Início > 2010, Coligações, D´Hondt, Hipóteses, Mato Grosso do Sul > Mato Grosso do Sul 2010 sem coligações

Mato Grosso do Sul 2010 sem coligações

Apesar de ser ano de eleições municipais, 2012 começa com expectativas na Reforma Política. Pronto para ir à votação, o relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS) não conseguiu obter consenso entre as várias propostas dos integrantes da Comissão Especial na Câmara dos Deputados, apesar do texto ter sido emendado e as idéias iniciais “adoçadas”. Do ponto de vista estritamente eleitoral, a lista pré-ordenada, ou fechada, virou “flexível”, levando em consideração na designação dos eleitos suas respetivas votações nominais antes de verificar suas posições na lista. Outra mudança importante, a verdadeira barreira constituída pela necessidade de um partido conseguir pelo menos um eleito para entrar na disputa das sobras está abolida. O método D´Hondt de cálculo dos eleitos e das sobras é aplicado no seu sistema original, ou seja, na maior média, mesmo que esta seja inferior a 1.

Se ainda não há consenso nos rumos da reforma eleitoral, muito menos da política, um ponto particular parece ter recebido a adesão de uma grande maioria: a supressão das coligações nas eleições porporcionais (vereadores e deputados). Uma PEC, já aprovada na CCJ do Senado Federal, aguarda sua inclusão na pauta do plenário e grandes partidos como PT, PMDB e PSDB já se declararam a favor da medida, que poderá ter importantes consequências práticas na designação dos eleitos por estado.

A principal consequência do fim das coligações nas eleições proporcionais seria uma redução do número de partidos políticos representados nas Câmaras e Assembléias.

Tomando como hipótese os resultados da eleição de 2010 no Mato Grosso do Sul, o fim das coligações teria atingido seu objetivo principal. Mas teria criado outro problema.

Bancada Federal: Só sobram PT e PMDB, os dois deputados mais votados não se elegem.

O Mato Grosso do Sul tinha, em 2010, uma configuração de coligações destoantes do cenário nacional na disputa pelo Governo. André Puccinelli (que se elegeu com 56 % dos votos) liderava uma coligação PRB/PMDB/PR/DEM/PMN/PSB/PSDB que conseguiu obter 6 das 8 cadeiras da representação Federal. A coligação de Zeca do PT (42 %), que incluia outros oito partidos, dos quais o PDT e o PV, completou a bancada com dois Federais do PT.

Sem coligação em 2010, no entanto, a representação sulmatogrossense em Brasília teria sido outra. Só dois partidos atingiram o quociente eleitoral > MS 2010 Federal com-sem

Com este resultado, Giroto (PR), candidato mais votado com 147.343 votos, e Reinaldo Azambuja (PSDB), segundo mais votado com 122.213 votos, e Mandetta (DEM) sexto mais votado com 78.733 votos não teriam sido eleitos.

Ao contrário, teriam ganho mandato Akira (PMDB), João Grandão (PT) e Machado (PT) (19.334 votos).

No caso de supressçao da necessidade de atingir o quociente eleitoral para participar da distruição das vagas remanescentes, como proposto na última versão do relatório do deputado Henrique Fontana na Câmara dos Deputados, a situação volta à real de outubro de 2010, PSDB, PR e DEM “recuperando” seus eleitos nas cinco vagas sobrendo, mesmo sem coligação. No entanto, com a instituição da lista fechada, precisaria observar a posição na lista dos candidatos para determinar quem seriam os eleitos de cada partido.

ALMS: Três partidos saem e PMDB, PT e PSDB ficam maiores 

Na Assembléia Legislativa do Mato Grosso do Sul, as mudanças sem coligações teriam sido mais “suaves”. 3 dos atuais 11 partidos representados não teriam assentos, reforçando a bancada dos “grandes” > MS 2010 Estadual com-sem

Além dos atuais representantes, teriam sido eleitos: Youssif (PMDB), Amarildo Cruz (PT), Prof. Rinaldo (PSDB) e Angelo Guerreiro (PDT) (16.449 votos).

Por outro lado, não teriam assento na AL: Arroyo (PR) (décimo-primeiro mais votado, 28.489 votos), Tita (PPS), George Takimoto (PSL) e Lauro Davi (PSB).

No caso de supressão da barreira do “eleito-mínimo” na distribuição das sobras, o resultado teria representado um “meio-termo”. PPS e PSL ganhariam seu deputado na sobra, o terceiro do PR e o do PSB não.

Anúncios
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: