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Rio de Janeiro 2010 sem coligações

Desde sua última reunião programada (e cancelada) em 9 de maio de 2012, a Comissão da Reforma Política na Câmara dos Deputados continua no impasse quanto ao relatório do Deputado Henrique Fontana (PT-RS). Após o período eleitoral municipal, ainda se aguarda a convocação de nova reunião. Três pontos, no entanto, estão sendo discutido nos corredores e nos gabinetes: financiamento de campanha, suspensão temporário de registro de novos partidos, e fim das coligações nas eleições proporcionais.

No Senado Federal continua avançando uma PEC que, após voltar à CCJ para ser reaprovada em 13 de junho do ano passado, aguarda votação no Plenário. Ela trata justamente do fim das coligações para as eleições proporcionais. Este ponto parece ser consensual, pelo menos entre os grandes partidos.

O principal resultado prático desta medido seria a diminuição do número de partidos representados nas assembléias legislativas municipais, estuaduais e federais. Esta redução teria se verificado nas eleições de outubro de 2010 no Estado do Rio de Janeiro.

Bancada Federal: PMDB líder isolado, quatro partidos sem Deputados.

A aplicação da proibição das coligações nas eleições proporcionais, se aplicada no Rio de Janeiro na eleição 2010 (e com os mesmos candidatos que os efetivamente inscritos), não teria “revolucionado” a representação federal. As modificações teriam sido “adequações”. Nota-se que, nas duas opções (com e sem coligações), a votação de Garotinho (PR) (694.862 votos) teria o mesmo efeito: eleição de 8 Deputados

A bancada Federal do Estado do Rio de Janeiro 2010 com e sem coligações > RJ 2010 Federal com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

O PMDB aumenta sua representação com Nelson Bornier (72.352 votos) e Fernando Jordão (70.022 votos), o DEM teria mandado a Brasília o Tio Carlos (48.793 votos), Edmilson Valentim (PCdoB) (44.476 votos) teria acompanhado Jandira Feghali, e Pedro Ricardo (PRB) (17.594 votos) teria se juntado a Vitor Paulo.

Por outro lado, Simão Sessin (PP) (77.800 votos) não teria ido a Brasília, enquanto 4 partidos também perdiam seu único representante fluminense na Câmara dos Deputados: os dois eleitos pela coligação PTB/PHS: Walney Rocha (PTB) (51.203 votos) e Felipe Bornier (PHS) (44.236 votos); da mesma forma, sem PRP e PSL, o PRTB não teria tido bastante votos para eleger Auréo (PRTB), e enfim Stepan Nercessian (PPS) não podia contar com a coligação com DEM e PSDB apesar de seus sólidos 84.006 votos.

Assembléia Legislativa: PMDB, PDT e PR ganham um representante cada.

Poucas mudanças sem coligações no Rio em 2010 para a bancada estadual, com fortalecimento dos 3 principais partidos.

Bancada estadual fluminense 2010 com e sem coligações > RJ 2010 Estadual com-sem (apertar a seta “voltar” após leitura)

Teriam sido eleitos Rosenverg Reis (PMDB) (38.059 votos); Jânio Mendes (PDT) (21.691 votos) e Verônica Costa (PR) 25.594 votos. Essiomar Gomes (PP) (23.983 votos).

Essas quatro mudanças teriam deixado de fora da Assembléia Legislativa José Luiz Nanci (PPS) (28.798 votos); Alessandro Calazans (PMN) (44.549 votos); Waguinho Sempre Juntos (PRTB) (34.820 votos), eleito graças à coligação PRTB/PSL; e Geraldo Moreira (PTN) (21.987 votos), eleito pela coligação PTN/PHS.

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