMDB

 

Comentário do semestre: Do Top 12, só o PT conhece aumento de filiados. Os partidos menores também crescem.

Top 5: PMDB, DEM, PP, PSDB, PR (sem modificação)

O Novo ganha duas posições, o PSDC uma.

Proporcionalmente, destaques positivo para o NOVO (+ 62,22 %), PCO (+ 35,29 %) e Rede (+ 29,63 %), e negativo para Pode (- 2,29 %), PSB (- 1,00 %) e PSTU (- 0,66 %).

Confira o ranking dos partidos no Rio Grande do Norte em abril de 2018 > 2018 Abril RN

 

RO – RONDÔNIA

Habitantes: 1.787.279 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 1.165.986 (+1,44 %)

Eleitores filiados: 169.923 (14,57 % do eleitorado)

Partido do Governador: PSB

Partido do Prefeito da Capital: PSDB

 

Comentário do semestre: Daniel Pereira (PSB) vai terminar o mandato de Confúcio Moura (PMDB) na Governadoria: o PSB cresce em filiados, enquanto o PMDB baixa.

Top 5: PMDB, PSDB, PP, PT, PTB (sem modificação)

O PSL ganha duas posições, enquanto PV, Podemos, SD, Pros, Rede e Novo uma cada.

Proporcionalmente, destaques positivo para o PMB (+ 275,00 %), Rede (+ 118,39 %) e PROS (+ 27,66 %), e negativo para PCO (- 5,26 %), PPL (- 5,17 %) e PPS (- 1,62 %).

Confira o ranking dos partidos em Rondônia em abril de 2018 > 2018 Abril RO

 

RR – RORAIMA

Habitantes: 514.229 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 324.488 (-0,79 %)

Eleitores filiados: 57.427 (17,70 % do eleitorado)

Partido do Governador: PP

Partido do Prefeito da Capital: PMDB

 

Comentário do semestre: Só o PRP, já líder do ranking, cresce significativamente no seio do Top 10. No entanto, a maioria dos partidos crescem.

Top 5: PRP, PSDB, PDT, PP, PTB (sem modificação)

PCdoB, Podemos, Solidariedade e Novo ganham uma posição cada um no ranking.

Proporcionalmente, destaques positivo para o PCB (+ 275,00 %), Rede (+ 103,85 %) e Novo (+ 63,16 %), e negativo para PCO (- 3,92 %), PHS (- 3,82 %) e PSB (- 2,81 %).

Confira o ranking dos partidos em Roraima em abril de 2018 > 2018 Abril RR

 

RS – RIO GRANDE DO SUL

Habitantes: 11.286.500 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 8.312.928 (-0,43 %)

Eleitores filiados: 1.422.531 (17,11 % do eleitorado)

Partido do Governador: PMDB

Partido do Prefeito da Capital: PSDB

 

Comentário do semestre: o Top 10 cresce, mas menos que a média. PDT confirma sua liderança aumentando a vantagem sobre o PMDB.

Top 5: PDT, PMDB, PP, PT, PTB (sem modificação)

O Novo ganha duas posições, Solidariedade, PSL e PMN uma cada.

Proporcionalmente, destaques positivo para PMB (+ 86,96 %), PCO (+ 41,67 %) e PSL (+ 39,93 %), e negativo para PCB (- 2,37 %), PRTB (- 1,09 %) e PHS (- 0,80 %).

Confira o ranking dos partidos no Rio Grande do Sul em abril de 2018 > 2018 Abril RS

 

SC – SANTA CATARINA

Habitantes: 6.910.553 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 5.033.541 (+0,09 %)

Eleitores filiados: 884.255 (17,57 % do eleitorado)

Partido do Governador: PMDB

Partido do Prefeito da Capital: PMDB

 

Comentário do semestre: Eduardo Pinho Moreira (PMDB) assumiu a Governadoria após a renúncia de Raimundo Colombo (PSD). Só o PR cresce além da média no Top 10.

Top 5: PMDB, PP, DEM, PSDB, PT (sem modificação)

Só o Novo sobe no ranking, pelo segundo semestre consecutivo, ganhando uma posição.

Proporcionalmente, destaques positivo para PCO (+ 170,00 %), Rede (+ 53,87 %) e Novo (+ 39,61 %), e negativo para PCB (- 14,29 %), PV (- 0,73 %) e PTB (- 0,46 %).

