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Eleição 2014, Brasil, Federal: Menos é mais ?

A eleição dos Deputados Federais é de suma importância para os partidos por servir de base para o cálculo da distribuição do Fundo Partidário e do tempo de ocupação do espaço na televisão e no rádio. Na eleição 2018, o desafio será ainda maior com a implantação da cláusula de barreira, assunto já tratado neste blog.

Voltando à eleição 2014 para Deputado Federal no Brasil, este é a segunda postagem de uma mini-série relativa 1.à efetividade da representação nacional em relação aos votos recebidos pelos partidos, 2. à taxa de sucesso de cada agremiação e aos eleitores representados pelos eleitos (hoje) e, 3. à importância do voto de legenda e à influência de um candidato à Presidência da República nesse.

Nestas tabelas, não se levam em consideração as disparidades por Estado, somente o resultado nacional.

 

Taxa de sucesso dos candidatos: quando “encher” a nominata nem sempre basta

 

Todos os partidos políticos, na hora de montar a nominata (a lista dos candidatos que serão apresentados ao eleitor, por isso o sistema é chamado de “lista aberta”) para Deputado Federal, se perguntam: ter o máximo de candidatos, ou concentrar em dois ou três nomes por estado ? E a equação vira maior quando é preciso negociar com as outras agremiações da coligação, tendo em visto a dificuldade (quase impossibilidade) de completar o quociente eleitoral sozinho na eleição para Federal.

A média de candidatos a Deputado por partido na eleição 2014 foi 193. E os dois que tiveram o maior “retorno” foram o Partido Progressista (PP) e Partido Social Democrático (PSD), com número de candidatos inferior à media e, por consequência, um número de votos por candidato mais importante. Nestes partidos, a “taxa de sucesso” é superior a 20 %. Ou seja, de cada cinco candidatos, um é eleito.

Por outro lado, se PT e PMDB apresentaram muitos candidatos (acima de 300) e conseguiram de fato as maiores bancadas, número não é sinônimo de eleição: o PSOL foi quem mais indicou representantes ao sufrágio (386), seguido do PSB (372), obtendo bancadas de, respectivamente, 5 e 34. Se, no caso do PSOL, há uma componente programática inegável a influenciar o resultado aritmético, para o PSB é possível comparar: foram 372 candidatos para obter 34 eleitos, enquanto o PR conseguiu a mesma bancada com somente 182 nomes apresentados. E com os devidos reflexos no financiamento das campanhas pelo diretório nacional.

A tabela a seguir indica os números de candidatos por partido, o número de eleitos, a “taxa de sucesso” (percentual de eleitos x candidatos), e a média de votos nominais (sem os votos de legenda) por candidato.

Tabela Eleição Federal, Brasil, 2014 > 2014 BR votos Federal + candidatos + % sucesso

 

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  1. 28 de fevereiro de 2018 às 00:36

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