Confira o ranking dos partidos em Santa Catarina em abril de 2018 > 2018 Abril SC

 

SE – SERGIPE

Habitantes: 2.265.779 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 1.562.627 (+1,89 %)

Eleitores filiados: 176.641 (11,30 % do eleitorado)

Partido do Governador: PSD

Partido do Prefeito da Capital: PCdoB

 

Comentário do semestre: Crescimento dos filiados, mas em menor amplitude que o aumento dos eleitores. Jackson Barreto renunciando para seu Vice-Governador Belivaldo Chagas Silva, é o PSD governando Sergipe no lugar do PMDB.

Top 5: PT, PMDB, DEM, PSDB, PDT (sem modificação)

PSL, PTC e Novo ganham uma posição no ranking.

Proporcionalmente, destaques positivo para NOVO (+ 34,15 %), PPL (+ 14,40 %) e PEN (+ 11,19 %), e negativo para PMDB (- 1,36 %, segundo semestre consecutivo de destaque negativo), PHS (- 0,63 %) e PCB (- 0,63 %).

Confira o ranking dos partidos em Sergipe em abril de 2018 > 2018 Abril SE

 

SP – SÃO PAULO

Habitantes: 44.749.699 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 33.293.158 (+2,02 %)

Eleitores filiados: 3.217.458 (9,66 % do eleitorado)

Partido do Governador: PSDB

Partido do Prefeito da Capital: PSDB

 

Comentário do semestre: 2% de eleitores a mais em São Paulo equivalem a mais de 650 mil pessoas. Ou seja, duas vezes o eleitorado de Roraima ! Do Top 12, só o partido do “novo” Governador Márcio França (PSB) cresce.

Top 5: PMDB, PT, PTB, PSDB, PP (sem modificação)

PSL ganha três posições no ranking, e Novo uma.

Proporcionalmente, destaques positivo para NOVO (+ 38,47 %), PCO (+ 30,45 %) e PEN (+ 9,77 %), e negativo para PRB (- 1,85 %), PSTU (- 1,75 %) e PMN (- 0,91 %).

Confira o ranking dos partidos em São Paulo em abril de 2018 > 2018 Abril SP

 

TO – TOCANTINS

Habitantes: 1.550.194 (estimativa IBGE 2017)

Eleitores: 1.031.262 (+2,93 %)

Eleitores filiados: 201.348 (19,52 % do eleitorado)

Partido do Governador: PHS

Partido do Prefeito da Capital: PSDB

 

Comentário do semestre: Vida política bastante agitada neste semestre no Tocantins. O Governador tampão, atualmente Mauro Carlesse (PHS), será eleito em 03/06, e o Prefeito da capital, Palmas, é uma Prefeita, do PSDB. O PCO, que não estava presente, inicia sua jornada no Tocantins com, por enquanto… 1 militante.

Top 5: PMDB, PP, DEM, PSDB, PR (sem modificação)

PHS ganha três posições no ranking, PSL e PRTB um cada.

Proporcionalmente, destaques positivo para Rede (+ 40,30 %), PMB (+ 39,68 %) e Novo (+ 31,82 %), e negativo para PCB (- 25,00 %), Podemos (- 1,62 %) e PPL (- 1,33 %).

Confira o ranking dos partidos no Tocantins em abril de 2018 > 2018 Abril TO

 

ZZ – BRASILEIROS NO EXTERIOR

Habitantes: segundo o TSE, dos quase 3 milhões de brasileiros que moram fora do país, estima-se que, pelo menos, 1,5 milhão poderiam participar do pleito.

Eleitores: 475.866 registrados (+5,54 %)

Eleitores filiados: 1.283 (0,27 % do eleitorado)

Partido do Presidente da República: PMDB (atualmente), PT (2014, última votação dos brasileiros no exterior)

 

Comentário do semestre: Brasileiros no Exterior só votam para Presidente da República, ou seja, em 2014 pela última vez. Poucos são filiados a partidos. O Novo, partido que mais cresce, entra no Top 10

Top 5: PMDB, PSDB, PT, PP, PTB (sem modificação)

O Novo e o PSL crescem 3 posições no ranking cada um.

Semestre positivo para NOVO (+ 76,47 %), PSL (+58,33 %) e PSC (+ 11,76 %), e negativo para PSTU, que perde um aderente, ou seja, metade de seu efetivo !

Confira o ranking dos partidos para os brasileiros no exterior em abril de 2018 > 2018 Abril ZZ

 

 

TABELA RECAPITULATIVA BRASIL abril 2018 > 2018 Abril Recapitulatif

 

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Servidores GDF março 2018: mais educação e bombeiros, menos saúde e policiais

O Diário Oficial de 03 de maio de 2018 publica o quadro da força de trabalho ativa do Governo de Brasília em 31/03/2018.

Cópia do DODF > QSE_Março_2018-Portaria-nº-197-26-04-2018

 

Março de 2018

O total de servidores ativos em 31/03/2018 é de 127.972. A Secretaria de Educação continua o maior “empregador” do serviço público Distrital, com 37.557 servidores, seguida da SE Saúde com 33.142 e Polícia Militar com 11.624.

O total de cargos em comissão (concursados + livre provimento) é de 13.644. Em números absolutos, é SE Saúde que possui mais funções gratificadas (1.860), seguida da Polícia Civil (1.167) e da SE Segurança Pública (641).

O número de cargos comissionados ocupados por servidores sem vínculos com o GDF é de 6.298, que corresponde a 4,92 % do total de servidores.

A PMDF é a unidade com maior número absoluto de comissionados de livre provimento (sem concurso) com 366, seguida da SE Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres e Igualdade Racial (348) e da SE Saúde (344).

Em termos percentuais, exceto a CEB Gás onde o único servidor é de fora do quadro, a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal-FUNAP aparece como o maior percentual de não-vinculados com 46 de seus 47 servidores (97,87 %), seguida da Administração Regional do SCIA/Estrutural com 45 de seus 48 servidores (93,75 %) e da CODHAB com 191 de seus 205 servidores (93,17 %).

Confira os servidores do GDF em 31/03/2018 > Comissionados mar 2018

NB: a tabela indica: “total” o número total de servidores; “comis” o número de cargos em comissão; “sem vinc” o número de servidores sem vínculo com o GDF em cargos comissionados.

 

Dezembro 2017/Março 2018

 

O total da força de trabalho está em ligeira alta de 46 servidores (+ 0,04 %), mas houve perda de concursados (- 160) e aumento de comissionados sem vínculo (+ 206). O número atual de comissionados (6.298) é o maior desde o início do Governo Rollemberg em janeiro de 2015.

Em alta: Trimestre de volta às aulas, a SE Educação é a unidade que mais cresceu (+687), seguida do Corpo de Bombeiros Militares (+ 275) e da SE Segurança Pública (+ 186).

A SE Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres e Igualdade Racial foi quem mais aumentou seu contingente de comissionados sem vínculo (+ 54), seguida da SE Cidades (+ 48) e da Administração Regional de Ceilândia (+ 17).

Em baixa: Mais uma vez, a PMDF é destaque negativo, com 574 baixas no trimestre, seguida da SE Saúde, que perde quase toda a recomposição do fim do ano passado (- 526) e agora da Novacap (- 88).

Poucas unidades contam comissionados a menos. Destaque para a Defensoria Pública, que “trocou” comissionados (- 13) por concursados (+ 20). A SE Saúde tem 10 sem vínculo a menos e a PMDF 9.

 

Mais gente nas Administrações Regionais: 2.111 (+ 46), e sobretudo mais comissionados sem vínculo (+ 71). Os “indicados” representam 61 % da força de trabalho das ARs.

Confira a variação da força de trabalho do GDF entre dezembro de 2017 e março de 2018 > Servidores dez 2017-mar 2018

 

Histórico:

Confira a variação da força de trabalho total do GDF de dezembro de 2014 a março de 2018 > Tableau servidores GDF total

Confira a variação dos comissionados sem vínculo desde dezembro de 2014 > Tableau servidores GDF comissionados

Gastos de propaganda e publicidade do GDF no 1o trimestre 2018: R$ 9 milhões

O DODF 067, de 09/04/2018, informa que os gastos do Governo com Publicidade no quarto trimestre de 2017 foram de R$ 9.136.548,00 (deste total, R$ 4,4 milhões são referentes a despesas de 2018; R$ 724 mil a 2017 e R$ 4 milhões a 2014).

Cópia do DODF > Gastos 1º trimestre 2018 DODF

O volume é bem inferior ao mesmo período de 2017 e 2016, aproximando-se dos R$ 8,5 milhões pagos no primeiro trimestre de 2015

Confira a série histórica por trimestre desde 2015 > GASTOS EM PROPAGANDA GDF Tableau

 

Para o primeiro trimestre de 2018, o montante foi distribuído da forma seguinte (confira o gráfico por tipo de mídia e produção > Total pago 1o tri 2018 por tipo de mídia

 

Veiculação em TV: R$ 3.275.900,24 (confira os montantes por emissora > DODF 2018 1o tri midia TV

Veiculação em Jornal: R$ 1.472.272,36 (confira os montantes por jornal > DODF 2018 1o tri midia jornal

Produção: R$ 1.284.044,88 (confira os montantes por produtor > DODF 2018 1o tri midia Produção

Veiculação em suportes alternativos (*): R$ 1.274.749,10 (confira os montantes por empresa > DODF 2018 1o tri midia alternativa

Veiculação em Radio: R$ 979.283,74 (confira os montantes por emissora > DODF 2018 1o tri midia radio

Veiculação na Internet: R$ 490.390,80 (confira os montantes por endereço > DODF 2018 1o tri midia internet

Veiculação de publicidade legal: R$ 238.190,87 (confira os montantes por jornal > DODF 2018 1o tri midia legal

Veiculação em revista: R$ 107.802,01 (confira os montantes por revista > DODF 2018 1o tri midia revista

Veiculação em cinemas: R$ 13.915,70 (confira os montantes por distribuidor > DODF 2018 1o tri midia cinema

(*) a veiculação em suporte alternativos – outdoors, paradas de ônibus, carros de som – não deve ser confundida com a veiculação em mídia alternativa, objeto da Emenda 74/2014 ao artigo 149 da Lei Orgânica, de autoria da Deputada Luzia de Paula, que destina “no mínimo, dez por cento do total das despesas com publicidade do Poder Legislativo e dos órgãos ou entidades da administração direta e indireta do Poder Executivo para contratação de veículos alternativos de comunicação comunitária impressa, falada, televisada e on-line sediados no Distrito Federal.”

No primeiro trimestre de 2018, o GDF elencou nesta categoria de “veiculação em mídia alternativa” gastos num total de R$ 209.646,71 (que corresponde a 2,29 % da despesa total) (confira a lista e os montantes da mídia alternativa > DODF 2018 1o tri midia veiculação alternativa

(NB: as despesas da “mídia alternativa” estão também incluídas nas respectivas categorias – internet e jornal – nas listas precedentes)

Financiamento das campanhas: um problema de fundo(s)

(a image acima é tirada de matéria do Dr. Leonardo Sarmento no site jusbrasil.com.br)

Em resposta à consulta do Deputado Federal Augusto Carvalho (SD-DF), o Tribunal Superior Eleitoral confirmou, na sessão administrativa de 3 de maio, que ambos os fundos Partidário (R$ 888,7 milhões em 2018) e o recém-criado Eleitoral (R$ 1,7 bilhão) poderão ser usados pelas agremiações na eleição 2018. Bem com as eventuais sobras do Fundo Partidário de anos precedentes.

O Relator, Ministro Tarcísio Vieira, destacou em seu voto que a primeira eleição geral a ser disputada com a proibição de financiamento por pessoas jurídicas (a regra já se aplicou em 2016 nas eleições municipais) ainda guarda incógnitas sobre os efeitos da medida: “O sistema se viu diante de uma nova realidade, houve elevação do Fundo Partidário, que estava na casa de R$ 200 milhões, R$ 300 milhões, para R$ 800 milhões, 900 milhões e a criação do Fundo Eleitoral, mas mesmo somados, o que daria algo em torno de 2,5 bilhões, isso estaria muito distante dos R$ 7 bilhões que foram utilizados nas campanhas eleitorais de 2014”.

E desses R$ 7 bilhões, 95 % foram provenientes de doações de empresas, enquanto partidos e pessoas físicas só contribuíram com os 5 % restantes (R$ 350 milhões). As mais atingidas são as campanhas majoritárias do Poder Executivo (Presidente da República e Governadores), que vão precisar passar por reformulação para diminuir seus custos, ou procurar novas fontes de financiamento. Nas eleições proporcionais e na senatorial, a proporção de auto-financiamento pelo candidato deve aumentar consideravelmente em relação aos anos anteriores.

Notas sobra as tabelas:

. Todos os números a seguir são provenientes das prestações de contas entregues aos Tribunais Eleitorais;

. No caso de doações dos comitês financeiros e direções nacionais ou estaduais dos partidos, foram considerados os donatários originais. Apesar dos candidatos não saber necessariamente a origem primeira da receita, quando não se tratava do Fundo Partidário, essas doações eram provenientes de empresas e devem então desaparecer com a nova legislação.

 

2014: Presidente da República

Considerando os três candidatos mais votados no primeiro turno (Dilma, Aécio e Marina), a proibição das doações empresariais representa claramente uma mudança drástica de fonte de financiamento: o total gasto pelos três (só no primeiro turno) foi de R$ 621,3 milhões, dos quais R$ 573,6 milhões provenientes de CNPJ (92,32 %).

Origem das receitas das campanhas presidenciais 2014 (Dilma, Aécio, Marina) > 2014 Tableau PR

(NB: No caso da campanha à Presidência, o blog considerou as receitas totais, incluindo a “estimada”. Na prestação de contas, o candidato deve indicar não só as receitas “reais” (recebidas em dinheiro mesmo) como também as prestações não faturadas, que sejam por pessoas físicas ou jurídicas, que são então estimadas pelo valor real. Se um posto de gasolina, por exemplo, doa 1.000 litros de combustível, o valor que teria que ser pago é considerado “doação estimável em dinheiro”. Na prestação de contas dos três candidatos à Presidência, aparecem nesta qualificação de volumes consideráveis e de difícil explicação na filosofia estrita do”estimável”. Bancos e/ou empreiteiras, por exemplo, doaram milhões de reais em “estimável”. Se retirar essas estranhas classificações, os volumes das campanhas seriam reduzidos de foram inverosímil: Dilma: R$ 187,7 milhões, Aécio: R$ 28,5 milhões e Marina: R$ 4,9 milhões).

 

2014: DF, Governador

Considerando os três candidatos mais votados no primeiro turno (Rollemberg, Jofran Frejat e Agnelo), as campanhas apresentaram a mesma “dependência” das doações empresariais que as para Presidência da República. Rodrigo Rollemberg e Agnelo Queiroz receberam transferências de seus respectivos partidos (PSB e PT), mas essas não eram provenientes do Fundo Partidário, mas de doações empresariais, devidamente registradas pelo doador original.

Origem das receitas das campanhas para a Governadoria do DF 2014 (Rollemberg, Jofran Frejat e Agnelo) > 2014 Tableau Gov DF

 

2014: DF, Senador

Considerando os três candidatos mais votados (Reguffe, eleito; Gim e Magela), comprova-se que as campanhas mais dispendiosas precis(av)am de doações empresariais. O então Senador Gim realizou um aporte pessoal significativo em sua campanha, recurso que deve se multiplicar na eleição 2018.

Origem das receitas das campanhas para o Senado no DF 2014 (Reguffe, Gim e Magela) > 2014 Tableau Senador DF

 

2014: DF, Deputados Federais

Os oito Deputados Federais do DF se elegeram com gastos totais próximos de R$ 6 milhões. Alberto Fraga teve a campanha mais avantajada em recursos, sendo o único a ultrapassar o milhão de reais.

A origem das receitas apresenta diferenças muito grandes entre os eleitos: Fraga e Augusto Carvalho deverão procurar outras fontes de financiamento em 2018 haja visto que quase todo ele veio de doações de empresas em 2014 (diretamente ou via partido). Já Érika Kokay não será atingida pelas novas regras, ela só teve doação de CNPJ insignificante.

Os partidos, agora “turbinados” com o novo Fundo Eleitoral de R$ 1,7 bilhão, deverão seguir o exemplo do PR, que financiou, via Fundo Partidário, o essencial da campanha de Laerte Bessa. Ou então contar com a poupança dos próprios candidatos para assegurar pelo menos o mínimo vital, como fizeram Izalci e Rôney Némer.

Érika Kokay, Rogério Rosso e Ronaldo Fonseca conseguiram em 2014 obter recursos significativos de uma fonte pouco acostumada a financiar campanhas: militantes e apoiadores. No caso da Érika (como da campanha da Dilma à Presidência), foram centenas de pequenas doações (muitas de valores múltiplas de R$ 13 – 26, 39, 52…)

Origem das receitas das campanhas dos oito Deputados Federais eleitos no DF 2014 > 2014 Tableau Federais versão blog

 

2014: DF, Deputados Distritais

Foram analisadas 25 campanhas de Distritais: o Dr. Michel só passou 8 meses na Câmara Legislativa antes de deixar definitivamente sua cadeira a Claudio Abrantes.

O total das 25 campanhas foi de R$ 8 milhões, mas como grandes disparidades: a campanha mais cara (Rafael Prudente) foi… 100 vezes maior que a mais barata (Lira)! No total, pouco mais da metade dos recursos foi proveniente de empresas. Há então dois caminhos para 2018: encontrar fonte substitutiva de financiamento, ou conceber campanhas menos caras.

Origem das receitas das campanhas dos 24 Distritais eleitos em 2014 + Claudio Abrantes > 2014 Tableaux Distritais

As doações empresariais, diretas ou via partido, incorporaram 20 das 25 campanhas, e foram responsáveis por pelo menos metade do volume total para 9 candidatos. No caso de Liliane Roriz, os recursos aportaram a campanha via seu partido, o PRTB. Mas o TSE indica que a doação original veio de empresa – vide o NB no próximo parágrafo) > 2014 Distritais Empresas

Pouquíssimo dinheiro do Fundo Partidário chega aos Deputados Estaduais/Distritais, foram somente quatro agraciados em 2014, mesmo contando a participação quase simbólica do PRB à campanha de Julio Cesar (R$ 1 mil). No caso do Lira, os R$ 10 mil que foram essenciais para sua campanha, só transitaram pela direção nacional de seu partido, o PHS. Estranhamente, a origem é o Partido Progressista > 2014 Distritais Partido

(NB: Todos os candidatos, tanto a Federal quanto a Distrital, receberam recursos das direções estaduais e/ou nacionais dos partidos. Só são consideradas aqui as doações provenientes do Fundo Partidário. As outras tinham por origem uma doação empresarial ao partido. O TSE indica o doador original, é esta informação que é levada em consideração nas tabelas)

Wasny foi o único a receber numerário de outro candidato, a Deputado Federal (Policarpo). As “dobradinhas”, prática comum entre candidatos a Federal e Distrital, são em geral realizadas na base de doação de material e insumos de campanha, consideradas “valores em estimáveis”, que não foram incluídas nas tabelas, por não representarem valores reais.

O Professor Reginaldo Veras e o Bispo Renato Andrade (quase em totalidade) “bancaram” sua próprias campanhas em 2014. Uma prática, com menor ou maior grau, que irrigou 18 das 25 campanhas > 2014 Distritais Próprio

Ricardo Vale conseguiu mobilizar quase meio milhão de reais com seus militantes e apoiadores, quantia considerável num total de R$ 2 milhões para as 25 campanhas, 25 % do total. Joe Valle só teve financiamento de pessoas físicas, contando com ele próprio. Raimundo Ribeiro e o Professor Israel também tiveram grande suporte de doadores pessoas físicas > 2014 Tableau Federais pessoas

 

Eleição 2018. Artigo 109, mais chances para os médios.

9 de abril de 2018 1 comentário

Fecharam-se as listas de filiados para ter o direito de concorrer às eleições 2018. Os futuros candidatos pesquisaram, calcularam bastante, ouviram mais ainda. Os partidos fizeram propostas, focando na construção das nominatas, a lista de candidatos que serão propostos ao eleitor. Na mini-reforma de 2015, houve modificação no número permitido. Até a eleição 2014, havia diferença entre partido e coligação (dois ou mais partidos juntos). Para o DF, os partidos sozinhos podiam apresentar 150 % de candidatos (36 para as 24 cadeiras na Câmara Legislativa, e 12 para as 8 da Câmara dos Deputados). As coligações tinham direito a 200 % (48 para a bancada distrital, e 16 para a federal).

Nesta próxima eleição, não há mais diferença entre partido sozinho e coligação, cada lista poderá contar no máximo com 150 % das vagas para as bancadas acima de 12 cadeiras, e 200 % para as inferiores a 12 lugares . Ou seja, 36 candidatos para a CLDF (150 % de 24), e 16 candidatos para a bancada do DF na Câmara dos Deputados (200 % de 8).

(Errata: o artigo 10 da lei 13.615 estipula que “nas unidades da Federação em que o número de lugares a preencher para a Câmara dos Deputados não exceder a doze, nas quais cada partido ou coligação poderá registrar candidatos a Deputado Federal e a Deputado Estadual ou Distrital no total de até 200% (duzentos por cento) das respectivas vagas;”. Assim, o percentual de 200 % se aplica aos candidatos a Deputado Federal e a Deputado Estadual. Por isso, os números corretos são: 48 candidatos a Distrital e 16 para Federal. Obrigado ao Dr. Gil Guerra por ter notado nosso erro no parágrafo acima).

Considerando os 35 partidos existentes, o DF poderia ter, em 7 de outubro, 1.680 candidatos a Distrital, e 560 a Federal. Para este último cargo, a formação de coligação parece continuar sendo a melhor opção diante de um quociente eleitoral elevado (12,5 % dos votos válidos), mesmo se a tendência é de aumento do número de coligações. Por memória, o DF viu em 2014 pela primeira vez em sua curta história eleitoral pelo menos um candidato de 4 coligações integrar a bancada federal (coligações “Agnelo 1”, “Agnelo 2”, “Rollemberg” e “Jofran Frejat”).

Para Distrital, uma modificação no artigo 109 do Código Eleitoral, introduzida em 06/10/2017 (último dia “útil” para valer para as eleições 2018), deve impulsionar fortemente as chapas “puro-sangue”, de partidos não coligados:

Art. 109. Os lugares não preenchidos com a aplicação dos quocientes partidários e em razão da exigência de votação nominal mínima a que se refere o art. 108 serão distribuídos de acordo com as seguintes regras:

– dividir-se-á o número de votos válidos atribuídos a cada partido ou coligação pelo número de lugares definido para o partido pelo cálculo do quociente partidário do art. 107, mais um, cabendo ao partido ou coligação que apresentar a maior média um dos lugares a preencher, desde que tenha candidato que atenda à exigência de votação nominal mínima;

II – repetir-se-á a operação para cada um dos lugares a preencher;

III – quando não houver mais partidos ou coligações com candidatos que atendam às duas exigências do inciso I, as cadeiras serão distribuídas aos partidos que apresentem as maiores médias.

§ 1o O preenchimento dos lugares com que cada partido ou coligação for contemplado far-se-á segundo a ordem de votação recebida por seus candidatos.

§ 2o Poderão concorrer à distribuição dos lugares todos os partidos e coligações que participaram do pleito. (Redação dada pela Lei nº 13.488, de 2017)

A novidade é o § 2o, que agora autoriza a observação das melhores médias para todos os partidos, e não somente os que tenham atingido o Quociente Eleitoral (ou que tenham Quociente Partidário igual ou superior a 1). Este mecanismo, que “ameniza” o Quociente Eleitoral, foi introduzindo em contrapartida da supressão das coligações, determinação que será aplicada somente a partir da eleição municipal de 2020.

“Liberados” da exigência de atingir o Quociente Eleitoral para, pelo menos, disputar as vagas sobrando, os partidos se sentem prontos a apresentar-se sozinhos em 7 de outubro próximo, sem o risco de “morrer na praia”. E os futuros candidatos examinam com atenção redobrada a nominata em preparação. Porque, mais do que nunca, seu principal adversário estará… nesta lista! Poucos partidos costumam atingir o Quociente Eleitoral sozinhos, quem dirá chegar a 2 ou 3 no Quociente Partidário.

O blog confeccionou três tabelas para explicar a nova situação, todas baseadas no resultado para CLDF em 2014:

Neste primeira, está a situação efetiva, o cálculo das sobras (eram 7 após aplicação do Quociente Partidário) e distribuição das mesmas > Cálculo sobras Distrital 2014 efetivo

Nesta segunda, seria a situação se a nova redação do artigo 109 estivesse em vigor em 2014 > Cálculo sobras Distrital 2014 novo

A única diferença teria sido a 2a sobra, indo para o PPS. Na prática, o Professor Jordenes (PPS) teria sido eleito, nu lugar de Ricardo Vale (PT).

No entanto, para efeito de comparação e seguindo o entendimento dos partidos ser melhor estratégia não coligar, de forma obviamente hipotética, foi realizada uma terceira tabela, desta vez considerando somente a votação dos partidos na eleição 2014, e com o pressuposto que não teria tido coligações > Cálculo sobras Distrital 2014 sem col

A principal modificação é o número de vagas “sobrando”: 16, ou seja, dois terços das vagas disponíveis. E as “trocas de cadeiras” teriam sido mais importantes: Jaqueline Silva (PPL) teria sido eleita, ao invés de Rodrigo Delmasso (PTN); Roosevelt Vilela (PSB) e o Dr Gutemberg (PSB) estariam nos lugares de Sandra Faraj (SD) e do Prof. Reginaldo Veras (PDT); o Prof. Jordenes (PPS) estaria na CLDF, e não Agaciel Maia (PTC); e Valdelino Barcelos (PRP) estaria no gabinete do Prof. Israel Batista (PV). Por sinal, nota-se que todos os candidatos que teriam sido eleitos obtiveram menos votos que os que o foram realmente.

 

 

 

Os 845 Decretos do GDF em 2017

16 de março de 2018 1 comentário

845 Decretos foram publicados no DODF em 2017. Destes, 400 trataram de modificações na Lei Orçamentária, alterando a destinação de mais de R$ 8 bilhões.

Confira a lista completa dos Decretos de 2017, por ordem cronológica > 2017 GDF Decretos

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Brasil, o voto de legenda: trunfo das esquerdas

O voto de legenda é quando o eleitor, na eleição proporcional, escolhe votar em partido (com os dois números que representam a agremiação) ao invés de confiar seu voto a um dos candidatos a Deputado Federal (quatro dígitos) ou Estadual/Distrital (cinco dígitos).

Costuma-se dizer que o voto de legenda é mais identificado com os partidos programáticos, nos quais o eleitor, que conhece as linhas diretrizes do partido de sua preferência, está mais interessado em promover as políticas ou ideologias de que as pessoas encarregadas de implementá-las.

Obviamente, como em todo percentual matemático, os partidos de menor votação se destacam, proporcionalmente, mas a tabela a seguir, que mostra a votação na eleição 2010 para Deputado Federal no Brasil, com os votos de legenda e nominais, bem como o percentual de legenda/total de votos mostra claramente que os partidos identificados no campo da esquerda ampla (sem querer entrar em polêmica nem julgamento de valor, um partido que se denomina “Social Democrata” – PSDB – é classificado internacionalmente como de centro-esquerda. Da mesma forma, o Partido Verde era representado na eleição presidencial por Marina Silva, que teve uma trajetória política até então marcada por posições de esquerda).

Somente dois partidos não identificados à esquerda aparecem no Top 10, sobretudo em razão da modéstia da votação, o que faz o percentual ser estabelecido numa base menor. Nota-se que o PRP obteve, em quatro estados (AM, ES, PI e RO), quase 8 mil votos de legenda sem apresentar nenhum candidato a Federal. No caso do PTN, é nas maiores concentrações de eleitorado (SP, RJ, BA) que sua proporção de votos de legenda foi importante, atingindo, na Bahia, o dobro de seus votos nominais.

Eleição 2010, Brasil, Deputado Federal, votos de legenda, nominais e percentual de legenda/total > 2010 BR cargo-partido Federal

 

Outra idéia bastante difundida nos QG partidários: ter candidato à Presidência da República aumenta os votos de legenda. Na tabela acima, de 2010, foram destacados em verde em partidos que tinham um candidato à eleição da cadeira maior. A seguir, na tabela referente a 2014 (com o total de votos de legenda em baixa significativa), fica claro que é a identificação programática à esquerda que traz votos de legenda, não o fato de ter candidato: as campanhas de Levy Fidelix (PRTB), Pastor Everaldo (PSDC) e Eymael (PSDC) não trouxeram repercussão positiva nos votos de legenda para Federal

Eleição 2014, Brasil, Deputado Federal, votos de legenda, nominais e percentual de legenda/total > 2014 BR quadro_cargo-partido Federal